O VIDEIRINHO

quinta-feira, agosto 06, 2009

SÃO HORAS DE EMALAR AS TROUXAS

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Em certas alturas da vida torna-se-nos muito desagradável fazer as malas e maletas.

É que isso de reunir uns trapitos indispensáveis, faz-nos pensar que quiçá seja a última vez que se congregam no escaparate íntimo do nosso portátil enxoval.

Sempre houve duas atitudes viajantes: a dos que a consideram como uma aventura (trota-mundos ou vagabundo) e a de quem está convencido de que é uma perturbação.

Já pertenci a ambas em diferentes épocas da minha vida.

Em tempos gostava de viajar e agora, quando já não tenho tempo para nada, prefiro ficar quieto.

Ao que mais aspiro, para além de sopas e descanso, é deslocar-me até um sítio onde possa voltar a pé até minha casa.




A Ministra da Saúde, Ana Jorge, que até nos cai muito bem, ofereceu-nos uma incómoda viagem: “há que nos prepararmos para uma situação pior”,
disse, referindo-se à gripe A, que confio que não observe estritamente a ordem alfabética.

A pandemia económica, segundo os “experts” que já demonstraram a sua inexperiência ao não prevê-la, vai mostrar o seu máximo rigor no ano que vem, mas a gripe, coincidência das coincidências, também escolheu o mesmo ano.

Salve-se quem possa.

Ou nos metemos na cama ou não poderemos sair de casa porque não temos um euro e já se sabe que uma pessoa sem dinheiro é um c
adáver que anda.


Há que nos prepararmos para passar as “passas do Algarve”, mesmo que não nos tenhamos deslocado para lá.

Deus aperta, mas não afrouxa.

Não adianta adiantar (é propositada a redundância) acontecimentos desgraçados, se não fosse por mais nada, é que ainda estão para vir.

De momento, as praias registam um colmado ou congestionado até à bandeira, ainda que esta seja de alerta vermelho.

Meteres-te no mar é uma forma de evasão ou fuga.

Pena é que dos sessenta para cima não seja aconselhável molharmo-nos até à barriga.

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2 comentários:

vieira calado disse...

Amigo, Xistosa:

Vou meter-me debaixo d´água, no mar.

Dizem que a gripe H1, não se dá bem em ambientes húmidos.

* Muito catita, também, o seu buraco negro.

É pena que outros (banqueiros e outros trapaceiros) não sejam também encurralados...
com a mão na massa!

Um forte abraço.

Táxi Pluvioso disse...

Isto vai ser bonito. Os azarados morrerão. A ministra não pode fazer mais nada excepto aparecer na TV, porque os portugueses poucas capacidades têm para fazer melhor.