O VIDEIRINHO

segunda-feira, março 03, 2008

PAELLA, uma história de vida !



É visível a falta do camarão, só estão os mexilhões, inteiros e meia concha, 1 kg de cada, as carnes de frango, peito e coxas, 1 coelho partido em bocados e os ossos do assuão, que no caso foram costelas magras, cerca de 1 k, alhos, 8, 1 pimento verde e 1 vermelho, 1 litro de azeite, extra virgem, 2 kg de argolas de lulas, 1 lata de pimentos morrones para enfeitar, tabasco, para dar um pouco de picante, açafrão, tomilho e corante alimentar amarelo.


Levou ainda 2 kg de miolo de camarão, 20/40, 2 kg de miolo de ameijoa, 1 kg de tomate, 0,500 kg de feijão verde e igual quantidade de ervilhas.

A água de cozer o camarão é a água para cozer o arroz e as carnes que previamente foram fritas.

Feitas as contas, foram 11 euros a cada, que o cozinheiro também come.

À parte, entrou o "molho", vinho, pão e um naco de presunto.

A sobremesa era colhida das laranjeiras ...




HISTÓRIA DUMA HISTÓRIA ...

Era uma vez ... um renomado cozinheiro, que além de reformado da sua profissão profissional, tinha um "hobby".

Deveria ser o de fazer uma paella dentro das normas ...

Mas algo correu mal e os 2 kg de camarão de Moçambique, abertos a meio, para facilitar a degustação e o primeiro ingrediente a ser frito, foi para um recipiente e ...

Já depois de estar tudo ao ataque é que se deu pela falta dos "bichinhos" do Benfica.

Todos falam dos vermelhos, mas no cardápio, não há portistas, sportinguista e quejandos, só benfiquistas e até eu que sou azul, SÓ AZUL, gosto dos malditos.

Vai daí aos pois, teve que se refazer a refeição, colocando os benfiquistas e levando-os ao lume, sobre a paella, cobertos por panos e por cima jornais.

Os espanhóis chamam a esta operação "mal hervida, bien cubierta".

Mas para mim está aqui o segredo ...

Depois ... foi um esvaziar de colheradas mais ou menos bem aviadas, ao gosto dos 16 comensaís, que iam esgrimindo as facas e garfos.

Foi bem regada, com tintura de iodo, ou mercuro-cromo, nesta altura já me esqueci, mas daquele repleto de taninos, que nos livram das manápulas da morte, pelo menos cinco anos.

Como sempre, o fotógrafo foi o pior elemento, já que recolheu esta imagem e uma outra que vou tentar reproduzir, se ela me autorizar.






A imagem de cima, por muito apetite que provoque, está incompleta.

O raio do cozinheiro, que como se diz vulgarmente, fica com a melhor parte, (quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, é tolo, ou não percebe da arte), esqueceu-se de colocar a BASE PRINCIPAL deste prato de culinária.

Os camarões, no vertente caso, 2 Kg do de Moçambique, 20/30, que são a primeira coisa a fritar no azeite e que transmitem o sabor aos restantes ingredientes.

Neste caso, como não gosto de comer com as mãos, abri-os ao meio, o que daria 80 a 120 metades.

Tive que aquecer novamente a paella.


Tenho um amigo cozinheiro que já serviu, coelho estufado com castanhas, sem castanhas.

São ossos do ofício ou do coelho.

Boa semana e bom apetite!

Desculpem as imagens, mas quem é pseudo-cozinheiro, não percebe de fotógrafo e parece-me que o inverso também é verdadeiro.



Sem comentários: