O VIDEIRINHO

terça-feira, abril 26, 2011

INSIGNIFICANTES

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 Ás vezes, grandes personalidades recebem-te sem passares pela sala de espera. 

Ao porteiro de serviço anuncias a tua chegada e a personagem faz-te passar sem demora. 

Digamos que a personagem tem contigo o “detalhe” de fazê-lo. 
Outras vezes pelo contrário, nunca está para ti; nem ao telefone, nem pessoalmente. 

Uma saudação de passagem e umas breves palavras, não é uma conversa. 

Ou esse parceiro de estudos ou de borgas que diz ter muita pressa, dá-te o seu cartão e pede que lhe telefones. 

Pode ser que num local onde já não o oiças comente: 
“ Um borra-botas (sarrafaçal) da faculdade”. 

É o trivial nos “triunfadores” e sobretudo da política.


Isto ocorre neste pequeno mundo onde os méritos pessoais consistem, na maioria das vezes, na capacidade de humilhação do indivíduo. 


O ser honesto e realizar trabalho com lhaneza, não é garantia de êxito. 


Nas filas dos desempregados há muitas pessoas honestas capazes de realizar bem um trabalho. 


Aos políticos e aos novos-ricos, há que escovar-lhes o fato e chegar-lhes vaselina. 


Mas lá diz o refrão: 
“Não sirvas a quem serviu nem peças a quem pediu”.

"O sabe naturaleza
más que supo en otro tiempo,
o tantos que nacen sabios
es porque lo dicen ellos."
 


De repente lembrei-me do lazarento Bush, (a prova mais que provada de que Deus não existe) e do seu livro que publicou, já que tenho a certeza absoluta que já escreveu mais livros do que aqueles que leu. 
Este general romano, do que realmente estava orgulhoso era que lhe chamassem “O africano”, tudo o resto correspondia-lhe por direitos de família. 
O apodo tinha-o ganho ele. 
Hoje isto, já não se estila. 
A prova mais palpável é a de Cavaco-presidente, que o é por pertencer a uma determinada "família". 
Os seus méritos? 
Nenhum!!! 
Sócrates? 
Catastrófico foi o seu nascimento! 
É um pária ou ilota.
Assim, na cúpula do Estado temos personagens que não singraram por mérito próprio para sê-lo. 

 

Toda a cambada seguinte tem o direito de pensar que isso é um exemplo a seguir. 

Não é o mesmo ser que estar; não é o mesmo ser engraçado que fazer-se engraçado. 

É o mesmo servir que ser vil. 

E a vileza, é esta a moeda de troca destes vilões que nos tocou conviver. 
Trabalhar de maneira justa, ficou para outros tempos e outras pessoas. 
A política e os negócios, está enxameada de medíocres. 
De medíocres ou de nulidades totais, claro. 
E assim cá vamos indo de mal a pior. 
Há coisas muito pior que um maluco parvo ou tolo; um maluco parvo ou tolo com má sorte. 
E destes, está infestada a geografia pátria. 



Mas sempre se disse de muitos tontos que, não lhes metas o dedo na boca que te mordem. 

Para que estas coisas não se apreciem, inventou-se: “o politicamente correcto”. 

Para consegui-lo, distorce-se a linguagem e utilizam-se eufemismos. 

Se quiseres passar por erudito, pegas num copo de água e introduzes no discurso umas “macarrónicas latinices” ou estrangeirismos pacóvios. 

Por muitas voltas que dês, continuarás sem conseguir ser recebido como a personagem que realmente és. 

Isso fica para que se faça entre iguais. 

Não iguais enquanto posição social, iguais em fundamentos.
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2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

O povo gosta deles. Recompensou o iniciador do monstro do défice com duas presidências.

xistosa, josé torres disse...

Táxi Pluvioso

Sempre houve e haverá os possuidores de dons especiais que singram conforme o que sangram.
Pena que não o tenhamos como 1º ministro depois das presidências.
Seria a nossa salvação...
Ah! E a de Dias Loureiro... (entre outros da equipagem da "gruta" onde arrecadam o ouro).