
Segundo rezam os cânones gestuais, quando um parlapatão ou parlapatona fala ao telemóvel e, ao mesmo tempo olha fixamente para o taxista (através do espelho retrovisor), indica que o está a autorizar a escutar parte da conversação.
Será assim?
Recordo-me, de nos meus tempos de taxista (não de tachos rsss, rsss, rsss, é que já reencarnei) uma dama de belíssimo recorte e aspecto muito cuidado, falava com a sua interlocutora de porcos, que é o que são todos os homens, dizia ela, enquanto me observava, procurando a minha cumplicidade (ou talvez o meu enrubescer).

A lógica levou-me a deduzir que, se os homens são uns porcos e eu sou homem, ao olhar-me estava a incluir-me na sua “manada” particular.
– Querida, tens quase quarenta “tacos” e o puto vinte e dois, não é verdade?
Está a divertir-se contigo e tu aí, enamorada como uma tonta … apresenta-se em tua casa quando lhe dá na real gana, dá-te uma queca e marcha … que vive com os pais? … que não pode ficar e dormir contigo? … és idiota? …
Olha!
Esquece-o.
A dama continuou a olhar-me, erguendo as sobrancelhas para que eu não perdesse o fio á meada, o mesmo que, aos seus comentários.

- Parece-me incrível que numa altura destas ainda não tenhas aberto os olhos e dado conta de tudo … todos os homens são uns porcos, insensíveis, mentirosos …, esse menino só te quer “papar” … bom … estou a chegar … depois falamos com mais calma … adeus …
Mandou-me parar na esquina mais próxima, acrescentando:
- É certo: sois todos uns mentirosos.
Tenho pena por si, porque não o conheço.
Quanto devo?
– Setenta e seis euros e sessenta cêntimos.
– Mas só marca três euros e oitenta cêntimos, disse-me surpreendida.
– OK, menti-lhe …

Como também posso encarnar ou incarnar (deixo ao livre arbítrio de cada um a escolha mais acertada) num ser que tudo controla, tipo um pequeno deus, aqui na Terra, eis-me esplendecente:
As mulheres pensam que todos os homens são uns ….
Os homens crêem que todas as mulheres são umas ….
Aliás, a mulher não pode viver sem o homem e vice-versa:
Mas, palavra de honra, que jamais pensei que um puzzle de duas únicas peças fosse tão difícil de resolver!
.
Será assim?
Recordo-me, de nos meus tempos de taxista (não de tachos rsss, rsss, rsss, é que já reencarnei) uma dama de belíssimo recorte e aspecto muito cuidado, falava com a sua interlocutora de porcos, que é o que são todos os homens, dizia ela, enquanto me observava, procurando a minha cumplicidade (ou talvez o meu enrubescer).

A lógica levou-me a deduzir que, se os homens são uns porcos e eu sou homem, ao olhar-me estava a incluir-me na sua “manada” particular.
– Querida, tens quase quarenta “tacos” e o puto vinte e dois, não é verdade?
Está a divertir-se contigo e tu aí, enamorada como uma tonta … apresenta-se em tua casa quando lhe dá na real gana, dá-te uma queca e marcha … que vive com os pais? … que não pode ficar e dormir contigo? … és idiota? …
Olha!
Esquece-o.
A dama continuou a olhar-me, erguendo as sobrancelhas para que eu não perdesse o fio á meada, o mesmo que, aos seus comentários.

- Parece-me incrível que numa altura destas ainda não tenhas aberto os olhos e dado conta de tudo … todos os homens são uns porcos, insensíveis, mentirosos …, esse menino só te quer “papar” … bom … estou a chegar … depois falamos com mais calma … adeus …
Mandou-me parar na esquina mais próxima, acrescentando:
- É certo: sois todos uns mentirosos.
Tenho pena por si, porque não o conheço.
Quanto devo?
– Setenta e seis euros e sessenta cêntimos.
– Mas só marca três euros e oitenta cêntimos, disse-me surpreendida.
– OK, menti-lhe …

Como também posso encarnar ou incarnar (deixo ao livre arbítrio de cada um a escolha mais acertada) num ser que tudo controla, tipo um pequeno deus, aqui na Terra, eis-me esplendecente:
As mulheres pensam que todos os homens são uns ….
Os homens crêem que todas as mulheres são umas ….
Aliás, a mulher não pode viver sem o homem e vice-versa:
Mas, palavra de honra, que jamais pensei que um puzzle de duas únicas peças fosse tão difícil de resolver!
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1 comentário:
Mas que código é este, parece língua de demo, e não de Deus.
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