
Acolhêmo-los de braços abertos na época em que as nossas mãos entravam e saíam, quase incólumes, dos bolsos.
Os imigrantes contribuíram muito para divulgar a fama de que Portugal era a mais hospitaleira das nações europeias: aqui era bem acolhido todo o mundo, com a condição de que chegassem com uma máquina fotográfica ou uma marmita.
Os nossos hóspedes favoritos tinham que chegar de TGV e avião ou de bateira e batel.
Ou até em transatlânticos ou a pé.
Necessitávamos por igual dos dois tipos de clientes.
Agora as coisas alteraram-se bruscamente: os visitantes ricos escasseiam e os pobres urge enxutá-los.
Nada menos que 35.000 imigrantes estão no desemprego, a que se juntam os nativos, que poderão formar um verdadeiro engarrafamento ás portas do IEFP.

O melhor que podem fazer é ir-se com a mala da música e do suor ás costas.
Aqui já não são necessários, até sobram, mas será da mais elementar cortesia mostrar-lhes a nossa gratidão pelos serviços prestados.
Ao que parece, isso de lhes dizer que tivemos muito gosto em conhecê-los e em explorá-los de acordo com as nossas leis é algo que temos delegado nas obras, nas culturas debaixo de plásticos infernais e nas esquentadas cozinhas.
Tudo isto só demonstra que a imensa maioria dos nossos imigrantes oferecem uma enorme resistência ao calor.

Aguentam o seu e o nosso, a altas temperaturas e além disso, não só suam pouco, como também ganham pouco.
A crise desvalorizou ambas as admiráveis condições laborais já que começa a ter muita concorrência com os nativos e para provar o nosso patriotismo, preferimos que nos lave o solo pátrio uma jovem dos nossos arredores, do que uma brasileira ou africana.
Isto só demonstra que continuamos a ser uns cuidadosos patriotas, desses que não querem a ninguém em concreto, mas que professam um grande amor ao território.
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Os imigrantes contribuíram muito para divulgar a fama de que Portugal era a mais hospitaleira das nações europeias: aqui era bem acolhido todo o mundo, com a condição de que chegassem com uma máquina fotográfica ou uma marmita.
Os nossos hóspedes favoritos tinham que chegar de TGV e avião ou de bateira e batel.
Ou até em transatlânticos ou a pé.
Necessitávamos por igual dos dois tipos de clientes.
Agora as coisas alteraram-se bruscamente: os visitantes ricos escasseiam e os pobres urge enxutá-los.
Nada menos que 35.000 imigrantes estão no desemprego, a que se juntam os nativos, que poderão formar um verdadeiro engarrafamento ás portas do IEFP.

O melhor que podem fazer é ir-se com a mala da música e do suor ás costas.
Aqui já não são necessários, até sobram, mas será da mais elementar cortesia mostrar-lhes a nossa gratidão pelos serviços prestados.
Ao que parece, isso de lhes dizer que tivemos muito gosto em conhecê-los e em explorá-los de acordo com as nossas leis é algo que temos delegado nas obras, nas culturas debaixo de plásticos infernais e nas esquentadas cozinhas.
Tudo isto só demonstra que a imensa maioria dos nossos imigrantes oferecem uma enorme resistência ao calor.

Aguentam o seu e o nosso, a altas temperaturas e além disso, não só suam pouco, como também ganham pouco.
A crise desvalorizou ambas as admiráveis condições laborais já que começa a ter muita concorrência com os nativos e para provar o nosso patriotismo, preferimos que nos lave o solo pátrio uma jovem dos nossos arredores, do que uma brasileira ou africana.
Isto só demonstra que continuamos a ser uns cuidadosos patriotas, desses que não querem a ninguém em concreto, mas que professam um grande amor ao território.
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2 comentários:
Isto já está a mudar, para melhor, eu recebo menos este ano do que no ano passado. Acho que tenho de pagar uma auto-estrada qualquer ou o carro de um ministro.
Eu já previra no post de fim de ano que este será um grande ano para Portugal. Vamos fazer História.
Táxi Pluvioso
Há pessoas com sorte.
Estou reformado e com os "aumentos" anuais estou a receber menos do que há uns anitos quando parti para esta vida...
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