O VIDEIRINHO

quinta-feira, março 11, 2010

CHINESICES

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Essa treta de que a verdade nos tornará livres é bem mais duvidosa, mas ninguém pode questionar que a sua busca é muito entretida.

Será certo que só uns míseros contribuintes declaram rendimentos superiores a 50.000 euros ao ano?

Por isso estão a encerrar os grandes restaurantes.

Quiçá o que nos torne livres, sobretudo livres do Fisco, seja a mentira, mas o seu exercício está reservado unicamente a alguns senhores abastados.

Os demais, estamos devidamente controlados e obrigam-nos a ser sinceros.

Já sabemos por Bernard Shaw os perigos que encerra a sinceridade se não se é, para além disso, estúpido.


E quanto aos insolventes, parece que se multiplicaram por três no último semestre do defunto ano e prevê-se que superem a sua melhor marca antes que este ano termine.

As empresas que não podem fazer frente ás suas dívidas, só têm uma solução: dar-lhes de flanco ou de cernelha.

Portugal é um país de endividados, mas não há que descartar que o número de insolventes seja o mesmo que o de embusteiros, já que nada impede que haja pessoas e empresas que pertençam a ambos os grupos.

Não sei o que tem a cara dos analistas económicos que não nos deixam dispostos a fazer uma viagem com nenhum deles, ainda que fosse de graça.


A sua especialidade é predizer com posteridade.

Por que não avisaram da inexorável caída do PIB até à chegada da ambulância?

A verdade é que os nossos “experts” em finanças não viram nada até que tudo esteve visto para sentença.

Enganaram-nos como a chineses, que são os únicos que não enganam ninguém nas suas lojas, onde tudo, de baixa qualidade, se vende a baixo preço.



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quarta-feira, março 10, 2010

- Palavras inocentes não são pesos em balanças ! (Kahlil Gibran, 1883-1931, - Gibran / Jibran - Khalil ou Kahlil, nome árabe Jubrãn Khalil Jubrãn, dum poeta, romancista e filósofo ensaísta. Nasceu no Líbano, mas viveu a maior parte da vida nos EUA)

SIMIN BEHBAHANI (*)

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(*)Poetisa iraniana, de 83 anos,foi impedida de sair do Irão para participar, em Paris, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher.



Reconstruir-te-ei, Pátria

Reconstruir-te-ei, Pátria .
Ainda que seja com o adobe da minha alma.
Levantarei pilares para suster o teu tecto,
ainda que seja com os meus ossos.
Olfactarei novamente o teu desejo de juventude.
Lavarei de novo o sangue
com as minhas lágrimas derramadas.
Uma vez mais num dia de sol radiante,
a obscuridade abandonará a minha casa.
Pintarei a minha poesia
com o azul do meu próprio céu.
Embora seja um morto com cem anos,
levantar-me-ei da tumba.
Destroçarei o coração do demónio
com o meu enorme grito.
Recitarei o meu amor pela Pátria com tal fervor,
que qualquer palavra sincera que cante,
brilhará com vida.
Deus me dê paciência!
Ainda que o meu verso seja encharcado de sangue,
eu te reconstruirei,
ainda que tal vá para além das minhas forças.



Este poema é uma tradução/adaptação minha e foi dedicado, por Simin Behbahani, à escritora de novelas, Simin Daneshvar.

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- Não se conta tudo porque o tudo é um oco nada !
(Clarice Lispector,1920-1977, escritora brasileira de origem judia nascida na Ucrânia)

ABRAÇA-ME (parte II)

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... continuação

TERAPIA COM ABRAÇOS


Abraçar é uma grandiosa medicina.

Transfere energia E DÁ À PESSOA ABRAÇADA UM ESTÍMULO EMOCIONAL.

Dizem que necessitamos de quatro abraços por dia para sobreviver, oito para nos mantermos e doze para crescermos.

Um abraço far-te-á sentir bem.

A pele é o maior órgão que temos e necessita de muito carinho.

Um abraço pode cobrir uma grande extensão da pele e dar a massagem que necessitas.

É uma forma de comunicar.

Pode dizer as coisas para as quais não tens palavras.

Por exemplo, a melhor coisa acerca de um abraço é que não podes dar um sem receber também um.

A teoria que está por detrás desta terapia é que não é só o tocarem-nos que é bom.

Pelo contrário, é essencial.

Investigações científicas apoiam esta teoria pois dizem-nos que o contacto físico, ou a estimulação física são absolutamente necessários para o nosso bem-estar emocional.


