O VIDEIRINHO

terça-feira, julho 06, 2010

DELARA DARABI

.


No passado dia 1 de Maio, fez um ano que Delara Darabi, uma jovem iraniana de 22 anos, (29SET1986–01MAI2009), foi enforcada.

Era pintora e amava a vida.

Até ao último momento esperou uma salvação que não veio.

O seu advogado dizia ter em seu poder resultados periciais que ilibavam Delara.



Tanto o advogado como as organizações internacionais dos direitos humanos garantem ter sido provado por pareceres periciais oficiais que Delara Darabi era inocente.

Os peritos afirmaram que a punhalada fatal só podia ter sido desferida por uma pessoa dextra e Delara era canhota.



Foram grandes as pressões internacionais para que não fosse executada e, por isso, quando menos se esperava foi morta à revelia do seu advogado que instruía o processo com as novas provas para a ilibar.



Naquela manhã de sexta-feira, nem o facto de ser o dia sagrado para os islâmicos xiitas evitou a barbárie, a efectivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).

E assim num ápice apagaram-se todos os sonhos de Delara, todas as suas pinturas e o seu gosto pela arte.




Delara Darabi tinha 17 anos quando foi presa acusada de ter morto com uma punhalada a prima de 58 anos de idade.

Também respondeu por furto na casa da prima morta e por manter um relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain de 19 anos de idade.




Como se sabe, no Irão, sexo só após o casamento e a adúltera recebe a pena capital.

Pelo roubo a jovem cumpriu três anos de cadeia, recebeu 50 chicotadas em público pelo furto e mais 20 pelas relações sexuais com o namorado.



Porém o enforcamento viria como punição por ter sido considerada autora da punhalada, com intenção de matar.




Delara negou ser a autora do crime mas o que prevaleceu foi a palavra dos algozes.

Não é pois de estranhar que, após a justiça iraniana ter concedido uma suspensão da execução da pena, por dois meses, as autoridades prisionais ignorassem a ordem e a executassem sem aviso prévio ao seu advogado.




Algumas das pinturas são feitas com os dedos e unhas.

"Talvez as cores me levem de volta à vida", escreveu.

Amir Hossein, o namorado de Delara Darabi então com 19 anos, convenceu-a a assumir a culpa para livrá-lo da pena de morte, acreditando que, com 17 anos, ela não seria condenada.




Delara Darabi já pintava antes de ser presa, mas, diferentemente dos seus trabalhos quando presa, costumava usar muitas cores.



Disse ter perdido as cores quando passou a viver entre as paredes cinzas da cela.

Activistas afirmaram que ela já tinha tentado o suicídio e foi torturada.


DELARA DARABI




.

segunda-feira, julho 05, 2010

- Os economistas e intelectuais portugueses sobem para o cavalo pelo lado esquerdo e baixam pelo lado direito !
.

POBRES, PEDINTES e PORCOS

.


Por que é que atacam os mercados da União europeia que são católicos?

Cinco mendigos pedem esmola aos investidores/especuladores internacionais: Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal.

A figura supra, diz-vos alguma coisa?

Trata-se de um desenho de Jim Morin publicado no New York Times e no International Herald Tribune.

Que têm em comum estes cinco países, para além de serem esbanjadores tipo mãos rotas, provocar desconfiança nos investidores internacionais e sofrer uma crise económica descomunal?

Alguém nos diria imediatamente que todos eles são católicos.

Bom, todos salvo a Grécia que é ortodoxa; ou seja, de uma religião oriental prima ou meia irmã do catolicismo.

Os mercados internacionais ainda não atacaram nenhum país protestante da União Europeia.



Parece-me que se está a passar algo que merecia uma reflexão, para além da famosa etiqueta britânica dos PIGS (porcos), (Portugal, Italy, Greece e Spain) e já agora os actores principais do crescimento mundial, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro países têm algo de comum: são mediterrâneos, soalheiros, alegres e do Sul da Europa.

São porcos só os países europeus do Sul?

Foi assim que apareceram, até hoje, na imprensa britânica.

Aliás, no centro da 1ª. imagem aparece um mendigo ajoelhado, rezando em atitude piedosa e leva a marca inconfundível da Irlanda.

