.
Sempre tratei de não julgar as pessoas pela sua aparência.
Graças à minha quase experiência de 1º. Ministro, (sim, qualquer badameco pode sê-lo), aprendi que por vezes é necessário desconfiar de uma pessoa prolixamente vestida (bem vestido e bem falante mas vigarista!) e confiar numa outra com a camisa fora das calças.
O pessoal, para o bem ou para o mal, não costuma ser o que aparenta (vale mais ser do que parecer, do que parecer e não ser) e portanto há que ter os olhos bem abertos (um olho no burro e outro no cigano).
Ainda assim, nunca me tinha visto ante um dilema tão completo.
Um zombie apresentou-se no meu local de trabalho a semana passada.
O seu curriculum era inatacável.
Tinha uma grande experiência como encarregado de compras e se não fosse a roupa manchada com sangue e a sua monstruosa forma de caminhar, o seu perfil assentava como uma luva.
Decidi deixar de lado a aparência e dei-lhe uma oportunidade.
Nunca tomei uma decisão tão acertada.
O tipo, digamos que, não é muito rápido, mas é um guru, não há como ver como negoceia bem.
20MAR2011
.


Sem comentários:
Enviar um comentário