
Uma das grandes preocupações de muitas pessoas é a relação que existe entre o amor e o sexo.
Há quem seja de opinião, que é perfeitamente possível separá-los, enquanto que para outros, a dita separação não é possível, nem tão-pouco desejável.
É um tema com tantas implicações e segredos que é conveniente ir por partes e destacar alguns aspectos.
Em primeiro lugar, resulta necessário criar um contexto para uma exploração.
Os alcances da sexualidade são imensos e muitas vezes insuspeitados e imprevistos.
Tanto que, em bastantes ocasiões a compreensão que se tem do termo "sexo", resulta algo confusa e vaga.
Se tivermos em conta os múltiplos tabus a que tem estado sujeito o sexo, não devemos surpreendermo-nos.
Em termos gerais, o conceito que a gente tem do sexo varia, dependendo da idade, da educação, da cultura, do ambiente familiar, da experiência …
A idade é um factor que tende a influir no que respeita ao conceito que se tem do sexo.
Assim mesmo, pode também influir nas atitudes que provoca ou gere.
De facto, a idade ás vezes utiliza-se como razão para explicar uma certa intolerância ou incompreensão para o sexo e a sexualidade.
Isto é, a maior idade, supostamente, maior intolerância.
Isto nem sempre será assim, recordando com muito carinho longas conversas que têm grupos de pessoas muito mais velhas, que com a sua graça e calma, dão lições de tolerância e vontade de desfrutar do sexo e da vida.
E estou a falar de pessoas com mais de 70 anos, tanto homens como mulheres.
Os factores da educação e da cultura estão estreitamente relacionados.

Vivemos numa cultura fortemente influenciada pelo legado judeu-cristão.
Todos sabemos o que isto significa.
É o mesmo que dizer que, durante séculos considerou-se o sexo como o cumprir da função de procriação e pouco mais.
Ainda que este tipo de mensagem esteja a modificar-se e, de facto, existe uma maior liberdade, a sombra do pecado e a culpa, inconscientemente, pode tornar-se um peso para algumas pessoas.
A educação, por sua parte, tende a realizar-se num contexto cultural.
Assim, é verdade que muitas pessoas intentaram centrar-se nos aspectos positivos da actividade sexual.
Podem contemplar o sexo como algo prazenteiro ou aprazível e divertido, como uma oportunidade para se acercar do parceiro e criar maior intimidade.
Sem duvida, como já sugeri antes, inconscientemente as pessoas já assimilaram uma série de "ordens" negativas no que respeita ao sexo.
No fundo e muitas vezes sem se dar conta, uma das mensagens que se continuam a propagar é que o sexo é algo perigoso e que temos de evitá-lo.
Por tudo isto, não é de surpreender que em certas ocasiões não se saiba muito bem o que engloba o sexo e o lugar que tem a afectividade em tudo isto.
Em que acreditas que se deva tanta confusão no que respeita ao sexo?
Por que algumas pessoas sofrem em silêncio as suas dúvidas no que respeita à sexualidade?
Que factores acreditas que influem na concepção que cada um tem do sexo e do amor?
O que é para ti o sexo?
1 comentário:
Já falei uma vez sobre isto.
Os mais novos, a maior parte, acham que os pais são assexuados
Daí é um salto pequeno para acharem que na Idade Maior, não há sexo.
Os homens têm um medo do caraças, da andropausa, esquecendo que a sexualidade é todo um mundo por descobrir.
às mulheres foi-lhes ensinado que com a menopausa, diminui o prazer....o que é a maior mentira inventada até hoje
Mistura tudo e vê lá a caldeirada de confusões que não sai daí.
A afectividade, para mim, é fundamental no sexo, em qualquer acto sexual, em qualquer idade.
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