
Caímos num planeta, que visto desde um pouco mais acima do tecto das águias, dizem que é azul.
A verdade é que a maioria dos seus povoadores passam das marcas.
Quando Fray Luis de Granada escreveu, “Maravilla de la Creación”, deveríamos ter verificado logo que era espanhol, (nasceu em Granada em 1504), mas viveu em Portugal, entre Évora e Lisboa, onde morreu (em 31 de Dezembro de 1588).
Se tivesse nascido, por exemplo no Haiti, no primeiro terço do século XXI, talvez a sua opinião tivesse sido muito diferente.
O misticismo também depende da climatologia.
Em quase todo o Portugal foi declarado o alerta máximo por ventos que poderiam atingir 140/160 km/h, o que talvez entre nós seja um recorde.
Eu que o diga.
Eram 15h33m e tive que me agarrar ao gradeamento dum jardim porque as asas teimavam em não obedecer ao corpo que queria voar.
Lembrei-me na altura, quanto não vale um gordo; bem a superfície de contacto também é muito diferente, para maior.
De onde vem esta pressa toda do vento, num país onde todos vivemos, cada um à sua maneira?
É verdade que por aqui, estamos todos arejados.
Não me recordo quem estudou, entre outros, mas com muito mais paciência, o influxo ou sopro do vento em certos costumes colectivos.
Há povoações onde abundam mais do que noutras os vendavais, (por exemplo, o Porto com o actual presidente da câmara).
O impacto do IVA na economia não produz tanta irritação comparável à que nos assalta quando se nos “revira” o guarda-chuva ao sair de casa.

O vento, ao qual chamam “furacão” os que se preocupam menos por ignorar a metáfora, é uma agressão.
Quando chove e este ano tem chovido o do actual e com juros, o dos anos anteriores, acabamos por nos acostumarmos a dizer “que boa colheita vamos ter este ano”, ao passo que, ao vento não costumamos dizer nada.
Voam as perucas como os corvos, quando faz muito frio e se reclamam ajudas para diversas regiões, como se não tivessem sido todas danificadas, numas mais, noutras menos, segundo o grau de descaramento ou sem-vergonha dos que têm de aportar ajudas.
Resumindo: a casa onde há vento (moinho), falta o vento (ar).
O mau é que há muitas sem telhado.
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A verdade é que a maioria dos seus povoadores passam das marcas.
Quando Fray Luis de Granada escreveu, “Maravilla de la Creación”, deveríamos ter verificado logo que era espanhol, (nasceu em Granada em 1504), mas viveu em Portugal, entre Évora e Lisboa, onde morreu (em 31 de Dezembro de 1588).
Se tivesse nascido, por exemplo no Haiti, no primeiro terço do século XXI, talvez a sua opinião tivesse sido muito diferente.
O misticismo também depende da climatologia.
Em quase todo o Portugal foi declarado o alerta máximo por ventos que poderiam atingir 140/160 km/h, o que talvez entre nós seja um recorde.
Eu que o diga.
Eram 15h33m e tive que me agarrar ao gradeamento dum jardim porque as asas teimavam em não obedecer ao corpo que queria voar.
Lembrei-me na altura, quanto não vale um gordo; bem a superfície de contacto também é muito diferente, para maior.De onde vem esta pressa toda do vento, num país onde todos vivemos, cada um à sua maneira?
É verdade que por aqui, estamos todos arejados.
Não me recordo quem estudou, entre outros, mas com muito mais paciência, o influxo ou sopro do vento em certos costumes colectivos.
Há povoações onde abundam mais do que noutras os vendavais, (por exemplo, o Porto com o actual presidente da câmara).
O impacto do IVA na economia não produz tanta irritação comparável à que nos assalta quando se nos “revira” o guarda-chuva ao sair de casa.

O vento, ao qual chamam “furacão” os que se preocupam menos por ignorar a metáfora, é uma agressão.
Quando chove e este ano tem chovido o do actual e com juros, o dos anos anteriores, acabamos por nos acostumarmos a dizer “que boa colheita vamos ter este ano”, ao passo que, ao vento não costumamos dizer nada.
Voam as perucas como os corvos, quando faz muito frio e se reclamam ajudas para diversas regiões, como se não tivessem sido todas danificadas, numas mais, noutras menos, segundo o grau de descaramento ou sem-vergonha dos que têm de aportar ajudas.
Resumindo: a casa onde há vento (moinho), falta o vento (ar).
O mau é que há muitas sem telhado.
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