

O aqueduto Tejo-Segura, no último tramo do seu curso a céu aberto, próximo de Los Anguijes. Foto cedida por Daniel Sánchez Ortega.O transvaze Tejo-Segura, é uma infraestrutura com 300 km que atravessa Castilla-La Mancha, até chegar ao açude do Talave, donde se distribui para Múrcia, Alicante e Almeria.
A água é bombada do Rio Tejo, para duas tubagens de 3 metros de diâmetro, fazendo o percurso também a céu aberto em canal, contruido para o efeito, em aqueduto e por um impressionante túnel, o Túnel de Talave, que foi considerado o maior monumento de toda a Europa Ocidental, com cerca de 32 km de comprimento e a uma profundidade de 300 metros.
É o maior túnel do transvaze, Tejo-Segura e tem 4 metros de diãmetro!
Calcula-se que perto de 25 % da água se perca no seu percurso, por falta de manutenção, por evaporação e percas naturais por infiltração.
NOTÍCIAS do OUTRO LADO da FRONTEIRA EM
EFE - Madrid - 04/07/2008
Ni una gota del Tajo al Segura
De la Vega argumenta que no se aprobó el trasvase "porque no estaba en el orden del día"
El Consejo de Ministros no ha aprobado hoy el trasvase de agua que había propuesto el pasado lunes la Comisión de Explotación del Trasvase Tajo-Segura desde la cabecera del Tajo a Levante.
NOTÍCIAS do OUTRO LADO da FRONTEIRA EM
18.07.08 - 15:24 -
TAJO - SEGURA
EL GOBIERNO APRUEBA UN TRASVASE DEL TAJO AL SEGURA DE 21,6 HM3, DE LOS QUE 18 SERÁN PARA RIEGOLa Comisión de Explotación del Acueducto Tajo-Segura propuso hace tres semanas el trasvase de 40 hectómetros cúbicos de agua destinada a abastecimiento humano, así como 35,5 para regadío
El Consejo de Ministros aprobó hoy un trasvase de 21,86 hectómetros cúbicos desde el Tajo hasta el Segura para las zonas de Murcia, Alicante y Albacete, concretamente para 79 municipios, de los que 43 pertenecen a la provincia de Murcia, 34 a Alicante y 2 a la de Albacete.
Así, de los 21,86 hectómetros, 18 estarán destinados al riego de árboles y cítricos en peligro, y los otros 3,86 restantes se emplearán para abastecimiento humano. Estos últimos se suman a los 36,94 hectómetros procedentes del contrato de cesión y derecho del Canal de las Aves a la Mancomunidad de los canales del Taidilla.
"Esta decisión se toma como siempre teniendo en cuenta las necesidades y los derechos de todos los españoles sin distinción. El principio básico y esencial es la solidaridad interterritorial y entre los ciudadanos", concluyó.
La Comisión de Explotación del Acueducto Tajo-Segura propuso hace tres semanas el trasvase de 40 hectómetros cúbicos de agua destinada a abastecimiento humano, así como 35,5 para regadío.
4 comentários:
José Torres
Desconhecia o importante monumento, mas o tejo nasce em Espanha, por muito por cá digam que, quanto a águas, com Espanha tudo bem, esquecem-se de equacionar: "Espãna és diferente".
Face a isto, presumilmente, os nossos políticos, nem sabem fingir que pensam!
Daniel
Daniel
Há um acordo, sobre as águas dos rios internacionais, não só entre Portugal e Espanha, como por essa Europa fora.
Há mais de 20 anos que eu passava pelos transvases, quer "del Tajo", (Tejo), para o Segura, quel "del Duero", quer "del Miño". Neste, as barragens chegam para impedir a passagem da água ... e a Galiza atravessa uma seca ...
Eu se fosse espanhol, também pensaria : se o rio nasce aqui, se temos necessidades PREMENTES e muita ou quase toda vai para o mar.
Ficamos com ela.
Mas não é isto que se DEVE fazer.
A zona para onde vou de férias, La Manga, pertencente a Múrcia, não tem água.
Vive da água que desviam do Tejo ou Tajo, para o Segura que corta Múrcia ao Meio.
