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(*) Narcolepsia
“Algo pior que não despertar depois de se deitar para dormir, é nunca mais voltar a adormecer”, pensa e imagina essa situação, com os olhos injectados em sangue, abertos na obscuridade do teu quarto, esperando inutilmente que as pálpebras se consigam fechar, ou, como é apanágio no meu léxico, que as “persianas” se cerrem.
Preocupa-o chegar ao extremo de se encontrar fisicamente impossibilitado para dormir.
“A falta total de descanso, seguramente, é a pior das torturas”, reflecte ante a ausência de sono e paranóico desvela-se, preso do temor de viver essa desgraça.
“A pior das mortes”, continua magicando e insiste dando voltas sobre voltas na cama, girando o corpo para um lado e para o outro, boca para cima, boca para baixo com as mãos debaixo da almofada.
Depois, sem dar conta, adormece.
Entrega-se ao glorioso descanso ainda que só seja por escassos minutos até que, finalmente, desperta ante o recorrente pesadelo de não voltar a dormir nunca mais.
18 de Março - Dia Europeu da Narcolepsia – um transtorno neurológico que se caracteriza pelos “ataques súbitos de sono” e sonolência excessiva.
Pensa-se que perto de 3/4 dos narcolépticos sofre de catalepsia, uma perda brusca da energia muscular que faz que se caia, inesperadamente, em qualquer situação, a dormir.
Para um sorriso, uma anedota velhinha:
- E então senhor Cordeiro! Está a funcionar fazer a contagem de carneirinhos na altura de adormecer? Acredito que com esta técnica milenar aquele velho problema da insónia seja coisa do passado? Afirmou o médico.
- Não foi resolvido não doutor! Disse o paciente.
- Ora bolas! Porque não?
- Porque tenho mais de cinquenta carneiros que são muito agitados, não param nem para comer.
E há mais doutor:
À noite, lá fora faz um frio do caraças. Só este mês já fiquei gripado umas quatro vezes...
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