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Os anjinhos não desaparecem, nem morrem.
Tirada DAQUI
Não menosprezes o poder da elegância.
Assessores de imagem,
fatos italianos, tintas para as câs, correctores de olheiras, luzes, um púlpito
a três palmos do povo, primeiros planos em HD, guarda-costas.
Maquilhagem para o
brilhantismo e palavras.
Se empregas eufemismos a massa aplaudirá, (que domínio
da linguagem!, assombrar-se-ão), ainda que ninguém entenda que raio querias
dizer.
O que importa uma foto se o porta-retratos é bonito?
Diz que nos
resgatam sem dizer que nos resgatam e sorri.
Sorri muito.
Que o brilho dos teus
dentes eclipsam o público.
Como saem tão bem mentiras de uma boca tão perfeita?
Os novos jornalistas contratados por M. Relvas
Do mesmo modo, se o povo sai à rua em sinal de protesto pelo teu
rol de mentiras, não duvides em deslegitimar os seus motivos com o mesmo
argumento que te endeusou: destaca o mal que vestem, chama-lhes artistas-mendigos
de rua, associa a sua indumentária a uma atitude e chama-lhes vadios.
São
piegas.
Desalmados desempregados.
Desagradecidos pela nova situação.
Assim
ganharão o desprezo dos devotos da fachada.
Em qualquer caso, enquanto tu
continuas a ganhar aos teus, através da imagem, de cada vez que alguém entre no
meu táxi com um fato italiano, continuarei a esconder sob o tapete o meu cartão
de crédito e a carteira manter-se-á debaixo do assento.
Nunca se sabe quem se
transporta.
(Costumo predizer: "Bem vestido e bem falante, mas vigarista!!!".
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1 comentário:
Não me parece bem, por razões óbvias, que se associe este tipo de gente a anjinhos ;)
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