
Foi a ampulheta
que cadenciou o amor,
que o vento e o calor
com o mar e a areia,
me trouxeram uma sereia,
que me beijou
e ali me encantou,
mas a areia, como o mar,
subiu e baixou
e na ampulheta o tempo escoou ...
e a sereia, em sereia se transformou.
Mas hoje, ela voltou.
Amadeo Modigliani, a mulher deitada.

Vejo o teu corpo
trigueirote do sol,
à mercê da minha boca
no afã de não perder-te.
Sabes o que queres
e o que vou querer-te …
Sim …
até nos enlouquecermos.
4 comentários:
Vou-to roubar para o pôr amanhã como fim-de-semana, pode ser?
Adoro os teus poemas.
Aqui, apesar deste mundo materialista, ainda há quem dê algo ...
Não sou oportunista ... nem se ainda há saldos.
De qualquer maneira, vendo pelo preço da tinta, da postagem!
Obrigado Xistosa
Beijinho feliz
Já acrescentei a inestimável ajuda.
Não sou grande conhecedor de pintores.
Aliás, nem conheço a maior parte das obras.
Sei que de Modigliani, havia uma "mulher vermelha", ou "mulher encarnada".
Conhecia este quadro, mas não o autor.
Grato pela informação.
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