
Ainda que digam que é a última que se perde, a esperança também tem prazo de validade.
O presidente Obama, que foi um grande consignatário, voltou a juntar duas palavras terríveis, para justificar o dispersar militar no Afeganistão: “é uma guerra necessária”.
Segundo estudos dos seus estrategas, necessita-se de catorze anos para acabar com a insurgência, que não começou da noite para o dia, ainda que tenha sumido, na obscuridade, muitos milhares de pessoas.
Por certo, nem todas crentes nessa divindade que utiliza diversos pseudónimos.

Washington prevê um desdobramento de 68.000 soldados antes que acabe este ano, também chamado da paz.
Quantos mortos, quantas medalhas, quantos hinos, quantos heróis restam no que resta de Bagdad e no Afeganistão, que celebra ainda as segundas eleições democráticas da sua história?
Quando Jean Cocteau, já velho, via as crianças a brincar na calçada, saudava-os carinhosamente:
- Olá, “mortoszinhos” da próxima guerra!
É a tradição mais antiga da humanidade, matar-se mutuamente.
Ou se está em guerra nalgum sítio ou em vésperas em vários.

Estão sempre a percutir-se os tambores.
Há muito tempo que Mao perguntou para que queríamos a abolição da guerra, já que estava convencido que só se pode aboli-la mediante a mesma.
Para nos livrarmos da escopeta é necessário uma escopeta, disse.
O triste é que agora Obama tenha chegado a idêntica conclusão e fale de “guerra necessária”.
Como soam essas palavras quando se está na praia, na feira ou na bicha para o subsídio de desemprego.
Ao fim e ao cabo, destes locais, volta-se.
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O presidente Obama, que foi um grande consignatário, voltou a juntar duas palavras terríveis, para justificar o dispersar militar no Afeganistão: “é uma guerra necessária”.
Segundo estudos dos seus estrategas, necessita-se de catorze anos para acabar com a insurgência, que não começou da noite para o dia, ainda que tenha sumido, na obscuridade, muitos milhares de pessoas.
Por certo, nem todas crentes nessa divindade que utiliza diversos pseudónimos.

Washington prevê um desdobramento de 68.000 soldados antes que acabe este ano, também chamado da paz.
Quantos mortos, quantas medalhas, quantos hinos, quantos heróis restam no que resta de Bagdad e no Afeganistão, que celebra ainda as segundas eleições democráticas da sua história?
Quando Jean Cocteau, já velho, via as crianças a brincar na calçada, saudava-os carinhosamente:
- Olá, “mortoszinhos” da próxima guerra!
É a tradição mais antiga da humanidade, matar-se mutuamente.
Ou se está em guerra nalgum sítio ou em vésperas em vários.

Estão sempre a percutir-se os tambores.
Há muito tempo que Mao perguntou para que queríamos a abolição da guerra, já que estava convencido que só se pode aboli-la mediante a mesma.
Para nos livrarmos da escopeta é necessário uma escopeta, disse.
O triste é que agora Obama tenha chegado a idêntica conclusão e fale de “guerra necessária”.
Como soam essas palavras quando se está na praia, na feira ou na bicha para o subsídio de desemprego.
Ao fim e ao cabo, destes locais, volta-se.
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2 comentários:
Amigo Zé Torres:
A História do Mundo é a História da pulhice humana.
Por isso (e porque acabo de ler noutro blog), vá preparando as cervejolas e não leia mais que a data dos jornais.
Só dizem o que já sabemos: PULHICE!
Um forte abraço
Vieira Calado
Agora subi na vida.
Deixei as cervejolas e só compro aqueles barris de 5 litros.
Dão menos trabalho do que estar sempre a puxar a patilha da lata ou tirar a carica da garrafa.
Temos que evoluir.
Já agora que o resultado seja 0-1.
Mas repare que já há c(ó)linho ...
Um abração.
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