Há muitos anos, andei no "Ayuntamiento", Câmara, de Múrcia, para tentar saber como funcionavam os Serviços de diversa índole.
Mal sabiam que eu estava ligado a uns Serviços Municipalizados.
Contaram e mostraram filmes de tudo.
Era a altura em que diziam não haver transvazes.
Mas o pior de tudo é que onde não há água, produzem as melhores frutas da Península, pêssego, laranja,( aqui a de Setúbal é muito superior, mas é um "cagagésimo")
Lá são toneladas e toneladas de melão, maçã, tomate ... sei lá.
Pagam e bem, a água de regadio e veja-se o preço das frutas ...
Os apoios da CEE e depois da UE, foram para apoiar os agricultores ... aqui desvaneceu-se nos bolsos dos corruptos governantes.
E nem sei quem eram ... (Bem, eram o bloco central, uma espécie de "centralina" que o Sócrates quer erguer ...
Já chega.
Não traduzi o texto propositadamente, pois cerca de 5 minutos depois, como sou assinante, sem pagar do El Pais, recebi a notícia e coloquei-a ...
Bom fim de semana.
Vou navegar à bolina, até fim de Agosto ...
Ainda nem sei o que vou fazer ao blog ...
Talvez desapareça ou não ...
Amigo Xistosa
O problema de Portugal é que nestas coisas enquanto os nossos "governantes" dizem que vão nomear uma comissão para se vir a fazer algo os outros já fizeram enquanto continuamos com mais comissões para estudar os estudos das anteriores comissões e vão absorvendo todos os apoios para a estudada obra.
É certo que o direito internacional sobre as águas dos rios parece não permitir a retenção ou desvio das suas águas, mas Portugal nestas coisas de defesa do território anda a passo de caracol enquanto os outros vão adquirindo direitos (espécie de usucapião) e depois é tarde ao que parece. Esta discussão foi feita, há mais de duas décadas, os seus resultados são estes, invadem-nos com melões, tomates e toda a espécie de hortícolas, ainda por cima trocamos estes produtos pelas terras de regadio do "Alqueva" para maior dependência de Portugal.
Um abraço
Carlos Rebola
Carlos Rebola
Há muitos anos, mas mesmos muitos que a água é desviada.
O rio Segura, que "corta" Múrcia em duas, lembro-me que era um rio de "merda", para falar português vernáculo.
Pior que o Rio Tinto, o Leça, Ave e por quase todos, de Norte a SUL de Portugal.
Os espanhóis receberam subsídios e aplicaram-nos no terreno.
Nós, a parte que não foi ROUBADA, foi gasta em estudos, como o meu amigo diz e depois o que sobrou fizeram-se umas auto estradas.
Sabe que há dois anos, em Múrcia, já vi muitos pescadores de cana na mão, nas pontes pedonais a pescar.
E havia patos e pequenos peixes onde outrora só corria espuma, ora branca, ora negra e um cheiro pestilento.
E é uma cidade de mais de 200.000 habitantes, onde não há água, mas deve ser a cidade espanhola com o maior jardim, que praticamente vai duma ponta a outra da cidade.
Quem os abastece é o Tejo, coms os transvases.
A Câmara, ou Ayuntamiento, (que é do PP), construiu, à revelia do governo, habitações para 32.000 pessoas.
Estão fechadas, porque não há água e o governo não autoriza a ligação.
Nem sei como ficou isto, porque andava em tribunal e sei que o autarca foi corrido ... até do próprio partido no tempo do Aznar.
Dou razão aos espanhóis ... têm a água e vão deixá-la ser poluída com os esgotos das ETARs, ou mesmo directamente, como aqui fazemos.
Acho piada é ás bandeiras azuis que o Porto tem ...
Pulhas e corruptos ... porque o Douro é um sorvedouro de esgotos, até da cidade do Porto, onde gastaram milhões e as Etars estão volta e meia avariadas.
Nem digo mais, porque trabalhei lá 32 anos ... e a podridão nem sequer foi varrida.
Um bom fim de semana, amigo Carlos Rebola.
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