Irlanda que não está no Mediterrâneo nem é um país soalheiro do Sul da Europa.

O que terá, pois, em comum com os PIGS, aparte um elevado défice público e um grande endividamento?

Obviamente, que a Irlanda, ainda que fria, verde e chuvosa é também um país maioritariamente católico.


Se eu fosse polaco estaria muito preocupado, vigiando o défice público e a dívida para com os investidor/especuladores que têm a mania de só perseguir os países católicos e perdoarem aos protestantes.

Vou repassar esta semana, para os meus amigos, a sugerível obra de Max Weber, que não me canso de recomendar : “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. (Aqui a obra completa).

Um pequeno exame histórico de consciência que cai sempre bem nestes momentos de turvação.

O que devemos corrigir nos nossos comportamentos individuais e/ou colectivos para que os investidores/ especuladores internacionais não nos ataquem tanto e tão ferozmente?

.

sábado, julho 03, 2010

- Agora as "catraias" modificaram-se.
Antes, centos concediam-nos as suas graças por paixão.

Agora, graças à sua compaixão, cedem-nos o assento!

ÁGUA BENTA

.


A máquinas não fazem milagres.

E muito menos transformam a água clorada da torneira em água milagrosa.

Mas cerca de 5000 “crentes” em todo o mundo acreditaram piamente na palavra do “Professor Kim”, um coreano que comercializou um dispositivo que convertia a água corrente em água de Lourdes e assim deu um golpe de cerca de um milhão de euros com a venda da sua peregrina ideia.

O homem afirmava que com o seu filtro podia reproduzir digitalmente os elementos da água benta de Lourdes, que para muitos crentes tem poderes curativos.

Isto tudo de mão beijada sem necessidade de se deslocar a França, sem despesas de hotel e além do mais, longe da balbúrdia das aglomerações de pessoas enfermas e ainda ter que rezar dezenas de terços em cada hora.

Agora está acusado de mega fraude pelas autoridades de Seul, pela venda de equipamentos falsificados.



O “Professor Kim”, na publicidade que enviava para as suas vítimas, (eu chamar-lhes-ia crentes), pelo correio, assegurava que “usava filtros cerâmicos, filtros de papel e filtros de plástico, similares aos que se usam nos purificadores de água benta, com os quais tinha obtido digitalmente os poderes da água do Santuário da Virgem Maria de Lourdes, para a sua posterior transferência aos usuários, cada vez que bebiam um copo de água normal.

Pelos vistos, o professor de 53 anos, juntamente com os seus oito colaboradores, entre os quais está a mulher, da mesma idade e um cunhado, supostamente diziam aos clientes que o seu filtro podia curar diferentes enfermidades, entre elas a diabetes e tumores cancerígenos.

Também assegurava que as propriedades medicinais da água de Lourdes podiam transformar-se em sinais digitais e ser irradiadas na água vulgar, mediante os seus filtros, pelo que a água da torneira acabaria por incorporar as ditas propriedades salvadoras na sua essência, convertendo-se em água milagrosa como por arte de pós de pirlimpimpim.


Cristal de gelo da água de Lourdes, com o qual assegurava
ás suas vítimas que podia digitalizar a água benta



A polícia e os especialistas confirmaram que esta teoria é completamente impossível e sem qualquer base de evidência científica, depois das informações da Universidade Nacional de Seul e do Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia.

As autoridades também dizem que iniciaram a investigação quando começaram a aparecer as queixas dos primeiros clientes, que verificaram que o filtro, não só não curava um simples resfriado, como transmitia um sabor demasiado mau à água, para ser divino.

Mesmo assim, o Professor Kim, clama a sua inocência a partir da sua página Web.

“A transferência dos efeitos de curas esotéricas, ou terapias alternativas à água, é algo que a ciência moderna não pode provar. Tenho clientes que viram os benefícios dos filtros e estou ansioso por participar nas experiências para demonstrá-lo”

AMEN!


.

quinta-feira, julho 01, 2010

- Tinha-me esquecido que as pessoas normais são limitadas ...

TOMATES DE RONALDO

.

