O VIDEIRINHO

sexta-feira, abril 04, 2014

UTOPIA

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Ontem à noite estive mesmo para atropelar um palhaço. 

Na realidade a culpa não foi de ninguém, ou se foi… 

O palhaço caminhava pela borda do passeio com um pedestal debaixo do braço e, de repente, o pedestal resvalou justamente para a frente do meu carro. 

Instintivamente, tratou de agarrá-lo antes de cair no chão, eu por sorte, consegui travar a tempo: o meu carro ficou a poucos centímetros da sua cabeça. 

Ao ver que não tinha sucedido absolutamente nada, o palhaço levantou os olhos na minha direcção, apoiou-se na ponta do capot e lançou um suspiro de alívio. 


Uma vez recomposto do susto, acercou-se da minha janela, sorriu e fez o gesto de entregar-me uma flor imaginária. 

Eu "apanhei-a" pelo pé e continuei a marcha. 

Foi absurdo, mas fiquei com a flor imaginária na mão durante um momento e depois, fingi deixá-la no porta-copos do tablier. 

Imediatamente surgiu a boazona da minha vizinha do 3º Dto. 

Esfreguei as mãos de contente.

Dei-lhe boleia e notei que se fixava no porta-copos. 

– Bonita flor, disse-me. 

Banzei. 
Não percebi patavina, mas ás vezes, sobretudo com mulherões como aquela, o melhor é isso mesmo: não entender nada.
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2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Ó que diabo! os carros circulam junto do palácio de Belém? ou há palhaços noutro sítio?

Jose Torres disse...

Táxi Pluvioso

Na Rua da Imprensa à Estrela, parece-me que também há um dadivoso governante.
porque nem todos os palhaços se pintam e disfarçam...