Milhares de atenienses abandonam a sua sagrada cidade, que está ardente.
Se Diógenes fosse vivo, tinha feito o mesmo, já que a sua cidadela, ao contrário da sua lenda, era altamente combustível.
O Governo declarou o estado de emergência e pediu ajuda à União Europeia.
Não seríamos europeus sem aqueles habitantes de Atenas que se puseram a pensar debaixo duma figueira.
Por que sucedem as desgraças?
Em Portugal, volta e meia apanham-se alguns pirómanos encartados.
São loucos que ficam loucamente contentes ao contemplarem as chamas, mas há desditas que se têm que achacar aos deuses, que nos amaram.
Por isso procuramos encontrar culpados para qualquer infortúnio.
O exemplo mais significativo é o do médico de Michael Jackson, que agora é acusado pela morte do génio.
O rei do pop fez o possível por matar-se durante toda a sua vida, mas deitar a culpa para o seu médico de cabeceira, dá descanso a muitos.
A possível detenção do cardiologista, que também é negro, mas sinceramente negro, não como o Michael, que se demitiu da sua epiderme, tem ocupadíssimo o Departamento da Polícia do Condado de Los Angeles.
Há que aclarar como logrou aclarar a pele, aquele portentoso boneco musical.
Como é natural, também se investiga o seu dermatologista de cabeceira.
Milhões de admiradores sentiriam um imenso consolo se pudessem descarregar a culpa em alguém.
O incêndio de Atenas está a iluminar o Partenón e também está sobre investigação a sua causa.
Aceitar a sorte adversa é difícil.
“Que desgraça não pode suportar a desgraça”, disse um grego de antanho, quando ali havia mais filósofos que bombeiros e os volúveis deuses eram muito cuidadosos com os inescrupulosos.
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Se Diógenes fosse vivo, tinha feito o mesmo, já que a sua cidadela, ao contrário da sua lenda, era altamente combustível.
O Governo declarou o estado de emergência e pediu ajuda à União Europeia.
Não seríamos europeus sem aqueles habitantes de Atenas que se puseram a pensar debaixo duma figueira.
Por que sucedem as desgraças?
Em Portugal, volta e meia apanham-se alguns pirómanos encartados.
São loucos que ficam loucamente contentes ao contemplarem as chamas, mas há desditas que se têm que achacar aos deuses, que nos amaram.
Por isso procuramos encontrar culpados para qualquer infortúnio.
O exemplo mais significativo é o do médico de Michael Jackson, que agora é acusado pela morte do génio.
O rei do pop fez o possível por matar-se durante toda a sua vida, mas deitar a culpa para o seu médico de cabeceira, dá descanso a muitos.
A possível detenção do cardiologista, que também é negro, mas sinceramente negro, não como o Michael, que se demitiu da sua epiderme, tem ocupadíssimo o Departamento da Polícia do Condado de Los Angeles.
Michael Jackson - Remember The Time
Há que aclarar como logrou aclarar a pele, aquele portentoso boneco musical.
Como é natural, também se investiga o seu dermatologista de cabeceira.
Milhões de admiradores sentiriam um imenso consolo se pudessem descarregar a culpa em alguém.
O incêndio de Atenas está a iluminar o Partenón e também está sobre investigação a sua causa.
Aceitar a sorte adversa é difícil.
“Que desgraça não pode suportar a desgraça”, disse um grego de antanho, quando ali havia mais filósofos que bombeiros e os volúveis deuses eram muito cuidadosos com os inescrupulosos.
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