O VIDEIRINHO

sexta-feira, julho 23, 2010

ILAÇÕES DO MUNDIAL 2010 – (Parte II)

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…CONTINUAÇÃO


Polvo alemão

Que outra coisa podes fazer com três pénis?

Pois, rir-te!

Mas divago; falava como Paul se converteu num fenómeno mediático.

Demencial.

Tratemos de nos confinar à realidade de que comer polvo à lagareiro, nunca mais voltará a ser o mesmo e interroguemo-nos: dissolveu-se-nos o cérebro?

Proponho-vos um exercício: experimentem repetir as palavras “Polvo Adivinho” como se fossem um sortilégio.

Seguramente que nalgum momento do mantra se acenderá uma lâmpada, caem em si e dão conta que algo falha e notam como a racionalidade volta a crescer debaixo do couro cabeludo.

O truque é velho e serve para derrubar outros silogismos risíveis, como por exemplo, “Paulo Portas” a presidente (seja lá do que for).


Polvo português


Em síntese, os psiquiatras podem ser os grandes beneficiados do Mundial.

Porque estamos todos como umas maracas.

Só os perturbados nos enzampam com discussões exasperantes sobre a vida e obra de Sara Carbonero ou de um qualquer político.

Uma dose mínima de lunatice é também necessária para traçar paralelismos tão estreitos entre futebol e política.

O que é isso de que os futebolistas são um modelo de conduta?

Supostamente que Casillas foi impulsivo, em directo, para todo o mundo.

Ronaldo também o foi, mas pelo lado mais negro.

A NBA está “encharcada” de estrelas que participam em elogiáveis projectos solidários e despencadas lutas de galifões.

Foi o que sucedeu com Gilbert Arenas que deu origem à descoberta de que uma exagerada percentagem desses jogadores possuem armas de fogo.



O desporto e especialmente o futebol oferecem uma imagem enviesada dos seus heróis.

Ampliar o foco pode acarretar decepções se não consultam bibliotecas.

Assim, desenganemo-nos e não queiramos parafrasear Spengler dizendo que é um pelotão de futebolistas que salva in extremis a civilização.

Porque Ronaldo está com o filho, Casillas com os beijos e não serão, nunca, eles que vão ajudar a encontrar trabalho, a pagar a casa nem a unires-te com as coelhitas Playboy.

Certo, certo, é que cego pelo futebol, fiz uma promessa.

Agora, se tiver um neto, terei que utilizar todos os meus argumentos para que lhe coloquem o nome de “Polvo Paul”.

Tenho amigos que são testemunhas.

É aqui que extraio a lição mais valiosa e profunda do Mundial: convém evitar juramentos desesperados nos instantes de máxima tensão.

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