Tirada daqui

“Os golos são como o ketchup, quando aparecem, chegam todos juntos”.

Parece-me que foi assim que se exprimiu.

A frase, uma maneira prosaica de destapar o frasco das essências, é uma reflexão sul africana de Cristiano Ronaldo.

Contra a selecção espanhola, o molho do chefe português foi pardo e insípido, a modos com o que se passou em todo o Mundial.

Não houve tomates, o frasco continuou tapado e o conteúdo fora de prazo.

O “capitão” foi incapaz de dobrar o Cabo da Boa Esperança ao leme da nave de Queiroz e imitar os feitos gloriosos dos seus antepassados.

O marinheiro de água doce volta ao porto, com as velas dobradas e enrugadas e no porão um único golo, um golo anedótico num auto-passe involuntário com a corcunda, à Coreia do Norte, o pior conjunto do torneio.

CR7, a versão internacional de CR9, é tão inconsequente nas grandes pelejas como nos mares dos clubes.

A ansiedade, o excesso de responsabilidade e a competitividade pessoal garrotam as pernas mágicas de um dos grandes craques do panorama planetário.


Naufrágio de "Os Navegadores"

Contra Espanha nem sequer lhe cabe a desculpa de actuar em contradição com as suas apetências.

Desta vez Queiroz fez caso das suas insistentes queixas e deslocou-o do eixo de ataque onde tinha proclamado que não gosta de jogar.

A nossa estrela esqueceu-se pura e simplesmente que na sua grande época no Manchester United, Ferguson utilizava-o, nas grandes ocasiões como avançado e não como extremo.

“Cristiano deve estar em função do grupo e se tiver que jogar como guarda-redes, fa-lo-á”, prognosticou o seleccionador depois da igualdade contra o Brasil.

Uma declaração de intenções convertida em papel molhado debaixo da chuva diluviana da Cidade do Cabo.

Sobre o empapado relvado do estádio Green Point recuperou o seu poleiro apetecível.

Teve Hugo Almeida como parceiro no meio e Simão Sabrosa, nas poucas ocasiões em que a equipa gozou da posse da bola, para acabar com a sua solidão nos limites da área rival, outra das suas reivindicações.




Actuou livre sem que os defesas espanhóis lhe dessem oportunidade de virar-se ao receber a bola, nem de partir no um contra um um.

Ramos, Puyol e Piqué, neutralizaram-lhe as arrancadas, as acelerações e mudanças de velocidade, as facetas em que costuma ser letal.

POUCO RENDIMENTO

Encarregou-se de marcar os livres com o seu estilo pistoleiro, como quando colocou em apuros Casillas.

Tentou aproveitar os lançamentos compridos de Eduardo.

Intentou provocar faltas, tiradas do reportório teatral de todos os jogadores de futebol, quase sem excepção, despreocupou-se das incursões dos alas espanhóis e desbaratou a sua liberdade de movimentos.

Demasiado pouco para uma estrela fulgente que tinha anunciado a sua intenção de explodir no Mundial.

Com o seu capitão por estibordo e bombordo pela proa, os “Navegantes” jogaram encolhidos à espera de surpreenderem com um golpe directo, vertical, rápido, num roubo de bola.


Comidas que fizeram(fazem) mal a C. Ronaldo


Pepe repetiu a função, como contra o Brasil, diante de R. Carvalho e Bruno Alves, secundados por Meireles, em trabalho de desbobinarem o novelo espanhol e fechar o passe interior.

Na fase de contenção, a formação “naval” centrou-se num 4-1-3-2 que até chegou a 5-4-1, na sequência de maiores vagas.

O dispositivo foi concebido na procura da transição rápida quando ganhassem a bola e culminar a jogada com tiros de meia distância, a cargo de Tiago, ou centros de Coentrão e Meireles pelos flancos na direcção da cabeça de H. Almeida.

Queiroz leu as cartas de marear que Mourinho utilizou no “naufrágio” do Barcelona, mas tudo foi por água abaixo, com a entrada de Llorente, um avançado à antiga.

Então, quando a fruta estava madura, foi mais do que evidente que os tomates de Ronaldo estavam a cair de podre.

