O VIDEIRINHO

segunda-feira, outubro 08, 2007

AS MINHAS DESCULPAS (esfarrapadas, mas desculpas) !





Repentinamente de repente e num repentismo, sem tempo para pensar e repensar e inesperadamente de improviso, tive que me ausentar por diversos motivos.

Para a as minhas quintas no Minho, onde o Alvarinho trasborda por entre bagos dourados, não vindimados por mim, que a Adega Cooperativa de Monção, só paga a 150$00 o quilo das uvas, (deixem-me fazer contas, 0,75 €) e colocadas á porta da adega, (o que quer dizer que eu tinha que fazer o trabalhinho todo).

Depois só pagam quando lhes apetece, é por isto que a vida de lavrador é atractiva, interessante e intrigante, pois nunca sabem quando vão receber e, se tudo correr bem, recebem no ano seguinte, quando fazem nova entrega.

Para evitar tantas intrigas, os espanhóis, compram a 220$00, (então são, 1,10 €) o quilito da uvas, fazem a vindima, no mínimo, num terço do tempo que aqui demoramos e é toma lá dá cá.

Fica logo em caixa o dinheiro.

São os parvalhões que andam a enganar os lavradores, fazendo o trabalho por eles, muito mais rápido, pagando a pronto, vinificando as uvas e vendendo um alvarinho muito melhor e mais barato.

O mesmo se aplica ao vinho verde, que nem parece ser feito com as nossas uvas.

São coisas intrigantes, mas que acontecem em todo a orla fronteiriça, não só com o alvarinho, mas com todas as outras castas de uvas.

E todas as castas de todos os produtos.

Depois fui ao Douro, tentando comprar uma garrafita de Vinho da região, chamado vinho fino, comercialmente Vinho do Porto, mas que também se fabrica na Califórnia, África do Sul e Austrália.

Nestes países, talvez tenham sido os nossos emigrantes, que no afã de esconderem o precioso néctar, tenham enterrado as garrafas e destas, terem nascido frondosas videiras, que a nossa pequenez na E.U., ou a falta de uma voz autoritária, não consegue impor, COMO A REGIÃO DEMARCADA MAIS ANTIGA DO MUNDO.

Depois, pus as "mão nas orelheiras, pés nas pardaleiras e por aí abaixo foi o bicho que parecia um relâmpago"!

Fui visitar as minhas herdades no Alentejo, antes que os espanhóis e alemães comprem tudo o que é ou pode ser produtivo.

Verifiquei os meus porcos pretos, ou serão negros?, Não quero que me acusem de xenofobia.

São porcos, daqueles que os nossos vizinhos espanhóis, com visão futurista, nunca deixaram de produzir e que se alimentam, quase exclusivamente de bolota e não de rações de engorda cheias de antibióticos e outros engordantes que insuflam rapidamente qualquer bicho careta, que a vida é curta.

PORTANTO, as desculpas renovadas, mas tive que aproveitar o grande fim de semana, para fazer tanto e algo … antes que passe para o outro lado, onde não há alvarinho, Porto ou porco preto!



1 comentário:

astuto disse...

Cá por Barcelos, ninguém quer as nossas castas, o vinho verde passou de moda e é fraco, dizem os entendidos... Ninguém o bebe!

Cumps.