O VIDEIRINHO

quinta-feira, julho 08, 2010

SOPAS PARA POBRES

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Mourinho -“Mou” para os amigos, ainda que, pelo que me é dado saber, não tenha muitos – vai ganhar dez milhões de euros por temporada.

Ou seja, 27.397 € por dia.

Ou se o preferirem, 1141 € por hora – por todas as horas, incluindo aquelas que dedique a dormir, a “transar”, a tomar banho ou fazer outras porcarias no WC, ou até a fazer os deveres com os seus filhos -.

Converter-se-á, assim, num miliar por hora.

Tudo isto depois do Real Madrid ter pago a cláusula de rescisão – terão sido os dezasseis milhões? -.

Vá-se lá saber.

Neste momento, dado que tenho andado um pouco ausente, não sei se Dominique Strauss-Kahn, o presidente do FMI, terá chamado Florentino Pérez ou se mandou puxar-lhe as orelhas, exigindo contenção nestes momentos difíceis que atravessamos.

Se não o fez, estou certo de que o fará de imediato logo que leia isto.


Do mesmo modo, tenho a certeza de que os mercados financeiros, começando pelo maior banco espanhol, o Santander e a maior caixa de aforro do país vizinho, a Caja Madrid – patronos do patrão do Real Madrid), vão retirar de imediato a sua confiança ao clube merengue, com o pânico instalado quanto ao futuro e vão encarecer os encargos financeiros, quiçá até limites insuportáveis.

Joaquin Almunia, Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e o mexicano Angel Gurria, Presidente da OCDE, tenho a certeza que intervirão de imediato para pedir rigor orçamental e uma reforma para a sua política laboral, tanto mais que chutou, sem qualquer consideração, o Guti, com um “saco de caramelos” na mão.

É possível que Obama talvez não se decida a telefonar a Florentino, mas fá-lo-á quando se confirmarem as contratações de Di Maria e de Maicon, por outra quantidade desmesurada e milionária.



E se lhe juntarmos David Luís, ou Ribéry, ou outra estrela semelhante, não estranharia que enviassem Hillary Clinton ou o vice-presidente Biden para resolver o conflito pessoalmente.

A imprensa está implacável dedicando há vários dias a delapidação de dinheiro, a imoralidade destas cifras nos tempos que correm e, sem dúvida, acicatados pela emulação dos adversários.

Mas o que mais expectativas me alimenta e desperta, é ver a reacção dos cidadãos, do povo.

Não tenhamos dúvidas de que os sócios do Real Madrid, os primeiros prejudicados, debandarão em grande número do clube, indignados ante a política do esbanjamento e luxo incrementada pelo seu presidente.

Parece-me que a maioria são reformados, desempregados, jovens miliares (por mês, não por hora), operários e, não poderão aceitar, esta sumptuosidade despudorada.




Será que a “debandada” se acolitará no Atlético de Madrid?

u no vizinho Alcorcón?

Haverá distúrbios no Santiago de Bernabéu e incendiarão o estádio?

Será uma ocasião irrepetível para a imprensa e fotógrafos e a altura de indagarem o fundo do coração humano: trabalhadores decepcionados, donas de casa furibundas, estudantes raivosos, anciãos lacrimejantes queimando o cartão de sócio ao fim de cinquenta anos de fidelidade.

Poder-se-á escarafunchar as contradições da alma humana: a emoção de umas cores contraposta à sensatez de uma política.

Ouvi uns zunzuns sobre uma leve abordagem ao televisivo psicólogo Paulo Sargento …

Talvez tenha chegado o momento fulcral de dizer, BASTA!!!

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3 comentários:

Carmem disse...

Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

Bjus

Táxi Pluvioso disse...

Momentos difíceis é uma força de expressão para levar o pobre a pagar.

Anónimo disse...

Aprendi muito