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… Continuação
A Organização Mundial de Saúde e os grupos católicos e cristãos, consideram-na contrária á ética e aos seus respectivos credos.
O cerne da questão estriba em que nenhum mortal pode ser privado da sua vida sem o seu consentimento pessoal.
Esta doutrina suscita problemas de diversa índole como sucede quando o paciente não está em condições de pensar por si mesmo.
Quem, então, decide pelo moribundo?
Certamente que ao médico não se pode atribuir essa faculdade.
No mundo católico o actual papa (quando era cardeal), numa carta ao arcebispo de Washington clarificava (sob o seu ponto de vista) o tema:
“... Pode ser uma legítima diversidade de opinião, mesmo entre os católicos de ir ou não para a guerra ou para aplicar a pena de morte, mas nunca em relação ao aborto e eutanásia".
Mediante isto, o que dizer desta atitude castradora do pensamento individual?
Os argumentos apresentados pelos defensores da morte digna é que se deve evitar o “encarniçamento terapêutico ou a inclemência terapêutica”, e o dos seus opositores é que ninguém está habilitado para antecipar a morte, porque ninguém é dono da vida alheia e ninguém sabe o que pode ocorrer no caminho.
O que fazer então?
Tão-pouco mo perguntem porque não posso raciocinar por cada um de vós e cada um tem a sua própria consciência.
O que sim, posso lhe afirmar, é que não desejaria estar na pele de nenhum dos actores nem dos familiares e sinto compaixão por todos eles.
Eu, que, peremptoriamente, sou um defensor acérrimo e intransigente da eutanásia e (ou) do suicido assistido (mesmo que só seja aplicada ao meu moribundo canastro e... os outros moribundos, que respondam por eles)!
E ainda mais.
Para completar o meu fracasso nestas especulações, nos últimos tempos surgiu-me outra incógnita.
Supondo que o corpo humano não é mortal, como é que viveríamos neste planeta, a eternidade?
Que faríamos?
Pensem bem.
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2 comentários:
Por acaso até sou contra a eutanásia. Como acho que não existe nem Céu, nem Inferno, logo não existe um lugar onde as pessoas sejam julgadas pelo que fizeram, assim têm de pagar neste mundo, antes de o abandonar.
Táxi Pluvioso
Pagar?
Pagar?
Já não chega o que os políticos nos esbulham em vida e depois de mortos, até IRS pagamos, ou pagam os herdeiros, para não falar nas outras alcavalas.
Nem depois de mortos deixamos de contribuir...
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