
Não é necessário ir a nenhuma escola ou academia para se obter a carta de espião.
Até é dada aos surdos, com a condição de que para além de duros de ouvido, sejam duros de coração e tenham muita paciência.
O “Público” denunciou escutas ou miradas ilegais na Presidência da República, mas em vez de denunciá-las haveria que compadecer-se desses seres.
Em que estado mental pode ficar alguém cuja jornada de trabalho consiste em aplicar a orelha e não perder pitada dumas palavras que se trocam, ou dumas imagens que se lobrigam?
O mau é que entrem por um ouvido e saiam pelo outro, ou que seja visto de esguelha e nada fique gravado.

Alfinetar telefones e ter miragens mirabolantes é duma péssima educação e além do mais é uma tarefa inútil.
Os nossos políticos são geralmente muito loquazes e quando não têm nada que fazer dedicam-se a fazer declarações, mesmo que em pensamento.
Tendem a expressar-se com pouco recato e todos sabemos que confundem “ter ideias” com adscreverem-se a uma ideologia para que foram feitos.
Que salário terão estes espiões com auriculares e câmaras fotográficas minúsculas, especialistas em escutarem e verem o alheio, por alto ou por baixo?
Escutar os ditames dos assessores a botarem faladura e a fazerem adivinhações sobre o futuro deste rectângulo, (para um partido político), até que sejam substituídos por uma vacina da gripe A.

A Organização Mundial de Saúde prevê que o fármaco chegue em Setembro, que está por baixo da árvore do tempo, mas a urgência do caso clínico fará com que não tenha sido testado.
Como nos cairá essa “fisgada”?
Talvez que nalguns casos não seja necessário despentearem-nos.
Desconhecem-se ainda os seus efeitos adversos, mas suspeita-se que os mais velhos e as crianças, podem correr um grande risco.
Tão grande que pode ser o último.
Talvez fosse conveniente realizar um ensaio geral e vacinar antes, os espiões mirones ou telefónicos, para ver como lhes assenta a picada.
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Até é dada aos surdos, com a condição de que para além de duros de ouvido, sejam duros de coração e tenham muita paciência.
O “Público” denunciou escutas ou miradas ilegais na Presidência da República, mas em vez de denunciá-las haveria que compadecer-se desses seres.
Em que estado mental pode ficar alguém cuja jornada de trabalho consiste em aplicar a orelha e não perder pitada dumas palavras que se trocam, ou dumas imagens que se lobrigam?
O mau é que entrem por um ouvido e saiam pelo outro, ou que seja visto de esguelha e nada fique gravado.

Alfinetar telefones e ter miragens mirabolantes é duma péssima educação e além do mais é uma tarefa inútil.
Os nossos políticos são geralmente muito loquazes e quando não têm nada que fazer dedicam-se a fazer declarações, mesmo que em pensamento.
Tendem a expressar-se com pouco recato e todos sabemos que confundem “ter ideias” com adscreverem-se a uma ideologia para que foram feitos.
Que salário terão estes espiões com auriculares e câmaras fotográficas minúsculas, especialistas em escutarem e verem o alheio, por alto ou por baixo?
Escutar os ditames dos assessores a botarem faladura e a fazerem adivinhações sobre o futuro deste rectângulo, (para um partido político), até que sejam substituídos por uma vacina da gripe A.

A Organização Mundial de Saúde prevê que o fármaco chegue em Setembro, que está por baixo da árvore do tempo, mas a urgência do caso clínico fará com que não tenha sido testado.
Como nos cairá essa “fisgada”?
Talvez que nalguns casos não seja necessário despentearem-nos.
Desconhecem-se ainda os seus efeitos adversos, mas suspeita-se que os mais velhos e as crianças, podem correr um grande risco.
Tão grande que pode ser o último.
Talvez fosse conveniente realizar um ensaio geral e vacinar antes, os espiões mirones ou telefónicos, para ver como lhes assenta a picada.
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