O VIDEIRINHO

segunda-feira, setembro 20, 2010

- As mulheres queixam-se de que “duramos” pouco e querem o que para qualquer desporto é elementar: praticá-lo diariamente e não uma vez esporadicamente !

NÚVENS NEGRAS

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Ou até nem tão negras como isso, porque a chacota sempre é uma festa.

Eu que costumo levar tudo a peito, (rsrsrs), digo que a vida careceria de sentido se não puder encher o papo com uns finos, imperiais ou chopes (chopp) ou revoltear-me sobre um colchão com uma garota (não de programa, que não gosto de nada programado).

Não gosto de cerveja.

Ou melhor dito, só gosto da cerveja Kirin, que é japonesa, porque a portuguesa, espanhola, alemã e até italiana parecem-me abomináveis.

Da holandesa até é melhor não dizer nada.

A Heineken e a Carlsberg são asquerosas.

Tanto como o champanhe ou o nosso espumante!

A mexicana Coronita tem cá um “escorregar”!

A Voll-Damm, também.

Por volta dos 24 anos, “estando no cárcere do Estabelecimento Prisional de Lisboa e Caxias”, (rsrsrs), tive uma luminosa ideia para um slogan, que publicitasse a cerveja dessa marca.




Então escrevi-lhes:
“Onde há as damm, beba-as mas não se trame”.

Parecia-me, pareceu-me e ainda me parece muito bom.

Escrevi-o, meti-o num envelope e enviei-o ao departamento de publicidade da empresa em questão.

Nem se dignaram responder.

Porventura por culpa do remetente.

Coloquei:
Estabelecimento Prisional de Lisboa e Caxias, Caxias – Oeiras, Galeria Nascente, cela 33.

Quiçá, como carta de apresentação, talvez as haja melhores.

A cerveja empanturra-me.

Nunca entendi perfeitamente as razões da sua popularidade.

Com um par de cervejolas ao mês, ainda que seja da Kirin, estou saciado.

Já o amasso na cama, ou onde “der” mais, sim , que disto eu gosto, não posso prescindir …

Diria eu, parafraseando “o eu” que a vida, para "eu", carece de sentido se não for acompanhada do humor.




Tudo, mas tudo, me dá vontade de rir.

Nada me entristece.

Até gosto de apanhar a gripe.

Tudo isto para vos dizer que no cardenho onde digito estas linha, mesmo em frente à mesa, tenho o meu ataúde.

Pura lógica.

Não quero meter em trabalhos, nem em gastos a minha família.

Nunca cedi à peregrina tentação de ir pagando, a prazo, a conta da funerária.

Acho que os muito sabidos cobram por enterrar um cristão, mais do que as companhias aéreas pedem para te levar em “business” às antípodas.

Uma pipa de massa.

Quando isto estiver muito mau, a ponto de espichar, meter-me-ei no meu féretro, juntarei as mãos, sorrirei e …

Chau!

Pura lógica, dizia …

Estatisticamente ainda me sobra de vida, quanto muito, uns anitos.

O homem português bate as botas ± aos setenta e cinco anos.

Eu, dentro de uns tempitos cumpro 64.


Para ver a animação clique neste cartoon gif e aguarde uns segundos
Tirada daqui


Façam a conta da velha, ou melhor, neste caso do velho.

É o que já sou …

Amiúde o inopinado.

Fui apanhado de surpresa.

Vem tudo isto a talhe de foice do que vou dizer.

É uma medida de cautela para que os leitores, indignados, não me matem antes do tempo.

Se me ri desalmadamente da minha própria morte, por que não gozar um pouco, agora que passámos o aniversário fúnebre, do que aconteceu, há uma década, no 11 de Setembro?

A quem ocorreria organizar uma churrascada de carne de porco, numa cidade onde há tantos muçulmanos e judeus?

Suponho que Bin Laden já seria grandezinho para esta organização ...

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domingo, setembro 19, 2010

- As melhores quecas (transas), as de solteiros e as melhores masturbações, as de casado !

"PETTING"

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O conteúdo deste arrazoado é só para adultos.

Portanto, se ainda não estás maduro, zarpa e vai aportar a outro poiso.

Ah! E não te esqueças de verificar o BI.

“Petting” (roçar - acar
iciar – com conotação sexual), é um termo que os anglo-saxões utilizam para denominar esse leque de jogos que enriquecem as relações sexuais.

Falar da sexualidade humana é falar de pessoas, de seres.

De ele e de ela.

