Delinquências
orgias tais,
de pagãos rituais,
inconstantes
sem fé,
que nos embriagam,
quando os corpos expostos
se acariciam
em desejos carnais,
imorais.
Insanidades, ou sofreguidão,
que nos levam à loucura,
porque esta fúria,
de tanto nos querermos,
seca-nos as gargantas,
sangra-nos os lábios
e as nossas línguas.
Entranha-se bem dentro
e num momento,
tudo fica vermelho rubro.
Podes sussurrar
ou até gritar:
beija-me … beija-me …
todos os sentidos.
Vou perder-me
nas tuas curvas
e serpentear-me
incessantemente,
nesse teu corpo
incandescente.
Com os corpos arqueados,
em espasmos melódicos,
vamos ritmados,
cansados, suados
sussurrar em uníssono:
deleite … prazer …
carinho … beijos …
amor … amor … amor …
perdidos nas curvas dos nossos corpos
e nas nossas insanidades delinquentes!
xistosa - josé torres
de pagãos rituais,
inconstantes
sem fé,
que nos embriagam,
quando os corpos expostos
se acariciam
em desejos carnais,
imorais.
Insanidades, ou sofreguidão,
que nos levam à loucura,
porque esta fúria,
de tanto nos querermos,
seca-nos as gargantas,
sangra-nos os lábios
e as nossas línguas.
Entranha-se bem dentro
e num momento,
tudo fica vermelho rubro.
Podes sussurrar
ou até gritar:
beija-me … beija-me …
todos os sentidos.
Vou perder-me
nas tuas curvas
e serpentear-me
incessantemente,
nesse teu corpo
incandescente.
Com os corpos arqueados,
em espasmos melódicos,
vamos ritmados,
cansados, suados
sussurrar em uníssono:
deleite … prazer …
carinho … beijos …
amor … amor … amor …
perdidos nas curvas dos nossos corpos
e nas nossas insanidades delinquentes!
xistosa - josé torres

2 comentários:
José Torres
Gosto de poesia e achei que foste maravilhoso. Urra!...
Daniel
Como eu gosto dos teus poemas, Xistosa
Tenho a impressão que to venho cá roubar, para o fim de semana.
beijinho
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