O VIDEIRINHO

segunda-feira, agosto 24, 2009

ESPIÕES

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Não é necessário ir a nenhuma escola ou academia para se obter a carta de espião.

Até é dada aos surdos, com a condição de que para além de duros de ouvido, sejam duros de coração e tenham muita paciência.

O “Público” denunciou escutas ou miradas ilegais na Presidência da República, mas em vez de denunciá-las haveria que compadecer-se desses seres.

Em que estado mental pode ficar alguém cuja jornada de trabalho consiste em aplicar a orelha e não perder pitada dumas palavras que se trocam, ou dumas imagens que se lobrigam?

O mau é que entrem por um ouvido e saiam pelo outro, ou que seja visto de esguelha e nada fique gravado.






Alfinetar telefones e ter miragens mirabolantes é duma péssima educação e além do mais é uma tarefa inútil.

Os nossos políticos são geralmente muito loquazes e quando não têm nada que fazer dedicam-se a fazer declarações, mesmo que em pensamento.

Tendem a expressar-se com pouco recato e todos sabemos que confundem “ter ideias” com adscreverem-se a uma ideologia para que foram feitos.

Que salário terão estes espiões com auriculares e câmaras fotográficas minúsculas, especialistas em escutarem e verem o alheio, por alto ou por baixo?

Escutar os ditames dos assessores a botarem faladura e a fazerem adivinhações sobre o futuro deste rectângulo, (para um partido político), até que sejam substituídos por uma vacina da gripe A.



A Organização Mundial de Saúde prevê que o fármaco chegue em Setembro, que está por baixo da árvore do tempo, mas a urgência do caso clínico fará com que não tenha sido testado.

Como nos cairá essa “fisgada”?

Talvez que nalguns casos não seja necessário despentearem-nos.

Desconhecem-se ainda os seus efeitos adversos, mas suspeita-se que os mais velhos e as crianças, podem correr um grande risco.

Tão grande que pode ser o último.

Talvez fosse conveniente realizar um ensaio geral e vacinar antes, os espiões mirones ou telefónicos, para ver como lhes assenta a picada.

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