Com o desenvolvimento virtual, os avanços tecnológicos e a enormidade de coisas que se podem fazer pelo computador, não consigo entender muito bem, porque não existe a possibilidade de desfrutar, virtualmente, do Verão, como seja, algum local da rede, que permita, sem sair de casa, o prazer virtual da boa vida veraneante.
Uma página na Net, que por exemplo, ofereça a fantasia cibernética de uma viagem de avião para as Maldivas, em classe executiva, sem ser necessário passar pela macabra facturação ou, sem sofrer os gritos e desmandos do miúdo sentado no banco atrás.
Ou então, uma ligação da rede, que permita sombrear o sol de Punta Cana, Cancun ou Bora-Bora, sem deixar a pele nesses areais ou, inclusivamente, gastar litros de protectores solares.
É claro que, esta irreal possibilidade dum Verão virtual, não deve nunca, ultrapassar certos prazeres superiores, já que não há forma tecnológica de imitar ou competir com o contacto directo e carnal, com uma boa caldeirada, um peixe grelhado, uma espetada de mariscos, ou mesmo um simples pequeno almoço de café com leite e uma torrada, em qualquer hotel à beira-mar, mesmo no infernal Algarve.
Isto, para não dizer nada, obviamente, da enorme complexidade cibernética gustativa e olfactiva, que era supor trasladar para a realidade virtual, o supra-sumum do gozo de uma sesta, numa boa e baloiçante cama de rede, depois dum lauto peixe assado no forno ao sal, regado com um dos nossos enebriantes vinhos e em remate, o apogeu dum deleitoso Cohiba ou Monte Cristo (? não sou fumador), cujo fumo se eleva levemente, pelo ar do luar.
Mais a mais, se formos descaradamente realistas, a verdade é que a internete não colabora como devia com a boa vida veraneante, por muito que tentemos congregar a modernidade técnica, com a vida sensual ou voluptuosa e sonhadora.
Digo-o, sobretudo, porque as ofertas de viagens na rede, acabam por ser um “barrete”, porque as reservas de lugares, colocam-te sempre na última fila, ao lado da fulana mais feia e gorda que viaja no avião e, também, porque o PRAZER ... é, para “papá-lo”, “degustá-lo” e “disfrutá-lo”!
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