O VIDEIRINHO

terça-feira, janeiro 26, 2010

VAIDADES ???

.


Hidratantes, aftershaves, esfoliantes, anti-olheiras ou pés-de-galinha, revitalizantes, cremes, pomadas, tónicos … a industria de cosmética recrudesce o seu génio para satisfazer um sector que já deixou de ser minoritário.

Vivemos a nova revolução masculina ou trata-se de um mero mecanismo de “sobrevivência” ante as mudanças sociais que se produziram na relação homem-mulher?

Entre todas as teorias que se poderão colocar sobre a mesa, talvez a mais interessante a expor, pela sua predisposição a criar debate é a proposta por uma facção mais feminista na qual propõem (entre outros factores) a incorporação da mulher no mundo do trabalho activo, o seu acesso a postos de responsabilidade e a equiparação dos seus direitos, a todos os níveis, como causas de motivar um sentimento de insegurança no homem, que assim se vê obrigado a repensar um papel masculino assumido durante muito tempo.



Os homens, neste contexto, são vulneráveis e conscientes de que as mulheres estão, mais do que nunca, numa posição e em condições de reclamar o melhor do seu parceiro; agora são eles os que devem estar fantásticos a cada momento, que se devem manter atraentes para elas, cuidar dos seus corpos, dos seus rostos e professar a doutrina da nova religião “Beckhan”, o exemplo da perfeição metrossexual masculina.

Se esta teoria é verdadeira, seria preocupante que a pressão exercida, voluntária ou involuntariamente sobre o homem pela actual e mais do que merecida posição da mulher, não pode provocar mais do que um sentimento feminino de satisfação e inclusivamente uma certa forma de “revanche” histórica:



“boys, isto toca-vos a vocês mesmos e não sentimos nenhuma comiseração porque já tivemos que passar pelo mesmo.

Isto faz-nos pensar se esta incorporação massiva masculina à metrossexualidade não emascara o princípio de um novo tipo de homem, se na verdade estamos perante uma igualdade entre sexos, ou se pelo contrário, só saberemos conviver enquanto algum@ se imponha ao outr@.

.

3 comentários:

JACONIAS DIAS RODRIGUES disse...

Acredito que não há determinismos. Somos seres em construção, e a cada instante podemos direcionar nossa história. Se você escreveu as 20 primeiras páginas do livro de sua vida de forma errada, que tal agora ,passar a escrever a partir da página 21 novos começos!!!

PARABÉNS PELO SEU BLOG. SEUS ESCRITOS NOS FAZ PENSAR SOBRE A DINÂMOCA DA CONSTRUÇÃO DA VIDA.

xistosa, josé torres disse...

JACONIAS DIAS RODRIGUES

Caríssimo
Já deixei uma "carta escrita" em sua "casa".
Obrigado.

Dona Sra. Urtigão disse...

Essa questão da necessidade de homens e mulheres repensarem seus papéis, por mais discutida que seja ( veja,por exemplo o trabalho da Chistina no blog " curiosa identidade
"http://curiosaidentidade.blogspot.com/
na verdade avançamuito pouco. Asmulheres tambem deveriam repensarseus papéis sob as novas luzes conquistadas. Não querer superar ou dominar o outro, mesmo gênero ou não, mas deveriamos todos compartilharda graça da vida, do direito de viver bem.