O tacto é usado para reduzir a dor, a depressão e ansiedade, como também para aumentar o desejo de viver do paciente e para os bebés prematuros que carecem do contacto físico enquanto estão na incubadora e assim ajudá-los a crescer e desenvolverem-se.

Resultados das várias Experiências Científicas demonstraram que o contacto físico pode:

Fazer-nos sentir melhor com nós próprios e com a nossa envolvência.

Tem um efeito positivo no desenvolvimento das crianças e na sua inteligência.

Provoca mudanças fisiológicas nos que nos tocam e nos que tocamos.

Mas também, o abraçar frui muitas coisas que talvez nunca imaginaste.

Por exemplo:

- É uma sensação boa.
- Desfaz a ansiedade.
- Derrota o medo.
- Abre as portas ás sensações.
- Ajuda a auto-estima (Caramba, el@ quer-me abraçar!!!).
- Induz ao altruísmo (nem posso acreditar, mas quero abraçar essa pessoa!).
- Atrasa o envelhecimento (aqueles que abraçam mantêm-se jovens durante mais tempo).
- Ajuda a reduzir o apetite (comemos menos quando nos vigorizam com abraços e os nossos braços enleiam o outro).

Uma foto histórica.


Esta é a fotografia de um artigo chamado “O abraço da vida”.

O artigo fala da primeira semana de vida de um par de gémeos.

Aparentemente cada uma estava na sua respectiva incubadora e uma delas não se esperava que sobrevivesse.

Uma enfermeira, contra as regras hospitalares, colocou as bebés na mesma incubadora.

Quando juntas, a mais saudável colocou o braço sobre a irmã, abraçando-a.

O ritmo cardíaco da bebé mais pequena estabilizou-se.

Ambas sobreviveram.

O hospital modificou as suas normas depois de ver o efeito que produziu os dois bebés estarem juntos.

Outros benefícios dos abraços:

- Ajudam a reduzir a tensão.
- Ajudam nos problemas de insónia.
- Preservam os músculos dos braços e dos ombros.
- Se fores baix@, fornece exercícios de alongamento.
- Se és alt@ fornece exercícios ao inclinares-te.
- Fornece uma alternativa à promiscuidade.
- Oferecem uma alternativa saudável e segura ao consumo de álcool e outras drogas (é muito melhor abraçar-se do que drogar-se).
- Fortalecem a existência física.
- É democrático (todos são eleitos para um abraço).



Mais benefícios que “saltam” dos abraços:

- São ecologicamente correctos (não ferem o meio ambiente).
- São eficazes por serem um armazenamento de energia.
- São portáteis. Não requerem maquinaria especial.

E sobretudo e em tempo de crise, são Grátis.

Então? …

O que esperas para dar um abraço?



Foto 9 A propósito … envio-te um!!!

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terça-feira, março 09, 2010

- A mulher é a mais nua das carnes vivas e aquela cujo brilho é o mais suave!

ABRAÇA-ME (parte I)

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Pois bem.

Com o costume de nos abraçarmos muitas coisas se podem alcançar que talvez nunca tenhamos imaginado.
Os terapeutas modernos dizem que através deles se pode ver o mundo duma maneira diferente, também se consegue desfazer o medo e até atrasar o envelhecimento.
Haja Deus!

Aliás, estamos inibidos de fazê-lo e portanto, todos sabemos que os abraços hoje em dia são um bem escasso e quase tabu.

A prova do pouco que estamos acostumados a assistir a um abraço de amor, é a forma de como há uns tempos uma informação caiu como um balde de água fria nas redacções e entre os científicos de todo o mundo:
Arqueólogos italianos descobriram os restos de um par de jovens sepultados há 6000 anos, entrelaçados num abraço.



Quem liderou a equipa na sua escavação disse:
Devo dizer que quando os encontrámos emocionámo-nos muito; é um caso extraordinário.
Talvez o verdadeiramente extraordinário se encontre na coincidência do local onde foram encontrados esses esqueletos, a localidade italiana de Verona, onde William Shakespeare enquadrou o seu Romeu e Julieta.

Talvez a interrogação que preocupa todos é conhecer a causa porque terminaram num grande abraço e não de outra forma.
Os investigadores não reclamam saber em que circunstâncias morreram, mas sim o porquê de se estarem a acariciar e olhando-se olhos nos olhos frente ao iminente final.
Por acaso não morriam abraçados os cristãos nas arenas dos circos romanos?

