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Procuremos desculpas.
Achaquemos a culpa a uma quarta dimensão.
Ante a falta de equilíbrios, Power Balance.
Torneiras com filtros de iões para purificar a alma.
Moedas da sorte, amuletos, medalhas de ouro (o cobre está muito mal visto).
E no topo os teus bifidus activos.
E não te esqueças de colocar velas à virgem da, (do, de)..., escolhe a tua, para o próximo EuroMilhões, ou sorteio da lotaria da Páscoa ou do próximo Natal (que é sempre uma barrigada).
A casualidade e as leis da probabilidade não existem se realmente tens fé na tua virgem.
As matemáticas, como bem sabes, são coisas de ateus.
E não entornes sal, que traz má sorte: se suspendes esse exame ou cais da bicicleta, lembrar-te-ás daquela graça.
E rezemos pela enfermidade do meu Felismino.
Caso se salve, prometo percorrer 100 quilómetros de joelhos.
Se morrer, denunciarei o serviço médico.
Ontem fui testemunha de um acidente entre tantos.
Um táxi passou um STOP e colidiu contra outros dois carros.
Quando me acerquei para lhes prestar ajuda, chamou-me a atenção um autocolante que levava o próprio táxi na porta da mala.
Rezava:
“Eu conduzo. Cristo guia-me”.
Chama-o, se queres, paradoxo!
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1 comentário:
Cristo não renovou a carta.
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