Muitas pessoas, quando se aproxima a idade da reforma, vão procurar novas ocupações para matarem o tempo antes que o aborrecimento e a artrose acabem com elas e as atirem para o recolhimento completo.
Há quem se engrandeça a praticar o milenar Tai Chi, essa arte marcial chinesa que parece matar moscas à velocidade dos caracóis.
Outros, pelo contrário, apostam em apoltronar-se perante o televisor dispostos a queimar o comando à distância em busca do que nunca aparece ou do que eles nem sabem bem o que querem.
Há, também, os que se tornam especialista em infra-estruturas urbanas apalancados dias atrás de dias nas valas de todas as obras da sua rua ou bairro.
Alguns, inclusive, empenham-se em encontrar uma nova fonte de rendimentos que lhes permita completar, a que já vislumbram que vai ser uma magra pensão.
Entre estes últimos encontram-se os casos dos que, inclusive, perdem os escrúpulos e, depois de tantos anos à espera que o bonequito do semáforo se ponha verde para atravessar, não se importam de colocar a cometer delitos para permitirem-se esses caprichos que de jovens não puderam ter.
Nunca é tarde para delinquir, dizem.
Foi nisso que pensaram, Isabel Gil e a sua amiga María Asunción Robles, duas catalãs de 58 e 55 anos, quando, salvo erro, em Abril de 2009 lhes propuseram fazer uma alucinante viagem na verdadeira acepção da palavra.
Um grupo de narcotraficantes, supostamente, ofereceu-lhes desfrutar de um cruzeiro de luxo a partir da Argentina até Espanha, fazendo escala no Brasil, com “tudo incluído”.
E não só isto.
Chegadas ao seu destino, como recompensa iam receber 20.000 euros para que a vida de ambas fosse mais prazenteira do que tinha sido até aí.
Com a mala repleta de droga no camarote, dedicaram as noites a dançar ao som do tango, ou a bailar “La Bamba”.
Tudo uma pechincha contra o que não podia competir nem a melhor das ofertas de viagens da Marsans.
A única obrigação de ambas as avós era recolher os pacotes que lhes seriam entregues, por um dos membros da banda em cada escala que o barco fazia nos portos sul-americanos.
De seguida deveriam guardá-los numa mala dentro do seu camarote e esperar que o barco as levasse até Espanha para que outro membro recolhesse tão peculiar equipamento.
Que os misteriosos pacotes tivessem no seu interior cocaína de grande pureza era o que menos interessava para as duas avós dispostas a sulcar o Atlântico como nunca antes tinham sonhado.
De facto, salvo quando recolhiam os misteriosos pacotes, Isabel e María Asunción, só tinham uma obrigação: divertirem-se!
E, desde logo, se esforçaram na tarefa como novas ricas.
A travessia decorreu para ambas entre sessões de manicura, visitas ao cabeleireiro de bordo, massagens à tripa forra, longas horas no convés apanhando banhos de sol em biquíni, grandes comezainas e bailes nocturnos.
Não se privaram de nada, como reflectem as facturas de vários milhares de dólares que acumularam durante o cruzeiro.
Lástima que a alucinante viagem terminasse para elas antes do tempo.
Chegadas ao porto de Cádiz, onde deveriam entregar a mala que já acumulava 27 quilos de cocaína, esperava-as a polícia.
As duas narco-avós passaram do camarote de luxo à humilde cela de uma prisão.
São os riscos de preferir completar a pensão de reforma, a praticar Tai Chi.
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Há quem se engrandeça a praticar o milenar Tai Chi, essa arte marcial chinesa que parece matar moscas à velocidade dos caracóis.
Outros, pelo contrário, apostam em apoltronar-se perante o televisor dispostos a queimar o comando à distância em busca do que nunca aparece ou do que eles nem sabem bem o que querem.
Há, também, os que se tornam especialista em infra-estruturas urbanas apalancados dias atrás de dias nas valas de todas as obras da sua rua ou bairro.
Alguns, inclusive, empenham-se em encontrar uma nova fonte de rendimentos que lhes permita completar, a que já vislumbram que vai ser uma magra pensão.
Entre estes últimos encontram-se os casos dos que, inclusive, perdem os escrúpulos e, depois de tantos anos à espera que o bonequito do semáforo se ponha verde para atravessar, não se importam de colocar a cometer delitos para permitirem-se esses caprichos que de jovens não puderam ter.
Nunca é tarde para delinquir, dizem.
Foi nisso que pensaram, Isabel Gil e a sua amiga María Asunción Robles, duas catalãs de 58 e 55 anos, quando, salvo erro, em Abril de 2009 lhes propuseram fazer uma alucinante viagem na verdadeira acepção da palavra.
Um grupo de narcotraficantes, supostamente, ofereceu-lhes desfrutar de um cruzeiro de luxo a partir da Argentina até Espanha, fazendo escala no Brasil, com “tudo incluído”.
E não só isto.
Chegadas ao seu destino, como recompensa iam receber 20.000 euros para que a vida de ambas fosse mais prazenteira do que tinha sido até aí.
Com a mala repleta de droga no camarote, dedicaram as noites a dançar ao som do tango, ou a bailar “La Bamba”.
Tudo uma pechincha contra o que não podia competir nem a melhor das ofertas de viagens da Marsans.
A única obrigação de ambas as avós era recolher os pacotes que lhes seriam entregues, por um dos membros da banda em cada escala que o barco fazia nos portos sul-americanos.
De seguida deveriam guardá-los numa mala dentro do seu camarote e esperar que o barco as levasse até Espanha para que outro membro recolhesse tão peculiar equipamento.
Que os misteriosos pacotes tivessem no seu interior cocaína de grande pureza era o que menos interessava para as duas avós dispostas a sulcar o Atlântico como nunca antes tinham sonhado.
De facto, salvo quando recolhiam os misteriosos pacotes, Isabel e María Asunción, só tinham uma obrigação: divertirem-se!
E, desde logo, se esforçaram na tarefa como novas ricas.
A travessia decorreu para ambas entre sessões de manicura, visitas ao cabeleireiro de bordo, massagens à tripa forra, longas horas no convés apanhando banhos de sol em biquíni, grandes comezainas e bailes nocturnos.
Não se privaram de nada, como reflectem as facturas de vários milhares de dólares que acumularam durante o cruzeiro.
Lástima que a alucinante viagem terminasse para elas antes do tempo.
Chegadas ao porto de Cádiz, onde deveriam entregar a mala que já acumulava 27 quilos de cocaína, esperava-as a polícia.
As duas narco-avós passaram do camarote de luxo à humilde cela de uma prisão.
São os riscos de preferir completar a pensão de reforma, a praticar Tai Chi.
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6 comentários:
É o bom da droga, ao menos um gajo diverte-se. E, não conheço as prisões espanholas, mas as lusas conheço, são hotéis de 3 estrelas, são muito boas, e pode-se praticar o que se quiser.
Taí: Chiiiiiiiiii!
Pode ser que o cruzeiro entre grades seja divertido...
Bem, fiquei pensando, será que depois de divertir-se e experimentar coisas que nunca poderiam ter feito, não vale a pena praticar TAI CHI na prisão?
Táxi Pluvioso
Por falar em prisões ... lembrei-me que tenho algo esquecido de quando "estive preso".
Se não foi fisicamente ... não sei não!
Dona Sra. Urtigão
Parece que o Tai Chi é muito mais monótono do que viajar em cruzeiros com tudo pago.
E depois de tantas festanças e forró ... desceram á terra, ou melhor, entraram na prisão.
Fa menor
Os balanços são muito menores ... resumem-se a contar os dias ...
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