De momento não me pronuncio pelo ele/ele ou o ela/ela, mas podem fazer a interpolação e interpretação ao livre arbítrio de cada um.

Tanto em termos de sentimentos como em termos de sentidos.

De fisiologia e
de emotividade.

De paixão e de vontade.

De razão e sem razão.

É falar de nó
s.

“Petting” é a palavra certa, voluptuosa, dos anglo-saxões para designar um cicio, num jogo de carícias, massagens e tudo o que nos aflui, que rodeia as relações sexuais.


Isto enriquece em duas linhas de igual importância, a sensitiva ou física e a emocional.

Há uma relação directa entre a quantidade de tempo que se dedica à estimulação própria e d@
parceir@ e o prazer sentido.

Assim mesmo, é sabido que tanto a mulher como o homem, necessitam com o avançar da idade de maior estimulação, mais variada e diversa, para alcançar um nível de excitação suficiente que proporcione uma resposta satisfatória.

Quanto mais tempo se dedique à estimulação própria d@ parceir@, tanto mais prazenteira será a relação e, chegado ao orgasmo, tanto mais intensamente se viverá.



Desde um ponto de vista emocional, o darmos esse tempo para um contacto mais provocador e insinuante antes, e mais delicado e relaxante depois, brinda-nos com a oportunidade de comunicarmos, de chegar ao parceiro e que ele chegue até nós.

Porque não devemos esquecer que antes de tudo, é comunicação e a comunicação não é sempre verbal.

As carícias, os beliscões ou mordiscos, os beijos, os suspiros, um olhar, um duche “a dois”, uma massagem com óleo de bebés … tudo vale dentro dessa comunicação, dentro desse “petting”.

O facto de sempre se ter afirmado uma maior demanda de “petting” por parte das mulheres tem a sua razão de ser por duas causas.



Por um lado, um maior grau de emotividade intrínseco à feminilidade – patente nos diferentes instintos mais antropológicos.

E por outro lado, devido a uma mais lenta e prolongada Fase de Excitação da Resposta Sexual Humana, na mulher – lubrificação e acomodação dos genitais como receptores.

Concluindo, todos os momentos e dedicação que dediquemos aos preliminares e ao prolongamento das nossas relações de parceiros, par ou casal – válido e aplicável à auto-estimulação – é um investimento de frutos assegurados, tanto emocionais como físicos.

Vamos já começar a abraçar loucamente @ parceir@ e aguardemos tratamento semelhante.

É por isso que a vida é bela e começa com um orgasmo, (ou mais ou menos).

24JUL2010
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sábado, setembro 18, 2010

- Desfrutemos a luxúria, o sexo e a paixão, façamos amor cada dia e nunca digas não !

LIBERTINAGENS

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Henri Matisse, “Joie de vivre”


Sempre odiei as rotinas.

Detesto saber exactamente o que se passará amanhã, sem nenhuma novidade.

Sei que não sou o único e de facto, a rotina, é um dos principais inimigos dos casais (pares ou parceiros) na vida diária, na vida sexual.

Fazer tudo da mesma maneira porque sabes que assim funciona, ou não te atreveres a algo mais porque não estás seguro se o teu par gostará, parece-me o mais fastidioso e insonso do mundo.

Muitas vezes o teu parceiro(a) "morre" para que lhe faças o que ambos estão a pensar fazer, mas só o pensar no “que é correcto” ou seja “decente”, deixa passar a ocasião de irem mais além … e .. nem um comentário.


Por vezes sobram as palavras e as acções é que contam, não se torna necessário perguntar ou dizer, há mesmo que mostrar e actuar e, se vires que tudo “marcha” bem … continua até ao final; não te chateies em insistir, mesmo que tenha havido reparos ou resistência (débil) no início.

Liberta-te.

Libertai-vos!

Não há nada melhor que ir caminhando por “qualquer local” com @ parceir@ e um beijo inesperado e fugaz mas tão divino que desencadeia uma intensa, apaixonada, enternecida, amante … reacção que imediatamente sabes que queres ir para a cama (ou outro local de “culto”), desnudo, enredado ou enleado, compartindo com o par os aromas e sabores da pele um do outro.


Dar uma massagem intensa, espalhando um creme tépido na pele do teu par, começando pelas costas e percorrendo todo o corpo sem “intenções aparentes” de que o que queres é sexo, aviva e excita “bravamente” o “pessoal”, porque, que melhor maneira de estimular a chama que inflama algo inesperado do que uma forma diferente e ... mais ainda sem sequer o procurar?

