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As tuas mamas provocam-me ansiedade.
Saber que posso e poderei tocá-las quando queira, ainda a meio da noite, ou estando tu no escritório e eu dando voltas com o meu táxi e num dado momento possa chamar-te e dizer-te:
- “Necessito que desças do escritório nos próximos dez minutos para te apalpar as mamas.
Espero-te no mesmo local de sempre”, e tu que o faças, divertida.
Tudo isto produz-me ansiedade.
E também que me olhes a boca.
Que eu te fale enquanto tu me olhas a boca.
E depois me fales e eu te olhe a boca, e depois tu a mim, e eu a ti, como que, os dois, a jogar ténis, do verbo ter.
Ou quando me escondo nas tuas costas e abro caminho entre o teu cabelo usando o nariz, movendo o nariz entre o teu cabelo até atingir a tua nuca, até notar o calor da tua nuca.
Não sabes quanta ansiedade me produz isso.
E pensar no futuro.
Pensar que o meu futuro será metade do teu.
Pensar noutra casa maior, com mais quartos e visitas ao interior do teu mundo, em comprar um táxi novo com assentos Isofix e sem espelhos e essas noites de insónia quando a minha cabeça se converte numa folha do Excel com a sua coluna do Deve, com o seu Haver de onde o saco, com o seu Saldo negativo e o amanhã só Deus o dirá.
E os versos que deixei por escrever, e tu cantares-mos, e esses centos de relatos pendentes que inventámos juntos, e viajar contigo até Manchester, e beijar-te sem língua, numa fábrica vazia.
Tudo isto produz-me ansiedade.
E quando tenho ansiedade, fumo.
Saber que posso e poderei tocá-las quando queira, ainda a meio da noite, ou estando tu no escritório e eu dando voltas com o meu táxi e num dado momento possa chamar-te e dizer-te:
- “Necessito que desças do escritório nos próximos dez minutos para te apalpar as mamas.
Espero-te no mesmo local de sempre”, e tu que o faças, divertida.
Tudo isto produz-me ansiedade.
E também que me olhes a boca.
Que eu te fale enquanto tu me olhas a boca.
E depois me fales e eu te olhe a boca, e depois tu a mim, e eu a ti, como que, os dois, a jogar ténis, do verbo ter.
Ou quando me escondo nas tuas costas e abro caminho entre o teu cabelo usando o nariz, movendo o nariz entre o teu cabelo até atingir a tua nuca, até notar o calor da tua nuca.
Não sabes quanta ansiedade me produz isso.
E pensar no futuro.
Pensar que o meu futuro será metade do teu.
Pensar noutra casa maior, com mais quartos e visitas ao interior do teu mundo, em comprar um táxi novo com assentos Isofix e sem espelhos e essas noites de insónia quando a minha cabeça se converte numa folha do Excel com a sua coluna do Deve, com o seu Haver de onde o saco, com o seu Saldo negativo e o amanhã só Deus o dirá.
E os versos que deixei por escrever, e tu cantares-mos, e esses centos de relatos pendentes que inventámos juntos, e viajar contigo até Manchester, e beijar-te sem língua, numa fábrica vazia.
Tudo isto produz-me ansiedade.
E quando tenho ansiedade, fumo.
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