O VIDEIRINHO

quinta-feira, maio 22, 2008

Poema dum Chato-Pai




Não vou contar a história toda, seria fastidioso.


Neste tempo de blog, (quase três anos), travei "conhecimento", com uma moça brasileira, que mora na Casa 101, onde costumo tomar café ou chá, dependendo da hora, do dia e da disposição.

Com a continuação, as pessoas aproximam-se, ficando apenas separadas pelo "Rio Atlântico", que separa Portugal do Brasil, um numa margem, outro na outra margem.


Para os mal pensantes, o namorado, também tem casa própria, é a Diário de um Arauto.
Também sou visita da sua casa, e o que nos separa é o mesmo rio, (Atlântico)

A vida nesta vida, torna-se uma vida monótona e há quem diga que é uma vida perigosa. Viver, já é um perigo!

Sempre enfrentei os perigos e fui descobrir este "casalinho" que o teclar do computador, bem como as palavras, nos aproximaram.

Noutro dia, UM PAI, um dos grandes e eternos chatos para a juventude, que só querem o bem dos filhos, publicou um poema no Casa 101.

Era o pai da "Kath"!

Como gostei, pedi autorização para o publicar.

Mesmo não conhecendo o autor, aqui fica esta pequena maravilha, que apesar de não o ser ... é de um autor desconhecido.

Que continue a deslumbrar-nos e não páre de escrever coisas bonitas!

(Do pai da "Kath")


URBANICIDADE

Quero ver a cidade.
Deserta, nua, sem lua ...
E transvestida com todos na rua.
Quero visitar os outeiros
Quero dançar nos terreiros
Quero conhecer os bueiros
Quero a veracidade
Quero a atenta cidade
Dos alardes, dos alarmes e dos disparos
Quero a autenticidade
Dos risos, dos gemidos e dos sussurros
Quero viver a complexidade
Da completa cidade.


obrigado!



14 comentários:

Anónimo disse...

Lindissimo e como é gratificante ver o que une "este mundo de cabos" e o Rio Atlântico (gargalhadas) nada impede.

Gostei imenso!

Uma beijoca para ti e para a tua cara metade

Fatyly

Daniel disse...

xistosa

O poema é muito bom e foi uma boa ideia ser mais dado a conhecer. Da história que antecede também gostei, é mais um louvor a este mundo global.
Daniel

Kath disse...

Obrigado a você, querido amigo da outra margem. Feliz o meu pai que com os versos dele motivou você a escrever este poema em prosa que é este post.
Abraço imenso, como nossos braços precisam ser, para pegar de uma margem à outra.

Anónimo disse...

Se o chato-pai de Kath não sentir-se lisonjeado pela homenagem, eu fico por ele. Afinal, não é todo dia que nossas obras vão para outra margem desse enorme rio que separa o mundo.
Ainda bem que é apenas um rio.

xistosa, josé torres disse...

fatyly

O português sempre desconfiou do brasileiro e o brasileiro do português.
Há muitos pontos de interrogação relativamente ao passado .
Mas que diabo, 500 anos não apagarão o mal ou bem que todos fizeram?
Não se pode olhar para trás, mas sim para o futuro e para uma língua que é falada e semi-entendida por muitos milhões.

Aqui há tempos, "eu que sei muito espanhol", era a minha mania ... afinal, não sei o espanhol que se fala na América latina.
Tal e qual o português que o brasileiro não percebe e o português, (estúpido), pensa que sabe, mas não sabe nada ...
Tive que pedir ajuda para coisas de somenos importãncia ... é o que sucede a quem sabe tudo ... não sabe nada e espalha-se ...

xistosa, josé torres disse...

daniel

Cada um tem a sua vaidade e a sua superioridade.
Eu coloco-me no zero e é daí que tento partir.
Quando não sei, não sei ... não me armo em sabichão ... dá mal resultado.

Um poema destes não pode ficar num papael amarrotado ... tem que ver o SOL !!!

xistosa, josé torres disse...

Num abraço, talvez se consiga atingir a margem ... do outro lado!

Como disse anteriormente, há pequenas pérolas que ficam dentro da ostra e só depois de ela morrer e flutuar é que se observam bem.

Quem escreve assim, deve continuar e ter visibilidade ...

Apesar do portugu~es não entender o brasileiro e o brasileiro não entender o português, para que serve o acordo ortográfico?
A construção das frase é diferente, bem como o "gerúndio", (não sei se é este o nome actual, mas há 50 anos era), como dizia, o gerúndio que se utiliza no Brasil, se for bem analisado é facílimo.

Não conheço o Chato-pai, eu também o serei, mas que continue a fazer poemas ...

xistosa, josé torres disse...

Criptor

Não é bajular algo que não serve.
É ELEVAR BEM ALTO, algo que é bom.
O Rio, pode ser UM Mississipi em época de cheias, talves um pouco maior, mas é um rio de águas salgadas e bastante largo.
Só tenho pena de não existirem barcos que unam as duas margens ...
Talvez um dia ...

xistosa, josé torres disse...

fatyly


Só a água é salgada.
As margens são diferentes ... numa está o Brasil e na outra está Portugal.
No meio há água salgada ...

xistosa, josé torres disse...

daniel

Temos sempre algo contra o Brasil.
O Brasil, também vê o português como uma coisa comezinha.
Sei que não é geral e não me importo o que pensam os outros ... só os que lidam comigo!

xistosa, josé torres disse...

kath

Não faço nada a mais, que sei se pedisse à kath, seria atendido.

Aqui fui eu que gostei do que li e coloquei no blog.

Tenho uma postagem da kath, que só não sei como colocar o link.
Já foi há uns tempos grandes ...
O Chato-pai, que quer tudo de bom para a chata-filha, que continue ...
Isto não é um acaso ...

xistosa, josé torres disse...

Criptor

Foi um grito duma margem para a outra .., percebi-o bem!!!

Unknown disse...

Olá Papá!
Tu já és um "chato-pai, mas com a tua forma de viver não te consigo imaginar de outra forma!Que sejas sempre "chato"!...Adoro-te!

xistosa, josé torres disse...

nadir

Tu também és uma chata-filha.
Falta medir a parte chata de cada.
Até a vida é uma chata-chatissechatice

Mas como te desculpo, recebe um beijo do tamanho que imagines poder abarcar... e que eu consiga dar.
Obrigado pela visita.