
Essa treta de que a verdade nos tornará livres é bem mais duvidosa, mas ninguém pode questionar que a sua busca é muito entretida.
Será certo que só uns míseros contribuintes declaram rendimentos superiores a 50.000 euros ao ano?
Por isso estão a encerrar os grandes restaurantes.
Quiçá o que nos torne livres, sobretudo livres do Fisco, seja a mentira, mas o seu exercício está reservado unicamente a alguns senhores abastados.
Os demais, estamos devidamente controlados e obrigam-nos a ser sinceros.
Já sabemos por Bernard Shaw os perigos que encerra a sinceridade se não se é, para além disso, estúpido.

E quanto aos insolventes, parece que se multiplicaram por três no último semestre do defunto ano e prevê-se que superem a sua melhor marca antes que este ano termine.
As empresas que não podem fazer frente ás suas dívidas, só têm uma solução: dar-lhes de flanco ou de cernelha.
Portugal é um país de endividados, mas não há que descartar que o número de insolventes seja o mesmo que o de embusteiros, já que nada impede que haja pessoas e empresas que pertençam a ambos os grupos.
Não sei o que tem a cara dos analistas económicos que não nos deixam dispostos a fazer uma viagem com nenhum deles, ainda que fosse de graça.

A sua especialidade é predizer com posteridade.
Por que não avisaram da inexorável caída do PIB até à chegada da ambulância?
A verdade é que os nossos “experts” em finanças não viram nada até que tudo esteve visto para sentença.
Enganaram-nos como a chineses, que são os únicos que não enganam ninguém nas suas lojas, onde tudo, de baixa qualidade, se vende a baixo preço.

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Será certo que só uns míseros contribuintes declaram rendimentos superiores a 50.000 euros ao ano?
Por isso estão a encerrar os grandes restaurantes.
Quiçá o que nos torne livres, sobretudo livres do Fisco, seja a mentira, mas o seu exercício está reservado unicamente a alguns senhores abastados.
Os demais, estamos devidamente controlados e obrigam-nos a ser sinceros.
Já sabemos por Bernard Shaw os perigos que encerra a sinceridade se não se é, para além disso, estúpido.

E quanto aos insolventes, parece que se multiplicaram por três no último semestre do defunto ano e prevê-se que superem a sua melhor marca antes que este ano termine.
As empresas que não podem fazer frente ás suas dívidas, só têm uma solução: dar-lhes de flanco ou de cernelha.
Portugal é um país de endividados, mas não há que descartar que o número de insolventes seja o mesmo que o de embusteiros, já que nada impede que haja pessoas e empresas que pertençam a ambos os grupos.
Não sei o que tem a cara dos analistas económicos que não nos deixam dispostos a fazer uma viagem com nenhum deles, ainda que fosse de graça.

A sua especialidade é predizer com posteridade.
Por que não avisaram da inexorável caída do PIB até à chegada da ambulância?
A verdade é que os nossos “experts” em finanças não viram nada até que tudo esteve visto para sentença.
Enganaram-nos como a chineses, que são os únicos que não enganam ninguém nas suas lojas, onde tudo, de baixa qualidade, se vende a baixo preço.

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