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Ontem
à noite estive mesmo para atropelar um palhaço.
Na realidade a culpa não foi de
ninguém, ou se foi…
O palhaço caminhava pela borda do passeio com um pedestal debaixo do
braço e, de repente, o pedestal resvalou justamente para a frente do meu carro.
Instintivamente, tratou de agarrá-lo antes de cair no chão, eu por sorte, consegui
travar a tempo: o meu carro ficou a poucos centímetros da sua cabeça.
Ao ver
que não tinha sucedido absolutamente nada, o palhaço levantou os olhos na minha
direcção, apoiou-se na ponta do capot e lançou um suspiro de alívio.
Uma vez recomposto do susto, acercou-se da minha janela, sorriu e fez o gesto de entregar-me uma flor imaginária.
Eu "apanhei-a" pelo pé e continuei a marcha.
Foi absurdo, mas fiquei com a flor imaginária na mão durante um momento e depois, fingi deixá-la no porta-copos do tablier.
Imediatamente surgiu a boazona da minha vizinha do 3º Dto.
Esfreguei as mãos de contente.
Dei-lhe boleia e notei que se fixava no porta-copos.
– Bonita flor, disse-me.
Banzei.
Não percebi patavina, mas ás vezes, sobretudo com mulherões como aquela, o melhor é isso mesmo: não entender nada.
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2 comentários:
Ó que diabo! os carros circulam junto do palácio de Belém? ou há palhaços noutro sítio?
Táxi Pluvioso
Na Rua da Imprensa à Estrela, parece-me que também há um dadivoso governante.
porque nem todos os palhaços se pintam e disfarçam...
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