O VIDEIRINHO

quinta-feira, dezembro 09, 2010

EU SOU DEUS (Parte I)

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Dois loucos andam a brigar arrogando-se cada um, de ser o enviado de Deus e assim reclamam a opinião de um terceiro para dirimir qual dos dois é, realmente, o enviado de Deus. 

Quando se acerca o terceiro louco, olha-os de alto abaixo com desprezo e diz-lhes: 

“Eu não enviei ninguém”. 

E aí termina o problema. 

No entanto, quando não há um terceiro louco perto (perto, porque há que ver os que andam incógnitos) que aclare que ele não enviou ninguém, pois passe-se o que se passar, são muitos os que andam por aí à solta acreditando que são o Altíssimo e pensando que as portas das igrejas são tão altas para que possam passar sem problema algum. 




Isto deve ter ocorrido ao zelador do lar de idosos “La Caritat” (o que vale um nome) em Olot, Girona que, convencido de que ele era o mesmíssimo Deus, lhes fazia “a caridade” de cortar-lhes o fio da vida a quem considerava que já tinham gasto o suficiente à Segurança Social e no fim… quem ia dar conta e a quem podia importar-lhe a morte de uns idosos esquecidos pelos seus familiares num lugar onde, como todos sabem, só se vai para morrer. 

Ele era deus, um deus que se apiedava da sua dor, da sua solidão, da sua enfermidade… isso sim, à falta de super-poderes que os enviassem ao outro mundo sem mais, era necessário utilizar alguma ajudazita, algo suave como a lixívia… o fim sempre justifica os meios. 



Outro que tal é o gorila de King Kong, digo, Kin Jong, o manda-chuva da Coreia do Norte que, também, convencido de que deus é ele, pode esparramar a sua ira e abater a quem sempre considerou um grão no seu diviníssimo cu, ou seja, a Coreia do Sul. 

E quem teria que vir explicar que nenhum é deus, é o que vem dizer quais são os outros, quando deus é ele. 

E já se sabe: no princípio foi o verbo, ou seja, que a palavra é sua e pode fazer com ela o que lhe der na real gana, que deus é ele. 


CONTINUA… 



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