.

terça-feira, junho 22, 2010

- O pessimista é alguém que se queixa do barulho quando a sorte lhe bate à porta !

VUVUZELAS

.
Explicam os eruditos em costumes sul-africanos que de repente irromperam à nossa beira que, o som das vuvuzelas, essas trompetas pindéricas mais arrepiantes que a insuportável Lady Gaga, tratam de expressar o barrido, (ou barrito), dos elefantes daquelas paragens.

Uma vuvuzela fustigando e azucrinando pode homenagear o ventoso sopro do nobre paquiderme, mas milhares de trompetas de plástico ao mesmo tempo, presumem o rugir de uma multidão alvoroçada que até provoca enxaqueca.

Adepta alemã


Todos os grandes acontecimentos escondem algo, normalmente essa miséria que se deposita debaixo do tapete da alegria colectiva.

A transição na África do Sul não terminou ainda: finalizará no dia que desapareçam os imensos bairros de barracas que jazem com a sua sujidade ao lado das cidades dos abastados.

Os pobres continuam a viver no ambiente de miséria e marginalização, procuram o sustento diário com a delinquência e o seu futuro manifesta-se tão negro como o seu continente.


SOWETO


Os ricos permanecem encerrados nas suas fortalezas, enclausurados atrás de grades, de alarmes e dos chamados “botões do pânico”, um comando à distância que se enlaça com os vigilantes privados.

A polícia não é suficiente.

O tempo de reacção dos seguranças, trezentos mil em toda a África do Sul, é de cinco minutos.

Não há cor e por isso os ricos passeiam-se com o chaveiro do pânico.

Há vinte mil assassinatos por ano.

NEM TUDO É MAU na ÁFRICA DO SUL (Clica na imagem ou aqui)


Morre mais gente no país da pistola e do circo Mundial que no Iraque, só que ali, em teoria, não há guerra.

Entretanto, (aliás), todos estes problemas que se enquistaram como um veneno que vai corroendo por dentro e para o qual não existe antídoto parece que se diluem sob o mantra vociferante das vuvuzelas vomitando a sua sinfonia de selva artificial.

Futebol é futebol, disse-o o poeta.

Ai não foi o poeta?

Então desculpem!


Fui eu!!!


Nem todas as vuvuzelas têm som estridente

.

segunda-feira, junho 21, 2010

- Quem foi que disse que, para se ser feliz, é necessário ser-ser normal ?

PREPARA O EQUIPAMENTO

.

O FUTEBOL ESTÁ AO RUBRO






Duas garrafas de “duas quintas”, uma no Douro e outra no Alentejo


Doze latas de cerveja, (não fazem cacos nem tanto barulho quando caem ao chão)


Um salpicão e um chouriço (linguiça lá pró Sul) em rodelas


Um naco de presunto fatiado fino, ou de fino fatiado ou ainda fino presunto fatiado.


Um pratinho de rabo de porco à “josé torres”



Um pão de cereais não muito grande (tenha cuidado porque mesmo estes fazem engordar)

Uma Garrafa de Whisky

Dois pacotes de aperitivos, (castanha do Maranhão e castanha de caju picantes e salgados


Um litro de águas das pedras, para ajudar, no fim do jogo as percas líquidas e ajudar a digestão

Meia dúzia de guardanapos para limpar mãos e ventas.



Palitos para “picar” o “ponto” nos diversos “relógios” (leia-se pratos) e para o final do jogo


Uma caixa de cigarrilhas e, ou, dois charutos

Fósforos ou fórforos, que nesta altura do jogo a lingua já não obedece à linguagem


E uma poltrona para te sentares quando estiveres podre de bêbad@.


.

sábado, junho 19, 2010

- A corrupção não deixa provas, mas nem sempre desfaz rastos e evidências !

ANALFABETOS POLÍTICOS

.



Não está escrito que para ser um bom político terá que possuir um curriculum académico brilhante – veja-se a confusão com habilitações de alguns políticos, chegando-se ao cúmulo de tentar passar pelo que se não é – mas parece evidente que o nível médio da classe dirigente de um país, será tanto mais alto quanto maior preparação reúna.

