
Por que é que atacam os mercados da União europeia que são católicos?
Cinco mendigos pedem esmola aos investidores/especuladores internacionais: Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal.
A figura supra, diz-vos alguma coisa?
Trata-se de um desenho de Jim Morin publicado no New York Times e no International Herald Tribune.
Que têm em comum estes cinco países, para além de serem esbanjadores tipo mãos rotas, provocar desconfiança nos investidores internacionais e sofrer uma crise económica descomunal?
Alguém nos diria imediatamente que todos eles são católicos.
Bom, todos salvo a Grécia que é ortodoxa; ou seja, de uma religião oriental prima ou meia irmã do catolicismo.
Os mercados internacionais ainda não atacaram nenhum país protestante da União Europeia.

Parece-me que se está a passar algo que merecia uma reflexão, para além da famosa etiqueta britânica dos PIGS (porcos), (Portugal, Italy, Greece e Spain) e já agora os actores principais do crescimento mundial, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro países têm algo de comum: são mediterrâneos, soalheiros, alegres e do Sul da Europa.
São porcos só os países europeus do Sul?
Foi assim que apareceram, até hoje, na imprensa britânica.
Aliás, no centro da 1ª. imagem aparece um mendigo ajoelhado, rezando em atitude piedosa e leva a marca inconfundível da Irlanda.
Irlanda que não está no Mediterrâneo nem é um país soalheiro do Sul da Europa.
O que terá, pois, em comum com os PIGS, aparte um elevado défice público e um grande endividamento?
Obviamente, que a Irlanda, ainda que fria, verde e chuvosa é também um país maioritariamente católico.

Se eu fosse polaco estaria muito preocupado, vigiando o défice público e a dívida para com os investidor/especuladores que têm a mania de só perseguir os países católicos e perdoarem aos protestantes.
Vou repassar esta semana, para os meus amigos, a sugerível obra de Max Weber, que não me canso de recomendar : “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. (Aqui a obra completa).
Um pequeno exame histórico de consciência que cai sempre bem nestes momentos de turvação.
O que devemos corrigir nos nossos comportamentos individuais e/ou colectivos para que os investidores/ especuladores internacionais não nos ataquem tanto e tão ferozmente?
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Cinco mendigos pedem esmola aos investidores/especuladores internacionais: Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal.
A figura supra, diz-vos alguma coisa?
Trata-se de um desenho de Jim Morin publicado no New York Times e no International Herald Tribune.
Que têm em comum estes cinco países, para além de serem esbanjadores tipo mãos rotas, provocar desconfiança nos investidores internacionais e sofrer uma crise económica descomunal?
Alguém nos diria imediatamente que todos eles são católicos.
Bom, todos salvo a Grécia que é ortodoxa; ou seja, de uma religião oriental prima ou meia irmã do catolicismo.
Os mercados internacionais ainda não atacaram nenhum país protestante da União Europeia.

Parece-me que se está a passar algo que merecia uma reflexão, para além da famosa etiqueta britânica dos PIGS (porcos), (Portugal, Italy, Greece e Spain) e já agora os actores principais do crescimento mundial, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro países têm algo de comum: são mediterrâneos, soalheiros, alegres e do Sul da Europa.
São porcos só os países europeus do Sul?
Foi assim que apareceram, até hoje, na imprensa britânica.
Aliás, no centro da 1ª. imagem aparece um mendigo ajoelhado, rezando em atitude piedosa e leva a marca inconfundível da Irlanda.
Irlanda que não está no Mediterrâneo nem é um país soalheiro do Sul da Europa.
O que terá, pois, em comum com os PIGS, aparte um elevado défice público e um grande endividamento?
Obviamente, que a Irlanda, ainda que fria, verde e chuvosa é também um país maioritariamente católico.

Se eu fosse polaco estaria muito preocupado, vigiando o défice público e a dívida para com os investidor/especuladores que têm a mania de só perseguir os países católicos e perdoarem aos protestantes.
Vou repassar esta semana, para os meus amigos, a sugerível obra de Max Weber, que não me canso de recomendar : “A ética protestante e o espírito do capitalismo”. (Aqui a obra completa).
Um pequeno exame histórico de consciência que cai sempre bem nestes momentos de turvação.
O que devemos corrigir nos nossos comportamentos individuais e/ou colectivos para que os investidores/ especuladores internacionais não nos ataquem tanto e tão ferozmente?
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1 comentário:
Viva, amigo Xistosa!
Excelente observação! Uma análise muito mais útil do que as que diariamente vêmos nos programas dedicados e de "referência" das TV's portuguesas, por cabo ou sem este.
Abraço
PS o blog está ainda mais apelativo
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