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O que fazer quando a tua vida está voltada do avesso?
Quando nada está no seu sítio?
Quando o teu mundo se retorceu sobre si mesmo até quase desaparecer?
Quando nem tu mesma sabes o que és e o que eras?
Que se pode fazer?
Improvisar, esta é a resposta.
Improvisar e tentar passar o dia sem pensar em tudo aquilo que te faz sofrer em cada minuto como se fosse o mais eterno dos infernos.
Mas a improvisação tem os seus perigos.
Não há guião.
Não há princípios.
Não há planos para o futuro.
Nem objectivos.
O teu mundo converte-se num caos onde qualquer coisa pode acontecer.
Onde podes ser qualquer personagem excepto tu mesma.
Porque TU tinhas guião, princípios, objectivos e futuro.
Agora é tudo incerto.
Novo.
E por isso mesmo, deverá tratar-se de uma aventura excitante.
Mas a ti parece-te terrivelmente aterradora.
Tentemos pois viver assim.
Tentemos fazer como tantos outros.
Deixa de pensar, esse será o começo desta nova aventura.
Só actuar.
Por instinto… de sobrevivência, suponho… ou tratar-se-á na realidade de uma péssima intenção de procurar a felicidade perdida?
Não sei bem… mas se fosse assim, não tentaria procurá-la da mesma maneira que a encontrei a última vez?
Seria o mais sensato… no entanto para que isso fosse possível teria que ser a mesma pessoa de então, o meu mundo deveria ser o de antes, mas… realmente sou a mesma?
Pode ser que em essência continue a sê-lo e que algum dia volte a aproximar-me de mim mesma de novo, mas hoje por hoje… sou diferente, estou ferida, destroçada no mais íntimo... mudei, ainda que não saiba como nem quanto, não sou objectiva para poder quantificá-lo, mas é seguro que mudei.
Mas a ti parece-te terrivelmente aterradora.
Tentemos pois viver assim.
Tentemos fazer como tantos outros.
Deixa de pensar, esse será o começo desta nova aventura.
Só actuar.
Por instinto… de sobrevivência, suponho… ou tratar-se-á na realidade de uma péssima intenção de procurar a felicidade perdida?
Não sei bem… mas se fosse assim, não tentaria procurá-la da mesma maneira que a encontrei a última vez?
Seria o mais sensato… no entanto para que isso fosse possível teria que ser a mesma pessoa de então, o meu mundo deveria ser o de antes, mas… realmente sou a mesma?
Pode ser que em essência continue a sê-lo e que algum dia volte a aproximar-me de mim mesma de novo, mas hoje por hoje… sou diferente, estou ferida, destroçada no mais íntimo... mudei, ainda que não saiba como nem quanto, não sou objectiva para poder quantificá-lo, mas é seguro que mudei.
Uma vez, há muito tempo, alguém me disse que eu era a pessoa mais feliz que tinha conhecido na sua vida… não sei se agora pode dizer o mesmo… e não sei se o poderá dizer nalgum momento.
E o meu mundo?
Já nem sequer é meu.
É absolutamente diferente, não o reconheço no mais ínfimo, a vida que levo sem ele não é a mesma, tudo mudou e o que permaneceu estático vi-me obrigada a deitá-lo abaixo para sobreviver…
E esta nova vida, de mãe solteira (nego-me a chamar-me a mim mesma viúva) faz-me sentir perdida, desfasada, inclusive antiquada!!!
Como se desde a juventude até agora tivessem passado diversas gerações.
Agora para adaptar-me tenho que reinventar-me, o pior é que não sei em quê ou como quero ser.
E o meu mundo?
Já nem sequer é meu.
É absolutamente diferente, não o reconheço no mais ínfimo, a vida que levo sem ele não é a mesma, tudo mudou e o que permaneceu estático vi-me obrigada a deitá-lo abaixo para sobreviver…
E esta nova vida, de mãe solteira (nego-me a chamar-me a mim mesma viúva) faz-me sentir perdida, desfasada, inclusive antiquada!!!
Como se desde a juventude até agora tivessem passado diversas gerações.
Agora para adaptar-me tenho que reinventar-me, o pior é que não sei em quê ou como quero ser.
Bem… façamos uma lista de coisas que nunca faria, coisas que gostaria de fazer e que quiçá não fiz por mil motivos diferentes, façamos uma lista de fantasias, anseios e desejos que não levei à prática porque “eu sou assim”… façamo-lo… vejamos quem sou agora.
Descartarei só aquilo que uma vez provado não tenha gostado, dessa maneira verei como quero que seja o meu futuro.
Esse futuro que sem me aperceber estou a construir e convertendo-o em presente.
O único princípio iniludível é não prejudicar os demais, o resto está permitido neste novo mundo desconhecido.
Vai ser uma aventura… espero.
Comecemos.
Descartarei só aquilo que uma vez provado não tenha gostado, dessa maneira verei como quero que seja o meu futuro.
Esse futuro que sem me aperceber estou a construir e convertendo-o em presente.
O único princípio iniludível é não prejudicar os demais, o resto está permitido neste novo mundo desconhecido.
Vai ser uma aventura… espero.
Comecemos.
17FEV2012
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