Em França, uma nação de sólida tradição educativa, as escolas técnicas da administração têm provido o Estado de um corpo de direcção que garante a boa gestão e a continuidade de um serviço público competente.

O panorama em Portugal é bem mais desolador porque o excessivo peso da partidocracia povoou a política de militantes sem maior mérito que o da permanência e a obediência carneiresca, incapazes na sua maior parte de competir com êxito num mercado de trabalho igualitário.


Se colocarmos o preto no branco sobre o nível académico de autarcas, verifica-se a indigência de estudos da grande maioria, e talvez fosse pertinente fazer uma análise de quantos terão cursado uma qualquer licenciatura.

Tenho a certeza que os dados seriam pavorosos e não podemos esquecer que o poder local é a principal estrutura política da administração portuguesa, (são eles, os caciques, quejandos e outros que dominam o país).

Tentei fazer um “quadro”, não negro, mas perto da realidade das habilitações de muitos, mas a grande maioria negou-se a colaborar.

Talvez a grande maioria se sinta satisfeita, não obstante terem uma formação insuficiente e deficiente.



A relevância deste panorama é grave porque nos dá uma perspectiva do grau de competência da nossa política e pode explicar, pelo menos em parte, a corrupção, imoralidade, suborno, desonestidade … de muitos edis e o alto nível de corrupção do poder local.

Uma classe política, funcionalmente analfabeta, onde só se sabe contar dinheiro e impera o caciquismo, torna-se letal para um país.

E temos que ter em conta, além do mais, que o âmbito municipal é a “instituição” formadora da política parlamentar, para além dos que caem de pára-quedas sem saber ler, nem escrever.


(Autarca modelo de virtudes)


Neste contexto, a eterna polémica sobre o salário dos políticos, não deve centrar-se nos deputados ou membros do Governo ou dos altos funcionários do Estado, regra geral remunerados com parcimónia; é nas autarquias e municípios onde vegeta uma tropa mal preparada, com poucos ou nenhuns estudos, que gananciosamente tendem a ganhar, no exercício da política, mais dinheiro do que a sua preparação lhe permitiria obter em qualquer outro trabalho ao seu alcance.

A baixa qualidade da política portuguesa não é casual.

Levamos anos desprezando o mérito e o esforço, e a política converteu-se num espaço do que fogem ou ao qual se recusam acercar muitas pessoas capazes que não suportam o poder da mediocridade.

Os pulhas fora das autarquias!


(Correio da Manhã)


O espectáculo da corrupção enoja e torna a própria actividade política ainda mais desacreditada.

Os que detestam a política – como diria Brecht, os analfabetos políticos – regozijam-se.

Os podres poderes fortalecem os argumentos pela indiferença e o não envolvimento na política.

É o moralismo abstracto e ingénuo que oculta a ignorância e dissimula a leviandade egoísta dos que não conseguem pensar para além do próprio bolso.


(Bertold Brecht)


O analfabeto político não sabe que a sua indiferença contribui para a manutenção e reprodução desta corja de ladrões que, desde sempre, espreitam os cofres públicos, prontos para dar o golpe à primeira oportunidade que surja.

Os analfabetos políticos não vêem que lavar as mãos alimenta a corrupção.

.


quarta-feira, junho 16, 2010

- Pedem-me para ajudar a mudar o mundo.
Já tenho um cantinho no quintal para o colocar !

REMINISCÊNCIAS

.



Restavam-lhe poucos dias e já tinha vivido muitos anos, talvez excessivos.

Tinha tanto que contar e tão pouco tempo para recordar.

Uma manhã, quando apenas tinha amanhecido, decidido, sentou-se no seu rincão favorito e, com mão trémula, começou a escrever fragmentos da sua vida.

As recordações afloravam mais vivas do que nunca e as palavras fluíam como fileiras de letras articuladas que contavam momentos passados mas jamais esquecidos.




Os minutos e as horas passavam mas, incansável, continuava plasmando as suas memórias naquelas folhas, únicos testemunhos do incansável perpassar de uma vida que não tinha sido perfeita, mas sim emocionante.