Não ocorria o mesmo com os judeus nos campos de extermínio da Alemanha nazi, ou com os desaparecidos na Argentina?

Alguns podem dizer que foram perseguidos.

Outros dirão:
Não deve ser, ou, por algo foram-no.




QUANDO É PURA MEDICINA

Para quem pensa que mostrar afecto é só uma expressão, cada vez estão a aparecer mais dados novos que avalizam a importância dos sentimentos.

À chamada inteligência emocional, agora junta-se o descobrimento de que o abraço reduz o stress e previne a aparição de enfermidades cardiovasculares.

Um estudo da Universidade de Carolina do Norte assim o indica, depois de trabalhar com 38 parceiros para comprovar os efeitos de um abraço na sua saúde.

A pressão sanguínea das mulheres baixa mais do que a dos homens.

O abraço faz com segregue oxitocina, uma hormona que faz descer o risco de doenças cardiovasculares e reduz outra hormona que faz diminuir o stress.

As mulheres sentem-se melhores com os abraços.


Metodologia

Para fazer o estudo, os investigadores separaram os homens e as mulheres em dois quartos separados para comprovar a pressão sanguínea e os níveis de cortisol e oxitocina, que se liberta durante o parto e nos períodos de aleitamento.

Depois, os pares reuniam-se para se sentarem juntos e falar quando ao seu estado de ânimo fosse especialmente bom.

A seguir, e depois de verem uns minutos duma película romântica e voltarem a falar durante uns minutos, os pares abraçavam-se durante 20 segundos.

Tanto os homens como as mulheres experimentam efeito benéficos depois de um abraço mas especialmente as mulheres são favorecidas já que aumentam mais o seu nível de oxitocina ao mesmo tempo que reduzem o do cortisol, hormona do stress.

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continua ...

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segunda-feira, março 08, 2010

- É dificílimo livrar-me de uma mulher fácil !

A VIDA

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Angela Merkel e Westerwelle


As pedradas económicas escalavraram vinte países da EU, ainda que seja o nosso que mais nos dói e mais necessita de ligaduras.

Inclusivamente Obama mostra-se partidário da subida dos impostos ás classes populares, já que as outras não deixam.

Os mercados são injustos, como se sabe, mas por que é que iam ser uma excepção.

A vida também é injusta e quando chega uma tormenta, inundam-se preferencialmente as zonas suburbanas, já que nunca chove para contentar todos.

A senhora Merkel, que está a envelhecer a olhos vistos, deitou os seus olhos em Westerwelle.

Agora o seu ministro da economia canta-lhe os quarenta que ela já teve há alguns anitos.

As tensões entre sócios fazem sempre amenos os pactos e o senhor ministro acredita que é “decrépito” ajudar os desempregados de longa duração.


Hans Eichel, Gerhard Schröder, Angela Merkel, Edmund Stoiber e Guido Westerwelle


Ou seja, para remediar o problema, deveriam optar por morrer.

Em piedoso contraste, o nosso esforçado ministro do Trabalho e outras coisas mais, que até é uma ministra, quer que continuemos a trabalhar até aos 67 e acabar com as reformas na classe trabalhadora, (estes passam muito tempo desempregados e têm que compensar).

A resignação, que dizem ser uma virtude cristã, não deixa de ser uma entrega, ainda que se componha de coisas tão estimáveis como a resignação e a paciência.

O que sucede é que cada vez há menos resignados.

Como convencer quem tem direito à reforma, pelas normas actuais, vai ter que nascer ou renascer para a nova situação?

Terá lógica sermos atrapados a meio, ou perto do fim, por normas que não existiam quando começamos a trabalhar?



Certamente que Portugal conseguiu acumular o mesmo número de pessoal que procura trabalho, ao de pessoas que desejam abandonar o que têm.

Parece-me que temos os reformados mais jovens do mundo, alguns ainda com muito boa vista, mas que optaram por perder de vista os seus trabalhos.

Aqui incluem-se em larga escala, os políticos, essa classe nómada, que volta e meia se vão …, em mancebias reformas de "cansativos" empregos que sucessivamente vão ocupando.

Quem foram os políticos broncos e contumazes, desculpem a redundância, que até há pouco os estimularam e recompensaram por dizer adeus?

Deviam ser obrigados a aparecer em palco e saudar o público parvo.

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sábado, março 06, 2010

- O beijo é o assento invisível na palavra amor !

À FLOR DA PELE

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Um dos grandes prazeres que podemos experimentar é dar e receber carícias.