“Pega” no teu par e leva-@ a um hotel (sem que el@ o espere), deixem fluir as diversas fantasias (reais), esqueçam as barreiras que a sociedade impõe (?); sempre pensei e deves pensar o mesmo que, com o teu par, em pleno acto sexual, TUDO pode ser derrubado enquanto os dois desfrutem plenamente e o que façam seja com o consentimento mútuo.



Não queria terminar sem dizer as mil coisas que podem surgir pela espontaneidade, mas o que sim, se pode realizar, se alguma vez te pareceu uma fantasia, se trabalhas para isso.

O sexo, o coito, fazer amor, transar … é algo tão natural e essencial na vida de todos, que quando se desfruta, se aprende a gozá-lo, torná-lo prazenteiro e espontâneo em pares, compromete-nos mais, é algo que alegra, alimenta e marca a diferença no nosso dia a dia.

Sempre pensei e sei que deves deixar para trás as amarras e ...

SÊ ESPONTÂNEO!!!

SEJAI ESPONTÂNEOS!!!

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sexta-feira, setembro 17, 2010

- O preservativo é o anel de noivado do pénis !

CLASSES OU "CAGATORIAS"

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Há gente com classe e classes de gente …

Escutei isto já não me recordo muito bem onde ou aonde, parece-me que, numa canção de um qualquer grupo, mas, logo na primeira vez agudizou-se-me o radar da intuição, como a dizer-me que disto se pode falar ou pelo menos tentar.

Também já ouvi algo similar, quiçá de uma forma um pouco mais elitista, Joaquin Sabina … “há pobres extraordinários e ricos miseráveis”(*), suponho que também há pobres miseráveis e ricos extraordinários.

Sim, há classes de gente.

Não me refiro aquela (antiga) propaganda da Cola Cola, “para os altos e para os baixos” …

Refiro-me a que todos podemos ser classificados pelo que somos, ou como parece que somos, ou por como actuamos, ou pelas nossas palavras, ou ainda pelos nossos silêncios.

A todas as horas, todos os dias, conhecemos nova gente e avançamos ou retrocedemos no conhecimento dos que nos rodeiam …

Como em tudo, as primeiras são boas, mas quiçá tão-pouco seja prudente fiarmo-nos só nelas.




Parafraseando, como La Palice (ou la Palisse), o vinho, os livros e os amigos têm de ser velhos, redundando assim o tempo como o medidor da valia das coisas junto com a quietude que com isso deixa nas pessoas...

Este verão quero recordar-me da gente com classe e de essa classe de gente que nos convida para sua casa no primeiro dia de férias, ou daquele outro alpinista amigo que, depois de ter traçado meticulosamente com muita ilusão uma rota, segundo a lei da montanha e das boas, muito boas pessoas, perde a sua ilusão e acompanha quem mediu mal as suas forças e volta para trás porque acha que não pode com a ascensão.




Lembro-me das pessoas que são e se dão a si mesmas, daquelas que sabem ver como ler nas entrelinhas, dos que são tão amáveis que nos fazem dar conta do importante que é ser amável com todo mundo.

Há gente com classe e classes de gente.

Mas, 'os outros', os que não têm classe ou os seus comportamentos não merecem o qualificativo de humanos, não merece a pena falar, perder tempo, porque nos “chateiam”, nos desalentam e nos fazem ser gente sem classe …

Má gente, pois.

(*) em “Mas De Cien Mentiras” (1ª quadra do último estribilho)


(23JUL2010)
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quinta-feira, setembro 16, 2010

- A morte não é uma sequência, é o fim da sequência ! (josé torres)

PRATICAR TAI CHI

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Muitas pessoas, quando se aproxima a idade da reforma, vão procurar novas ocupações para matarem o tempo antes que o aborrecimento e a artrose acabem com elas e as atirem para o recolhimento completo.

Há quem se engrandeça a praticar o milenar Tai Chi, essa arte marcial chinesa que parece matar moscas à velocidade dos caracóis.

Outros, pelo contrário, apostam em apoltronar-se perante o televisor dispostos a queimar o comando à distância em busca do que nunca aparece ou do que eles nem sabem bem o que querem.

Há, também, os que se tornam especialista em infra-estruturas urbanas apalancados dias atrás de dias nas valas de todas as obras da sua rua ou bairro.

Alguns, inclusive, empenham-se em encontrar uma nova fonte de rendimentos que lhes permita completar, a que já vislumbram que vai ser uma magra pensão.




