O VIDEIRINHO

quinta-feira, junho 21, 2012

OS PASSOS DE UM CORTA-RELVAS & Cª.

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Os anjinhos não desaparecem, nem morrem. 
Tirada DAQUI

Não menosprezes o poder da elegância. 

Assessores de imagem, fatos italianos, tintas para as câs, correctores de olheiras, luzes, um púlpito a três palmos do povo, primeiros planos em HD, guarda-costas. 

Maquilhagem para o brilhantismo e palavras. 

Se empregas eufemismos a massa aplaudirá, (que domínio da linguagem!, assombrar-se-ão), ainda que ninguém entenda que raio querias dizer. 

O que importa uma foto se o porta-retratos é bonito? 

Diz que nos resgatam sem dizer que nos resgatam e sorri. 

Sorri muito. 

Que o brilho dos teus dentes eclipsam o público. 

Como saem tão bem mentiras de uma boca tão perfeita?

Os novos jornalistas contratados por M. Relvas

Do mesmo modo, se o povo sai à rua em sinal de protesto pelo teu rol de mentiras, não duvides em deslegitimar os seus motivos com o mesmo argumento que te endeusou: destaca o mal que vestem, chama-lhes artistas-mendigos de rua, associa a sua indumentária a uma atitude e chama-lhes vadios. 

São piegas. 

Desalmados desempregados. 

Desagradecidos pela nova situação. 

Assim ganharão o desprezo dos devotos da fachada. 

Em qualquer caso, enquanto tu continuas a ganhar aos teus, através da imagem, de cada vez que alguém entre no meu táxi com um fato italiano, continuarei a esconder sob o tapete o meu cartão de crédito e a carteira manter-se-á debaixo do assento. 

Nunca se sabe quem se transporta. 

(Costumo predizer: "Bem vestido e bem falante, mas vigarista!!!".
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1 comentário:

Tétisq disse...

Não me parece bem, por razões óbvias, que se associe este tipo de gente a anjinhos ;)