Para a maioria das pessoas, a experiência do tacto, a percepção das sensações da pele ao ser tocada, é a forma mais sensual de estimulação erótica.

Os receptores do tacto encontram-se distribuídos por todo o corpo e o contacto físico estimula-os.

Por isso pode ser muito agradável realizar uma exploração, milímetro a milímetro, do corpo.

Pode-se dizer que a pele é a zona erógena mais extensa do corpo, dado o seu grande potencial erótico.

Desde pequenos que vamos formando o mapa do nosso corpo que depende, sobretudo, do contacto que vamos tendo nas suas diversas partes.


Desta forma a pela vai-se carregando de informações, de recordações, de sensações … que podem ser agradáveis e prazenteiras, desagradáveis ou neutras.

È como se a pele contasse com um “chip” de memória dos contactos que estabeleceu e também das carícias recebidas.

Trata-se da nossa história sensual, uma espécie de compêndio afectivo.

A nossa mente vai guardando um registo táctil das pessoas que alguma vez nos mimaram, nos amaram e nos fizeram vibrar.

Quando uma pessoa é estimulada despertam-se essas recordações e associações que nalgumas ocasiões podem levar-nos a experiências muitíssimo prazenteiras.



Em termos gerais, fala-se de “zonas erógenas” para descrever esses pontos que ao serem estimulados podem excitar sexualmente a pessoa.

Estes podem intensificar tanto o desejo como o prazer.

Por isso é muitíssimo conveniente que cada pessoa explore e tenha uma ideia clara do seu próprio mapa erógeno.

Este mapa pode ir mudando e evolucionando com o tempo e a experiência.

Qualquer idade é boa para a aprendizagem sexual e é sempre possível descobrir novas zonas de prazer.



Para tua introspecção:

- O que notas que a tua pele gosta?

– Conheces as tuas zonas erógenas?

– Quais são as zonas que te podem à paixão?

– Costumas explorar essas zonas erógenas, quer sejam as tuas, quer sejam alheias?

– Qual foi a tua última descoberta erógena?

– Notas que é capaz de despertar, com a tuas carícias, a sensualidade d@ teu parceir@?

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sexta-feira, março 05, 2010

- Não julgues as pessoas pelas amizades.
Judas, por exemplo, tinha amigos exemplares !

CHOVER NO MOLHADO

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Em certas ocasiões, ao chover formam-se “borbulhas”, “balões” ou “bolhas” nos charcos e lagunas ao chocarem, as gotas de água da chuva, com a superfície da água empoçada.

Segundo a tradição popular isso significa que continuará a chover ou que voltará a chover depois dum breve intervalo de tempo.

Este fenómeno explica-se da seguinte forma:

A chuva é um produto da condensação do vapor de água que se encontra na atmosfera.

Quando as gotas são suficientemente grandes e já que não se podem suster no ar, caem pelo seu próprio peso na terra, atraídas pela gravidade desta.



No seu percurso dissolvem as partículas gasosas que vão encontrando, é como uma decoração, partículas dos gases que compõem a atmosfera, (nitrogénio, oxigénio, árgon, néon, etc.) , que são incorporados ao cair, por assim dizer.

As gotas da chuva ao chegarem ao solo ou a um charco de água, que supostamente está a uma temperatura superior, aquecem e desprendem os gases que tinham dissolvido.

Isto dá lugar, ao que à água diz respeito, a essas bolhas tão curiosas que as gentes do campo observam com tanta frequência.



Quanto maior é a diferença de temperatura entre as gotas e a água no solo, mais borbulhas se produzem.

Este processo obedece à Lei de Chatellier, segundo a qual, a solubilidade dos gases em líquidos é inversamente proporcional à temperatura; ou seja, quanto mais frio é um líquido, maior quantidade de gases de ebulição.

Se numa determinada altura se produzem muitas borbulhas, significa que as gotas que caem estão muito mais frias que a superfície, ou que a água dos charcos, pelo que é um indício de que prosseguirá o processo de condensação das camadas altas da atmosfera e por conseguinte, a chuva.

O povo tem sempre razão.

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quinta-feira, março 04, 2010

- Não existe isso de colocar só a cabecinha.
O pénis não tem ombros !

PÉNIS


Um dos temores mais frequentes dos homens, que se pode encontrar em todas as idades é ter o pénis pequeno.