Entre estes últimos encontram-se os casos dos que, inclusive, perdem os escrúpulos e, depois de tantos anos à espera que o bonequito do semáforo se ponha verde para atravessar, não se importam de colocar a cometer delitos para permitirem-se esses caprichos que de jovens não puderam ter.

Nunca é tarde para delinquir, dizem.

Foi nisso que pensaram, Isabel Gil e a sua amiga María Asunción Robles, duas catalãs de 58 e 55 anos, quando, salvo erro, em Abril de 2009 lhes propuseram fazer uma alucinante viagem na verdadeira acepção da palavra.

Um grupo de narcotraficantes, supostamente, ofereceu-lhes desfrutar de um cruzeiro de luxo a partir da Argentina até Espanha, fazendo escala no Brasil, com “tudo incluído”.

E não só isto.

Chegadas ao seu destino, como recompensa iam receber 20.000 euros para que a vida de ambas fosse mais prazenteira do que tinha sido até aí.



Com a mala repleta de droga no camarote, dedicaram as noites a dançar ao som do tango, ou a bailar “La Bamba”.

Tudo uma pechincha contra o que não podia competir nem a melhor das ofertas de viagens da Marsans.

A única obrigação de ambas as avós era recolher os pacotes que lhes seriam entregues, por um dos membros da banda em cada escala que o barco fazia nos portos sul-americanos.

De seguida deveriam guardá-los numa mala dentro do seu camarote e esperar que o barco as levasse até Espanha para que outro membro recolhesse tão peculiar equipamento.

Que os misteriosos pacotes tivessem no seu interior cocaína de grande pureza era o que menos interessava para as duas avós dispostas a sulcar o Atlântico como nunca antes tinham sonhado.

De facto, salvo quando recolhiam os misteriosos pacotes, Isabel e María Asunción, só tinham uma obrigação: divertirem-se!



E, desde logo, se esforçaram na tarefa como novas ricas.

A travessia decorreu para ambas entre sessões de manicura, visitas ao cabeleireiro de bordo, massagens à tripa forra, longas horas no convés apanhando banhos de sol em biquíni, grandes comezainas e bailes nocturnos.

Não se privaram de nada, como reflectem as facturas de vários milhares de dólares que acumularam durante o cruzeiro.

Lástima que a alucinante viagem terminasse para elas antes do tempo.

Chegadas ao porto de Cádiz, onde deveriam entregar a mala que já acumulava 27 quilos de cocaína, esperava-as a polícia.

As duas narco-avós passaram do camarote de luxo à humilde cela de uma prisão.

São os riscos de preferir completar a pensão de reforma, a praticar Tai Chi.

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quarta-feira, setembro 15, 2010

- Os livros de medicina não deveriam ter apêndices !

ERUDITO A PEDIR

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A crise fez com que o número de mendigos e vagabundos que se vêm pelas ruas crescesse de forma notável.

Há os que pedem à porta do supermercado, sentados numa espécie de banco ou mesmo numa parca cadeira e com cara de terem infinita paciência; há os que colocam a sua tabuleta ou dístico, que normalmente estão replectos de faltas de ortografia, indicando que necessitam de dinheiro para voltar ao seu país de origem ou para alimentar uma longa prole; abundam também os que aproveitam os semáforos para passarem o gorro entre os condutores depois de terem feito jogos de malabarismo ou números de mímica (o limpar os vidros já passou à história por estar muito visto).


Oswaldo Guayasamín - "Las manos" da colecção 'La Edad de la Ira'

Há uns dias vi uma pessoa com um letreiro em que avisava a quem tivesse a amabilidade voluntária de dar-lhe algo, que aceitava comida.

Não é habitual e até há alguns que o rechaçam irados.

“Oiça, não estou tão necessitado”, já ouvi dizer.

A semana passada tropecei com um caso deveras singular: um homem talvez com um pouco mais de trinta anos, bastante sujo, estava sentado no chão, à porta de uma agência bancária.

A seu lado, um pequeno cesto com algumas moedas.

Até aqui nada de novo.



O apelativo era que, alheio à passagem das pessoas que poderiam dar-lhe algo, como se não se importasse patavina que lhe dessem ou não, lia com grande atenção um livro de dimensões mais do que notáveis.

Calculei umas 700 páginas.

Não me atrevi a perguntar-lhe o que lia e agora estou arrependido.

É que poderia escrever uma epopeia grandiosa com esta história.

E acima de tudo, teria chegado a compreender algo mais sobre o que nós, seres humanos, temos de estranhos.

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