.
Para alguém que viveu no passado e especulou sobre as promessas tecnológicas do futuro, é-lhe difícil aceitar o presente.
O meu avô, com as rugas que lhe tapam a cara, franze as sobrancelhas cada vez que sai à rua e não encontra ninguém com um traje prateado, utilizando uma mochila a jacto ou conduzindo um automóvel voador.
- É o ano de 2012?
Onde diabo está o futuro?
Costuma queixar-se com uma mistura de exasperação e desilusão.
Depois dá meia volta, mete-se de novo em casa e levanta a voz para que todos o escutemos:
- Onde diabo se meteu o robot mordomo! remata.
Sem duvida que o meu avô não desconhece as virtudes da telefonia móvel e da internet, mas tais inventos são-lhe indiferentes perante a casa de fim de semana na lua.
.

Sem comentários:
Enviar um comentário