Na adolescência, é frequente os garotos compararem o tamanho das suas pilas e, como quem não quer a coisa, deitar uma olhadela para a do parceiro que está ao lado, quer nos WCs, quer nos chuveiros de ginásios, ou outros locais.

A nossa sociedade tem uma estrutura patriarcal, ainda que há uns anos que se produziram avanços para uma sociedade mais igualitária, na interiorização a nível psicológico que fazemos desta estrutura, mas ainda estamos nos alvores da mudança.

Nesta sociedade existe uma valoração do masculino.

Desde o momento do nascimento que se estabelece uma diferença social em função dos genitais, do sexo.

O pénis tem um poder simbólico de poder.

É frequente o bebé, se é menino, ser bajulado com expressões do tipo “como é tão pequeno e está tão bem dotado”.





Daí que muitos homens considerem que o pénis é o símbolo da masculinidade, força e poder.

Ideia que é reforçada até à saciedade com os filmes pornográficos dirigidos ao público masculino; metros e metros de filme em que o pénis é o protagonista principal e a principal fonte de prazer para as mulheres que se mostram fascinadas por ele.

Que fique claro, ainda que seja difícil convencer o público masculino e também uma parte do feminino, que o tamanho do pénis não importa.

O que quer dizer que não importa?

É óbvio que importa a muitas pessoas pelo seu valor simbólico (de que não são conscientes) ao fazer parte das fantasias sexuais que na prática contribuem para a excitação sexual.

Mas se nos centramos no prazer que se supõe para a mulher a estimulação vaginal do penis, um que meça apenas doze centímetros é suficiente para produzir prazer.

(ALTO!!! Não vás a correr medir que não merece a pena!!!).





De facto, um pénis demasiado comprido pode produzir mais dor do que prazer ao estimular o fundo da vagina e o colo do útero.

Os pontos de maior sensibilidade e excitação da vagina encontram-se no primeiro centímetro da entrada.

Se a mulher sente uma grande excitação durante a penetração, isso deve-se mais a um pénis grosso que a um comprido.

E para que alcance o orgasmo necessita da estimulação do clítoris e este encontra-se fora da vagina.

Um pénis de tamanho médio, mede entre doze a dezoito centímetros, mas existem muitas variações e o tamanho é diferente se o submete a um duche de água fria ou a um banho relaxante de água quente; tão-pouco é o mesmo olhá-lo desde cima, quer de frente, quer em erecção, quer em repouso.





Se se trata de valorizar a masculinidade ou a virilidade tão-pouco o tamanho importa, não existe nenhuma relação entre o tamanho do pénis e o do cérebro, por exemplo, como também nada tem a ver com a personalidade nem com a valia da pessoa.

Lembro-me de um verso, não sei quem escreveu, nem quem quis marcar a sua masculinidade para além do tamanho do seu pénis, que define um exemplo.



Agora que me sinto vivo
E sei onde vou …
Agora que não a meço com os demais.




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quarta-feira, março 03, 2010

- Sempre estive seguro (e estou) que até ao dia em que morra, sou imortal !

A TEIA

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O que te ocorre pá?

O que se passa amigo?

Há em ti claros indícios de ansiedade, de intranquilidade.

Mudas facilmente de humor e não te concentras no teu trabalho.

Mudaste o mundo social por um mundo virtual, renunciando ás tuas actividades quotidianos mais peremptórias e isso suscita uma necessidade incontrolável de estares ligado à rede para te sentires bem, para te evadires dos teus problemas reais.

Qual é a tua irresponsabilidade?

Não vês que a rede transformou a tua vida e agora refugias-te num mundo mimetizado?

Poderás negá-lo uma ou mil vezes mas digo-te que dedicas muitas horas do teu ócio a navegar pela Internet, se sentes o impulso de conectar-te nada há para além de entrares em casa, inclusivamente no teu próprio posto de trabalho, ... descuidas as tuas relações pessoais.


Perdes horas de sono, não podes e não consegues controlar o tempo que passas alerta (em linha), sem qualquer dúvida podes estar a padecer de uma desordem viciadora à Internet, um procedimento que te conduzirá a uma dependência negativa, quiçá destrutiva, que terminará por monopolizar a tua vida.

Mau negócio este!

Bom amigo, aqui te lego isto para que penses bem.

Não descrevo mais nada para não te assustar, além disso, estou imensamente apressado pois tenho um encontro com o meu psiquiatra virtual.

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terça-feira, março 02, 2010

- Fazer amor cansa, cria viciação e despenteia as mulheres !

PEIXES GORDOS

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De vez em quando na pescaria aparecem peixes gordos.

