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Nos princípios do séc. XIX a família de artesãos, Bronnikov, criaria alguns dos mecanismos artesanais mais espectaculares de todos os tempo.
Radicados na região russa de Viatka, o patriarca da família começou a preocupar-se, ante a grande quantidade de conflitos, com estátuas e outro tipo de peças artísticas feitas em metal, sobretudo em bronze e outros metais preciosos, que eram fundidas com o fim de construir canhões e resolver os esforços bélicos.
Ainda que ironicamente Viatka tenha sido um centro de extracção e processamento de metais, durante o reinado de Czares, esta preocupação levou-o à utilização, (ainda que também exista a crença de que tudo começou como um hobby), de materiais que dada a sua natureza, não fizeram que as suas criações tivessem um fim tão triste.
Passaram-se os anos e Ivan Bronnikov descobriria que as suas criações eram objecto do desejo entre a realeza.
É assim que, efectivamente, dedicaria o seu trabalho, quase completamente, à construção de relógios de madeira, osso e marfim.
De todos os produzidos, a melhor criação seria um relógio de osso de urso, fabricado entre 1865 e 1866, depois da morte de Ivan, pelo seu filho, Semyon, que possuía um enorme talento.
Com os seus 50 mm de diâmetro, esta excelsa criação teria um trabalho monumental, já que inclusivamente as pequenas cadeias de transmissão e rodas do mecanismo, seriam talhadas a partir deste material.
Por sorte, manteve-se intacto até aos nossos dias, junto com cerca de 200 peças produzidas por esta família de artesão.
Imagens tiradas daqui: http://www.worldtempus.com/wt/1/11621/4090
Informação sobre algumas peças:
http://www.worldtempus.com/wt/1/11621/4090
6 comentários:
Relógios...relógios que o meu pai tanto adorava.
Desconhecia e obrigado pelo ensinamento.
Fatyly
Fiz colecção ... dos baratinhos.
Há muitos anos, (ainda estava no activo), vi um relógio de bolso, em ouro.
Fiquei com os olhos nele e quis comprá-lo.
350 contos era muito dinheiro.
Namorei-o mais de meio ano.
Um dia, o dono, num S. João, bebeu demais e deixou o carro numa rua íngreme.
Quando tentou ir para casa, teve que entrar pela porta do lado direito.
Como estava difícil, destravou devagar o carro que tinha calçado com duas pedras.
(O que faz a piela!)
O carro começa a andar e ele na vã tentativa de o parar é atropelado.
Num dos bolsos estava o relógio que ficou amassado e ele com as pernas partidas, uma quase ao nível da bacia.
Nunca mais ficou bom ... nem o relógio, porque tinha duas tampas na frente e duas por trás.
Ficaram empenadas e para compor o relógio era um dinheirão.
Nunca mais quis relógios.
Afinal não foi num S. João. Foi na queima das Fitas, para o caso não interessa.
Tenho algumas coisas engraçadas ...
Acho lindos esses relógios antigos.
E o que aqui escreves xistosa é realmente uma lição.
Um abraço.
Odele Souza
Quando comecei com o blog, era para colocar, anedotas e receitas.
Descobri que colocar aqui receitas, não é assim como eu faço ao cozinhar.
Tenho que colocar os ingredientes, os pesos e medidas.
Não sei ... como faço tudo a "olhómetro", tive que me defender com outros temas.
Vou tentando.
José Torres
Uma grande obra produzida em tempo, quando havia tempo, para os grandes artistas expressarem o seu talento.
Daniel
Daniel
É uma verdade, agora nem tempo há para procriar, quanto mais para criar.
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