O VIDEIRINHO

quinta-feira, maio 28, 2009

IMPLICAÇÕES da GRIPE NO SEXO

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As precauções contra o contágio da gripe chega à rodagem das telenovelas mexicanas.

O temor ao vírus levou a suprimir os beijos e as cenas íntimas que impliquem contacto físico; além disso, o pessoal que não está em cena tem que colocar máscaras e luvas e já não se saúdam com beijos ou apertos de mão.

Tal e qual se passa nas escolas, onde os estudantes deixaram de se beijar e também cumprimentar de mão, tendo aparecido por todo o lado as máscaras e as luvas.

Não há notícias do mod
o como esta epidemia está a afectar a vida sexual das pessoas.

Parece que as trabalhadores do sexo, ou “borboletas nocturnas”, estão alarmadas
porque a epidemia da gripe reduziu drasticamente a clientela, falando-se em 75 %.

Essas “mulheres dos passeios”, de sectores muito desfavorecidos, dizem que não podem abandonar o “trabalho” já que não têm outra maneira de alimentar os filhos.

Queixam-se que foram encerradas as zonas de tolerância e que estão a ser perseguidas.

Como desculpa, dizem que já estão habituadas a proteger-se do HIV, que a gripe se transmite pela saliva e que elas não beijam os seus clientes.

Muitas us
am máscara e luvas.



O caso é que estas mulheres de vida fácil ou difícil (tudo é subjectivo), estão a atravessar um mau bocado com a gripe: pedem ao governo que as ajude como parece que ajuda ou vai ajudar outros sectores, mas estão conscientes da sua marginalidade e já não esperam grande coisa ou nada.

Na prostituição também há classes e, como em tudo, os mais pobres são os mais prejudicados.

É evidente que o tema da gripe pode influir no contacto físico e concomitan
temente, no contacto sexual.

O temor ao desconhecido, o ancestral pavor ás epidemias, que de vez em quando deixaram um regueiro de vítimas, faz com que se acenda a voz de alarme.

Essa voz afasta pais e filhos de qua
lquer contacto imediato.

Ainda que, segundo os dados disponíveis, o vírus da gripe A (H1N1) não mereça tamanha actividade; parece que nós, os humanos, actuamos mais por impulsos emocionais que por uma análise racional da situação.

Segundo a OMS, estas são as medidas gerais para te protegeres do contágio da gripe:

- Evita o contacto directo com pessoas de aspecto enfermiço ou que tenham febre e tosse.

– Lava as mãos com água e sabão com frequência e conscienciosamente.

– Leva
uma vida higiénica: dorme bem, come alimentos nutritivos e mantém-te fisicamente activo.

A proposta é a mesma que em qualquer outro tipo de gripe e é de sentido comum.

No México, de onde parece que surgiu o foco, propõe-se que haja uma distância mínima de dois metros entre de cada pessoa, dentro de restaurantes e cinemas e nos transportes públicos que se utilize, máscaras.

A nós pode-nos parecer raro, mas basta ver o que se passa no Japão onde frequentemente se vê gente no metro e nas ruas com máscara e nesse momento podemos pensar como são atenciosos ao não quererem transmitir os germes.

Se todos colaborarmos um
pouco, podemos contribuir para melhorar a saúde global e que não se propague o vírus.

Agora bem, uma coisa é tomar medidas inteligentes de precaução e outra a tendência aos alarmismos ridículos.

Há pessoas tendentes para o melodrama, com tanta querença ao sofrimento, que por si começam a tomar medidas absurdas, e chegam a ser vítimas da precaução antes da enfermidade.


Para tua introspecção:

- Afectou-te o medo de contágio da gripe na tua vida sexual?

– Costumas tomar precauções nos teus contactos sexuais?

– de 1 a 10, como pontuarias o teu temor ao contágio?

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