As capturas diárias só oferecem uma disseminada prata cativa, que nos há-de alimentar amanhã, ou uma esperança de que a pesca seja melhor no dia seguinte.

Talvez por isso é que foi lançada uma ofensiva, ofensiva, (não, não é engano, é só redundância), para anular os processos de peixes gordos que continuam a nadar nas águas turvas que criaram, para não serem reconhecidos, que é ao mesmo tempo o que está mais que visto e o que ninguém, ou alguém, quer ver.

Tudo é muito confuso neste momento, mas os ciclos de confusão duram muito.

Certo, certo é que temos que nos habituar a ver na obscuridade esses iluminados.

A oposição insiste sempre no mesmo, mas o governo é mais distraído na sua tese e rectifica constantemente: em 24 horas passa-se muita coisa e até os vilões podem passar a heróis.

A ministra da educação que andava nas palmas das mãos, ainda que não a apalpassem, vê-se agora apalpada frente a uma greve dos professores, que também tem que ver com o ensino de que os salários são intocáveis.

Até aqui ainda conseguimos chegar.

Ainda que funcione muito mal, Portugal é um país de funcionários e se alguém se atreve a “esquecer-se” dos seus soldos, indisponibiliza-se com meio mundo, ou seja, com quase metade do eleitorado.

Todos estamos na mesma pescaria e o grande patrão de Bruxelas prevê que nada nos salvará de um aumento do IVA.

O governo necessita de dinheiro e o Fisco também, para alimentá-lo , mas qualquer lei não deve ter um enunciado em contradição com o que nos prometeram.

O que mais falta faz, neste momento, é claridade.

Não nos confundam mais discutindo coisas comezinhas.

Por favor, ponham-se de acordo os eventuais cérebros, (se é que existem), que nos governam e os que aspiram a governar-nos, antes que a rede se rompa.

Estamos perdidos no meio rio.

Ou no mar de dúvidas que é morrer.

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segunda-feira, março 01, 2010

A VERDADE VERDADEIRA

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- Necessito de um pijama.
Será que posso prová-lo acordado ou só quando estiver a dormir ?

PÁTRIA DOS VENDAVAIS

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Caímos num planeta, que visto desde um pouco mais acima do tecto das águias, dizem que é azul.

A verdade é que a maioria dos seus povoadores passam das marcas.

Quando Fray Luis de Granada escreveu, “Maravilla de la Creación”, deveríamos ter verificado logo que era espanhol, (nasceu em Granada em 1504), mas viveu em Portugal, entre Évora e Lisboa, onde morreu (em 31 de Dezembro de 1588).

Se tivesse nascido, por exemplo no Haiti, no primeiro terço do século XXI, talvez a sua opinião tivesse sido muito diferente.

O misticismo também depende da climatologia.

Em quase todo o Portugal foi declarado o alerta máximo por ventos que poderiam atingir 140/160 km/h, o que talvez entre nós seja um recorde.

Eu que o diga.

Eram 15h33m e tive que me agarrar ao gradeamento dum jardim porque as asas teimavam em não obedecer ao corpo que queria voar.


Lembrei-me na altura, quanto não vale um gordo; bem a superfície de contacto também é muito diferente, para maior.

De onde vem esta pressa toda do vento, num país onde todos vivemos, cada um à sua maneira?

É verdade que por aqui, estamos todos arejados.

Não me recordo quem estudou, entre outros, mas com muito mais paciência, o influxo ou sopro do vento em certos costumes colectivos.

Há povoações onde abundam mais do que noutras os vendavais, (por exemplo, o Porto com o actual presidente da câmara).

O impacto do IVA na economia não produz tanta irritação comparável à que nos assalta quando se nos “revira” o guarda-chuva ao sair de casa.



O vento, ao qual chamam “furacão” os que se preocupam menos por ignorar a metáfora, é uma agressão.

Quando chove e este ano tem chovido o do actual e com juros, o dos anos anteriores, acabamos por nos acostumarmos a dizer “que boa colheita vamos ter este ano”, ao passo que, ao vento não costumamos dizer nada.

Voam as perucas como os corvos, quando faz muito frio e se reclamam ajudas para diversas regiões, como se não tivessem sido todas danificadas, numas mais, noutras menos, segundo o grau de descaramento ou sem-vergonha dos que têm de aportar ajudas.

Resumindo: a casa onde há vento (moinho), falta o vento (ar).

O mau é que há muitas sem telhado.

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