
Lá em baixo
na margem do Cubango
p’rós lados do Cuangar
Carungo João
foi na lavra.
Filho na cacunda
quinda na cabeça
foi na lavra
Carungo João
no Cuando-Cubango
p’rós lados do Cuangar
Carungo João
foi na lavra
procurar mandioca
filho na cacunda
quinda na cabeça
que fome é bicho
roendo, mordendo...
foi na lavra
Carungo João
só encontrou mina
debaixo do pé
as pernas perdeu
e o filho morreu
pequeno, pequenino
na cacunda
de Carungo João
Aiuê, Suku ianguê!
Cacunda - costas.
Aiue, Suku iangue! - ai meu Deus!
NAMIBIANO FERREIRA

4 comentários:
Infezlimente um dos vários flagelos de Angola - as malditas minhas retratado neste tocante poema e nas imagens.
Fatyly
Tenho medo de andar de avião.
Tive uma viagem paga, o ano passado, em Setembro, a Angola, (Luanda).
Ia até Moçâmedes, onde em 1971, tinha primos direitos do meu pai.
Não fui.
As minas anti-pessoais, depois do medo de voar foram mais fortes.
Não estou arrependido.
Talvez ... se não partir ... ainda faça a viagem.
José Torres
Um poema a retratar uma realidade dos nossos!...
Este percebê-lo bem!...
Daniel
daniel
Já me arrepiava em 1969/72.
Enviar um comentário