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Ás vezes, grandes personalidades recebem-te sem passares pela sala de espera.
Ao porteiro de serviço anuncias a tua chegada e a personagem faz-te passar sem demora.
Digamos que a personagem tem contigo o “detalhe” de fazê-lo.
Outras vezes pelo contrário, nunca está para ti; nem ao telefone, nem pessoalmente.
Uma saudação de passagem e umas breves palavras, não é uma conversa.
Ou esse parceiro de estudos ou de borgas que diz ter muita pressa, dá-te o seu cartão e pede que lhe telefones.
Pode ser que num local onde já não o oiças comente:
“ Um borra-botas (sarrafaçal) da faculdade”.
É o trivial nos “triunfadores” e sobretudo da política.
Isto ocorre neste pequeno mundo onde os méritos pessoais consistem, na maioria das vezes, na capacidade de humilhação do indivíduo.
O ser honesto e realizar trabalho com lhaneza, não é garantia de êxito.
Nas filas dos desempregados há muitas pessoas honestas capazes de realizar bem um trabalho.
Aos políticos e aos novos-ricos, há que escovar-lhes o fato e chegar-lhes vaselina.
Mas lá diz o refrão:
“Não sirvas a quem serviu nem peças a quem pediu”.
"O sabe naturaleza
más que supo en otro tiempo,
o tantos que nacen sabios
es porque lo dicen ellos."
más que supo en otro tiempo,
o tantos que nacen sabios
es porque lo dicen ellos."
De repente lembrei-me do lazarento Bush, (a prova mais que provada de que Deus não existe) e do seu livro que publicou, já que tenho a certeza absoluta que já escreveu mais livros do que aqueles que leu.
Públio Cornélio Cipião Emiliano, “O africano”.
Este general romano, do que realmente estava orgulhoso era que lhe chamassem “O africano”, tudo o resto correspondia-lhe por direitos de família.
O apodo tinha-o ganho ele.
Hoje isto, já não se estila.
A prova mais palpável é a de Cavaco-presidente, que o é por pertencer a uma determinada "família".
Os seus méritos?
Nenhum!!!
Sócrates?
Catastrófico foi o seu nascimento!
É um pária ou ilota.
Assim, na cúpula do Estado temos personagens que não singraram por mérito próprio para sê-lo.
Toda a cambada seguinte tem o direito de pensar que isso é um exemplo a seguir.
Não é o mesmo ser que estar; não é o mesmo ser engraçado que fazer-se engraçado.
É o mesmo servir que ser vil.
E a vileza, é esta a moeda de troca destes vilões que nos tocou conviver.
Trabalhar de maneira justa, ficou para outros tempos e outras pessoas.
A política e os negócios, está enxameada de medíocres.
De medíocres ou de nulidades totais, claro.
E assim cá vamos indo de mal a pior.
Há coisas muito pior que um maluco parvo ou tolo; um maluco parvo ou tolo com má sorte.
E destes, está infestada a geografia pátria.
Mas sempre se disse de muitos tontos que, não lhes metas o dedo na boca que te mordem.
Para que estas coisas não se apreciem, inventou-se: “o politicamente correcto”.
Para consegui-lo, distorce-se a linguagem e utilizam-se eufemismos.
Se quiseres passar por erudito, pegas num copo de água e introduzes no discurso umas “macarrónicas latinices” ou estrangeirismos pacóvios.
Por muitas voltas que dês, continuarás sem conseguir ser recebido como a personagem que realmente és.
Isso fica para que se faça entre iguais.
Não iguais enquanto posição social, iguais em fundamentos.
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2 comentários:
O povo gosta deles. Recompensou o iniciador do monstro do défice com duas presidências.
Táxi Pluvioso
Sempre houve e haverá os possuidores de dons especiais que singram conforme o que sangram.
Pena que não o tenhamos como 1º ministro depois das presidências.
Seria a nossa salvação...
Ah! E a de Dias Loureiro... (entre outros da equipagem da "gruta" onde arrecadam o ouro).
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