
NEEMO - NASA Extreme Enviroment Mission Operations, uma sigla que é a realidade dum jogo de palavras com o nome do inesquecível capitão do Náutilos, não é seguramente o local apropriado para pessoas que sofram de claustrofobia.
Já que o mesmo, trata de um complexo subaquático, localizado nas profundidades de Cayo Flores, (ao largo da costa da Florida), desenhado especificamente para simular as condições de vida de uma missão espacial.
Construído durante o ano de 2001, já albergou mais de 13 missões e é parte dum grande legado de treino aquático para astronautas.
De facto, desde há quase duas décadas que a NASA treina os seus astronautas em gigantescas piscinas com o fim de se aclimatarem aos seus trajes ou fatos espaciais.
E já histórica a missão ao Sealab II, de Scott Carpenter, astronauta do Projecto Mercury, que em 1965 simularia com êxito uma viagem ás profundezas do oceano. Não obstante, um dos detalhes mais picaresco, é que os futuros astronautas são denominados de aquanautas, em honra a outra obra de ficção.
A instalação é controlada para a NASA pelo, NURC - Nacional Undersea Center e nos últimos seis anos tem servido de lar a uma infinidade de vida marítima.
Seres que lograram outorgar um aspecto realmente assombroso.
Leia mais aqui:
http://www.pdic.com.br/pdic2005/biblioteca/viversobmar.asp
7 comentários:
José Torres
Quando se julga saber umas coisas, acabamos por nessitar de muitas vidas para aprendermos, que não sabemos nada.
Bem. aqui aprende-se e reflete-se!...
Daniel
Gostei de ficar a saber um pouco mais...embora só de olhar para as fotos fico sem respirar. Adoro o mar, sei nadar mas jamais seria capaz de entrar em programas desses.
O ser humano sempre em busca de mais e mais além "cortina".
Bom dia:)
Daniel
Deparei-me com isto ... nem sabia da existência e há tantos anos.
O que nos mostrou a TV, foram sempre piscinas de treino.
Também aprendi.
Fatyly
Também adoro o mar ... até costumo dizer à m/mulher que a trocava por uma qualquer praia, (não aqui na nossa costa).
Fiz caça submarina, mas nunca me meti em grutas ... falta-me o ar, (e a visão) ...
Cacei muitas moreias na Baía de Luanda, que depois eram comidas na "Mexicana", já nem me recordo do nome onde ficava ...
Nãp tenho saudades, o filme da vida não pára!
Ai sim? caça submarina...um horror e lembro-me de ver uns fuzileiros tremendamente malucos que nas horas vagas faziam pesca submarina junto ao Nuno Álvares (piscina).
Cervejaria Mexicana, bem conhecida pelo que servia e também por alguns desacatos no andar de cima. Normalmente eu saía do serviço, ia até lá fazer tempo para ir buscar o meu pai ao aeroporto (piloto de aviação). Nos últimos anos 73/74/75 nunca mais lá fui, até porque circular tá quieto e havia o recolher obrigatório.
Ainda não sei se existe mas era o primeiro prédio à direita quando saiamos do Largo da Maianga e entravamos na Rua António Barroso a que ia direitinha ao aeroporto de Luanda.
Eu tenho algumas saudades da minha terra vermelha, mas nada que me tire o sono.
Fatyly
Exactamente. Muito bem situada.
Era amigo do dono ... foi-se-me o nome.
Muitas petiscadas fiz lá ...
No andar de cima, atirei-me de cabeça por uma janela, depois duma grande sarafusca.
Como a janela era pequena ou eu na altura estava com falta de visão, a água toldava-nos ... acertei na argola superior, onde encaixava o fecho da janela que era de alto abaixo.
Caí na mesa e parti-a.
Caíram-me em cima ...
Levei a maior coça da minha vida ...
Depois ... até me esqueci do nome do dono ... deu-me mais uns copos de água amarela, não sei se Cuca ou Nocal ... e saí amparado pelo "Menino Jesus" e outro amigo dos fuzileiros.
Fui ao Hospital cozer a cabeça. A sangue frio ... até senti os miolos a saltarem ...
Que tempo aquele ...
Isto foi em 1971, talvez por volta de fins Agosto ou princípio de Setembro.
Mas as recordações já estão embaciadas ...
Gostei daquele tempo.
Teve muito mau, mau, bom e muito bom e é este que recordo e que perdurará.
Certamente que nos cruzámos ... eu era o mais barulhento, não só lá.
Fatyly
Esqueci-me duma coisa.
A caça submarina ou a pesca submarina são a mesma coisa, desde que se ande com uma espingarda própria.
Já na altura não eram autorizadas botijas.
Era á força dos pulmões que se subia e descia, se bem que na cintura levássemos um cintos de chumbos.
Depois tínhamos o bucal para respirar.
Junto ao Nuno Álvares, (já me tinha fugido o nome), vi "apanhar" uma garoupa enorme.
Se tenho sido esperto, tinha-me calhado a mim ...
É um mundo diferente ...
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