Adormeci carinhosamente o amor no colo da noite,
a saudade sonolenta, ansiando pela inacção vã;
uma quietude imensa … intensa dum luar que o açoite
Penso que desperto comigo, numa esperançosa manhã.
Adormeci o amor no orvalho da temperança,
esperando o amanhã rajado de pérgulas, de ânsias,
cantando ainda entorpecido, mas baixinho, na esperança
de moldarmos os corpos na nostalgia das distâncias.
O amor é um páreas … sem amos, sem vassalos, sem palavras,
ferido por metáforas, ardentes paixões, punhais e espadas,
que se imola de dor, numa fogueira de brasas,
nos fugazes momentos de saudade e nas horas usurpadas.
Os poemas ao amor, amanhecem sem Sol,
numa mudez e quebreira que tudo envolve,
como a união de corpos, a nudez e o silêncio de um girassol,
que por tropismo, diariamente se transforma num atol,
desse sol que ilumina, aquece, acolhe, envolve e desenvolve.
1 comentário:
Gostei tanto
está tão bem definido
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