Entre lágrimas e sorrisos revivia momentos intensos, alguns tristes e outros felizes.

A noite acercava-se e ele prosseguia escrevendo, temeroso de não poder completar a sua obra.

Restava-lhe tão pouco e tinha vivido tanto.



Tinha tanto para expressar e tão pouco tempo para fazê-lo.

Na manhã seguinte, quando apenas tinha amanhecido, sentado no seu rincão favorito, terminou adormecido para sempre, tentando com a sua mão trémula, terminar de escrever os últimos retalhos da sua vida.

.

quinta-feira, junho 10, 2010

- O rir é muito são ! Alisa o franzir do sobrolho !

MAU TEMPO EM ITÁLIA

.



29 de Junho não foi um bom dia para Silvio Berlusconi.

Por um lado, o seu amigo Marcello Dell’Utri, com o qual fundou a “Forza Italia” – partido com que El Cavalieri entrou no mundo da política – foi condenado a sete anos de prisão por associação mafiosa.

Como é lógico, não com Don Silvio, o impoluto.

É verdade que os juízes lhe reduziram a pena inicial em dois anos, mas ao fim e ao cabo, não deixa de ser uma condenação.

E por outro lado, Massimo Tartaglia, o homem que lhe pôs a venta a sangrar, em Dezembro, não pode ser processado, não por aquilo que “vocelências” estão a pensar, ter tentado "limpar" a face que invade Itália, mas devido aos seus problemas psicológicos.

A isto juntam-se os editoriais da maior parte da imprensa italiana, contra a denominada “lei mordaça” pela qual se limita o uso das escutas telefónicas, se envia para a prisão os jornalistas que as publiquem e aplicam-se multas altíssimas aos editores.


Berlusconi e o amigo Marcello Dell’Utri

Tal como por cá, as escutas não passam de vozes de anjinhos travestidos que se uniram para baralhar os investigadores que perderam horas, dias, meses, anos e … afinal nada viram nem ouviram.

Olhe-se ou oiça-se o caso Apito Dourado, que não apitou e ficou encravado.

Estas críticas não são uma novidade, mas é agora que os jornalistas e todos os meios de comunicação social italiana se estão a unir para protestar por esta infame lei, com uma greve no dia 1 de Julho.

E falo em todos os meios, porque efectivamente são mesmo todos, mesmos os que são propriedade da família Berlusconi .

“Querido presidente Berlusconi – lê-se na carta do director de Il Giornale – leio nas agências de notícias que o senhor é favorável a uma greve dos italianos contra os jornais porque desinformam e riem-se dos leitores.

Seria uma boa ideia se não representasse um risco: que os italianos a apliquem depois contra os políticos.


Os quais no nosso país, são os únicos melhores que os jornalistas a enganarem os cidadãos, leitores e elitores”.


Berlusconi e o seu agressor Massimo Tartaglia


A manifestação da próxima quinta-feira, promete dar muito que falar, porque os jornalistas não estão dispostos a que se belisque o direito à informação, pelo que recordam ao próprio Berlusconi que como editor que é, avalie as consequências da nova lei.

A lei das escutas foi aprovada por uma das Câmaras e agora está em estudo na outra, onde o governo está a pressionar para que se aprove antes do Verão.

Ainda que nem todos os membros do partido de Berlusconi estejam de acordo e o convidam a deixar a polémica para depois das férias, porque os jornalistas estão dispostos a lutar até ás últimas consequências se a lei for aprovada, indo até ao Tribunal de Direitos Humanos de Estraburgo.

.

MITOS DE AMOR

.


No que diz respeito ao amor criaram-se outras crenças que se mantêm na actualidade com maior ou menor ênfase.

Desde há mais de meio século a sociedade parece estar a ensinar que o casal ou par, é necessariamente uma espécie de prelúdio do matrimónio, este é um passaporte à famiíia e aquela a garantia da hospedagem eterna (até que a norte nos separe), uma espécie de sofisticado centro de reclusão ao qual deveríamos ansiar entrar como se fosse a suprema emancipação.

O mecanismo proposto opera assim: um escolhe o seu parceiro, fica noivo, marca uma afestança para a boda, participa a tal cerimónia e ingressa com o seu cônjuge numa espécie de prisão, com uma certa ironia , designado, “ninho de amor”.

