Não posso preocupar-me com a pontuação do combate político entre os galfarros que disputam as Europeias.
Um deles vai ganhar, mas a mim nem me “aquenta nem arrefenta”.
A notícia que caiu como uma bomba é a bomba da Coreia do Norte.
Um ensaio geral com quase tudo.
O ditador Kim Jong-il recordou-nos que podemos voltar ao planeta dos símios e o mundo, que continua habitado por primatas, indignou-se.
O líder coreano veio dizer-nos, que este planeta mal avindo, pode saltar a qualquer momento feito em pedaços.
A prova nuclear subterrânea pode fazer-nos a todos ir ao céu antes do tempo.
Tinha uma potência equivalente à lançada pelos EUA em Nagasaki, em 1945, que serviu para convencer o Japão de que morrer pelo Imperador não conduzia a nada bom e pôs um ponto final na até agora chamada II Guerra Mundial.
Onde se situam agora todos os demais problemas?
Que importa a nova gripe ou o défice público da zona euro, que superará o bilião de euros em dois anos?
Perde interesse a investigação sobre as tramas corruptas, com que se completam PS e PSD.
O apopléctico líder coreano, que tem um pé na sepultura, está todavia na disposição de meter a pata toda.
Einstein, que confessou que nunca pensava no futuro, porque ele chegava de seguida, perguntou a um jornalista o que gostaria de ser, no improvável caso de nascer de novo.
– Se tivesse que viver de novo, seria canalizador.
O sábio estava literalmente acagaçado porque os seus descobrimentos podiam tornar-se possíveis.
Nada menos que a destruição do mundo.
Além disso, Einstein era deísta.
Pelo menos conhecia os passatempos favoritos do chamado “Criador do Universo” e opinava que não se distraía a jogar aos dados.
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