Ou poderá acabar rapidamente para os portugueses que aceitem uma maneira quase infalível de a vencer.

Agora que D. Nuno Álvares Pereira, o 1º dignitário do Reino, (na época de D. João I, nada de imisções!!!), que já na infância tinha assinalado actos de extrema intrepidez; que atolou em sangue e morte os espanhóis em Atoleiros, Aljubarrota e Valverde, esteve na prateleira da fábrica dos santos mais de 570 anos, mas de lá saiu e anelou o título.
(não quero mencionar o poder da “cunha” do prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, por coincidência coincidente o português cardeal D. José Saraiva Martins.)
Já nos tempos de João Paulo II se tentou a investida, (depois de muitas outras) ele que até tinha um catálogo de santos, tantos eram os que estavam na forja e tantos foram “lançados no mercado” sem controlo …
Naquele longínquo tempo, que não consigo abarcar, só com a imaginação, era “norma” a religião ser imposta aos “infiéis” pela ponta, pelo gume ou fio das espadas, ou com a moral firmeza da força de outros meios bélicos.

Nuno Álvares Pereira, que foi um grande patriota, comandante, virtuoso visionário de tácticas guerreiras, condutor de homens, hábil guerreiro, obreiro da independência face a Castela, antes de se retirar da arte de matar, ainda fez uma incursãozita a Ceuta, onde à espadeirada converteu mais uns tantos para a cristandade.
Depois retirou-se da ancestralidade brusca e violenta arte de matar e triunfar, como escreveu Júlio Dantas, para o Convento do Carmo que tinha fundado.
Aliás a sua progressiva misantropia parece devir da derrocada das suas faculdades mentais.
Mais de 500 anos depois houve um milagre.
Um pingo de óleo quente num olho miraculosamente colocado, desbaratou tudo e todos a caminho da santidade.
Agora temos mais um santo.

Para a sua canonização nem sequer contribuiu o “milagre” premonitório: na véspera da batalha de Aljubarrota (13 de Agosto de 1385) as tropas do agora santo, ao atravessarem os campos da Cova da Iria, os cavalos sem se dignarem olhar para a palha, ajoelharam-se no campo (da Cova da Iria), onde pressagiaram o aparecimento a três palermas, desculpem, a três indigentes pastores, o que a inteligência humana normal, não está apta a conceber.
São factos tão patéticos como estes que tornam muito boa gente em notáveis iludíveis.
A história não narra se os cavaleiros chegaram a cair, naquele movimento tão inopinado.
Mas não era sobre isto que queria escrever.
Era sobre a nossa capacidade de partirmos todos, em avalanches, por esses países europeus (ou não) fora, vendendo santinhos do nosso novel santo a todos os piedosos que encontrarmos.
Haverá alguma ideia melhor?
Só um alerta:
Cuidado ao atravessarem Espanha!!!
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1 comentário:
Meteram-no à força no convento do carmo para ele não fazer figuras tristes nas ruas da cidade quando enloqueceu de vez.
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