Não há nada pior do que ver, em pleno incêndio, como os bombeiros pisam as mangueiras.
Cada um quer levar a água ao seu moinho político e não conseguem colocar-se de acordo, enquanto as chamas são cada vez mais alterosas.
Os fanfarrões ou gabarolas que se escancharam no poder, pela nossa negligência ou pela inconsciência, dedicam-se há muito tempo a levantar-se tarde e isso dificulta muito o avanço.
Conviria que as equipas de salvamento da crise estivessem coordenadas e saíssem juntas do carro antes que morram carbonizados mais portugueses.
Já são mais de seiscentos mil no pavilhão de queimados, mas continuamos a debater quais as janelas mais apropriadas para pularem e quais são as melhores esteiras que tornem menos penosa a queda.
Para cúmulo, não pode intervir (como ele ansiava!!!) a pessoa que iria desunir, digo reunir as tácticas e colocar ordem no resgate, já que o seu papel é o de “arbitrar e moderar”, coisas que são impossíveis se exigem estar-se calado como um morto, papel que faz razoavelmente “muito” bem.
Parece-me que não há maneira de se entenderem estes cavalheiros que nos caíram em sorte, para nossa desgraça.
Alguns só se colocam de acordo quando se trata de dividir mais um despojo de guerra.
Desconfiam uns dos outros, como convém entre cavalheiros do mal, talvez com razão e, esse desprezo, traduzido em desdém pela nossa boa-fé, conduzir-nos-à à raia do abismo.
O pessoal normal, que é mais sensato do que parece, quando vê o descaminho do salvamento, fica atarantado com tanta sinalética.
Entre mortos e feridos, alguém há-de escapar, mas eu, pessoalmente, não gostaria de cair com qualquer uma das equipas de resgate que se apresentam.
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Cada um quer levar a água ao seu moinho político e não conseguem colocar-se de acordo, enquanto as chamas são cada vez mais alterosas.
Os fanfarrões ou gabarolas que se escancharam no poder, pela nossa negligência ou pela inconsciência, dedicam-se há muito tempo a levantar-se tarde e isso dificulta muito o avanço.
Conviria que as equipas de salvamento da crise estivessem coordenadas e saíssem juntas do carro antes que morram carbonizados mais portugueses.
Já são mais de seiscentos mil no pavilhão de queimados, mas continuamos a debater quais as janelas mais apropriadas para pularem e quais são as melhores esteiras que tornem menos penosa a queda.
Para cúmulo, não pode intervir (como ele ansiava!!!) a pessoa que iria desunir, digo reunir as tácticas e colocar ordem no resgate, já que o seu papel é o de “arbitrar e moderar”, coisas que são impossíveis se exigem estar-se calado como um morto, papel que faz razoavelmente “muito” bem.
Parece-me que não há maneira de se entenderem estes cavalheiros que nos caíram em sorte, para nossa desgraça.
Alguns só se colocam de acordo quando se trata de dividir mais um despojo de guerra.
Desconfiam uns dos outros, como convém entre cavalheiros do mal, talvez com razão e, esse desprezo, traduzido em desdém pela nossa boa-fé, conduzir-nos-à à raia do abismo.
O pessoal normal, que é mais sensato do que parece, quando vê o descaminho do salvamento, fica atarantado com tanta sinalética.
Entre mortos e feridos, alguém há-de escapar, mas eu, pessoalmente, não gostaria de cair com qualquer uma das equipas de resgate que se apresentam.
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1 comentário:
O que falta ao povo são novenas. Se pagassem mais novenas as coisas estariam melhores, não havia fogos nem défice.
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