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Apaixonava-o
jogar xadrez e transportava sempre, num dos bolsos, um pequeno tabuleiro
portátil com as respectivas peças.
Assim que subiu para o comboio, travou conversa com o companheiro de viagem que ocupava o assento situado em frente ao seu e instou-o a jogar uma partida.
O convidado negou-se.
— Conheço muito pouco, quase nada, do jogo ciência — respondeu-lhe cortesmente.
Então ele insistiu com tanta porfia que conseguiu convencer o renitente viajante.
Iniciou-se a partida.
Como o seu forçado oponente jogasse de forma inusitada, extravagante, perdeu a serenidade, caiu no erro, e ao quarto movimento, deixou um cavalo à mercê das peças inimigas.
O seu adversário, talvez distraído, ia passar ao lado da jogada que o favorecia, mas ele, cavalheirescamente chamou-lhe a atenção.
— Coma o cavalo, disse-lhe, assinalando a peça indefesa.
— O cavalo?
Essa peça é uma cavalo?
Quere que eu o coma?
— Sim.
É imperativo que o coma.
Não quero vantagem. Por favor, coma-o.
— Se o senhor o pede tão ferverosamente…, disse com voz submissa.
Pegou na peça que lhe assinalaram e engoliu-a de um trago.
Nesse instante levantou-se pressuroso, aproveitou a baixa velocidade do comboio, que se acercava de uma estação, saltou para terra e afastou-se em ligeiro trote, relinchando, por uma vereda que seguramente o conduzia a um estábulo por perto.
Assim que subiu para o comboio, travou conversa com o companheiro de viagem que ocupava o assento situado em frente ao seu e instou-o a jogar uma partida.
O convidado negou-se.
— Conheço muito pouco, quase nada, do jogo ciência — respondeu-lhe cortesmente.
Então ele insistiu com tanta porfia que conseguiu convencer o renitente viajante.
Iniciou-se a partida.
Como o seu forçado oponente jogasse de forma inusitada, extravagante, perdeu a serenidade, caiu no erro, e ao quarto movimento, deixou um cavalo à mercê das peças inimigas.
O seu adversário, talvez distraído, ia passar ao lado da jogada que o favorecia, mas ele, cavalheirescamente chamou-lhe a atenção.
— Coma o cavalo, disse-lhe, assinalando a peça indefesa.
— O cavalo?
Essa peça é uma cavalo?
Quere que eu o coma?
— Sim.
É imperativo que o coma.
Não quero vantagem. Por favor, coma-o.
— Se o senhor o pede tão ferverosamente…, disse com voz submissa.
Pegou na peça que lhe assinalaram e engoliu-a de um trago.
Nesse instante levantou-se pressuroso, aproveitou a baixa velocidade do comboio, que se acercava de uma estação, saltou para terra e afastou-se em ligeiro trote, relinchando, por uma vereda que seguramente o conduzia a um estábulo por perto.
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