Aí chegados, um lança o primeiro olhar sincero ao companheiro de quarto.



Se lhe agrada o que vê, fica por aí.

Se não for assim, começa a planear a sua fuga da prisão para sair e procurar outro parceiro, pedindo para ter melhor sorte e reclamando ajuda para aprender a escolher de uma maneira superior.

A solução do problema da insatisfação na vida de casais azarados, proposta modernamente pela sociedade, é separar-se, começar outra vez com outra pessoa melhor para ele.

Para a maior parte das pessoas que se separam, o motivo é a incapacidade de cada um para escolher a pessoa adequada.

Existe uma orientação das relações amorosas mais estimulante.

O par não é um estado inalterável de duas pessoas que não evoluem.



É bem mais uma viagem por um caminho elevado psicológica e espiritualmente que começa com a paixão do enamorar, vagueia pelo acidentado trecho escarpado de descobrir-se e culmina na criação de uma união íntima, divertida e transcendente, capaz de renovar-se na relação mútua, uma ou outra vez, durante toda a vida.

A construção de um vínculo deste tipo não se apoia na habilidade para poder conquistar o(a) companheiro(a) perfeito(a) nem à sorte de cruzar-se algum dia com a pessoa ideal, mas sim, dar-se conta definitivamente de que o casal não é uma prisão, nem um lugar onde enganchar-se ou ficar aprisionado, mas sim um caminho de incremento de ambos.




Redefinir o casal significa falar sobre amor e isso implica saber do que se está a falar quando nos referimos a este sentimento, num vínculo tão especial, como é o que se estabelece entre um homem e uma mulher que planeiam caminhar juntos pelo caminho.

Quando falamos de amor, não estamos a falar de paixão.

São duas coisas maravilhosas, mas diferentes.

.

quinta-feira, junho 03, 2010

- Uma "queca" é uma saudação que trocam duas almas !

TRANSAR EMAGRECE

.



Como qualquer outra actividade física e para com o físico, fazer amor aporta um gasto energético e portanto, como é lógico, evidente, racional e intuitivo, queimam-se calorias.

Para comprovar esta hipótese devemos ter em conta algumas variáveis que são muito importantes, tais como:

- A duração, não de duro, mas de tempo.
– A postura, não de pôr o ovo, mas a posição mais íngreme.

– Os movimentos, (durante um tremor de terra os movimentos sucedem-se exponencialmente de acordo com graus de Ritcher).




Factores como as oscilações pélvicas, a aceleração dos batimentos cardíacos e de outras zonas em contacto, a vasodilatação de tudo o que é zona genital erógena, a aceleração da respiração, as contracções, os espasmos musculares, o movimento uniformemente (ou não) acelerado de vaivém e o orgasmo, supõem um alto gasto de energia que nos finalmente nos deixam prostrados.


Esta maneira exótica de "petiscar" e "comer" foi proibida na China.


Fazendo um cálculo aproximado (se for á distância, será exactamente igual), poderemos inferir que em 20 minutos de actividade sexual, queimam-se cerca de 200 calorias, sem contar com as do revirar dos olhos nos momentos mais apropriados, ou que surgem inopinadamente.

Portanto, podemos concluir que “transar” é um exercício benéfico para emagrecer, salvo se não houver o cuidado de parar a tempo, ou “agasalharem-se” com roupagem segura.



Elementos como as carícias, os beijos, os “apalpões” … geram no nosso organismo uma abundante libertação de endorfinas (substâncias químicas naturais) e de serotoninas (neurotransmissores), que aumentam o estado anímico, o optimismo, a sensação de prazer, bem-estar e felicidade.

Isto, além disso, ajuda-nos a evitar males, como a depressão e a ansiedade.

Por tudo isto se pode afirmar que o sexo “bem” seguro com a parceira é benéfico e prazenteiro e ajuda a emagrecer.

Vai já para a cama emagrecer que o Verão aproxima-se.

E que tenhas sorte e cuidado, para emagreceres mesmo e ... não "engordares"!!!

.