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Estimados terráqueos, lunáticos e marcianos.
Minha estimada Beatriz.
Dizem que ninguém procura o seu par, mas sim que o encontra.
Seja qual for o caso e se está errada esta afirmação, a ver se me ajudas na busca porque isto está cada vez mais complicado.
Isto sim, sem qualquer tipo de pressas, já que qualquer um está bem.
Dou-te algumas pistas:
nem feia nem bonita, nem gorda nem magra, nem loira nem morena.
Que não fume (pelos meus traumas!).
Que beba com moderação, não mais do que sete cervejas ao dia.
Nem muito esperta, nem muito burra, mas que seja livre, crítica e sensual (este último é imprescindível, devido a que a vida já de si é excessivamente séria para ter que aguentar uma chata o resto da vida).
Se estudou antropologia em vez de engenharia, teremos mais coisas em comum, mas aceito qualquer coisa desde que saiba que, Picasso foi um pintor e o bandolim, um instrumento musical e não um habitante duma qualquer região remota chinesa.
Se não come carne, nem carcaças, nem gosta do canibalismo ou da antropofagia, pois melhor, mas se é assim, a coisa põe-se chunga.
Ao menos, digo eu, teremos algum assunto para discutir: ou eu a convenço do bem que faz á saúde uma dieta á base de cenouras, ou ela me convence do requinte de um melão com presunto.
Enfim, a mulher ideal teria que ser mulher, não uma dessas que se disfarçam na pele de mulher e depois comportam-se como um macho árabe.
Não é que tenha nada contra os machos, mas a cada qual o que lhe toque por natureza.
E outra coisa é imprescindível: que goste de olhar o infinito.
Estou cansado das mulheres que passam o dia a olhar para o umbigo, pensando que são as mais estupendas do mundo e acreditando que por serem bonitas, são as mais afortunadas no mundo d@s fei@s.
Se olham para o infinito são capazes de superar os seus problemas egóicos e de passagem explorar outras realidades, o que é afortunado porque a vida apresenta-se cheia de aventuras e distracções amáveis.
No fim, creio que peço o impossível e por isso, à laia de conclusão mais realista, é que continue como estou até que um deus ou um demónio queira operar algum milagre…
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1 comentário:
No infinito está sempre a porta de um banco.
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