O VIDEIRINHO

segunda-feira, novembro 23, 2009

APRENDE QUE EU NÃO DURO SEMPRE

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Estive para me calar, mas não aguento.

Todos damos erros ao escrever, talvez na voragem da velocidade de se despachar o texto, do pouco tempo que se tem para reflectí-lo e corrigir e ... por um erro fortuito ou ... por isto e por aquilo...
E quem sabe, culpa do teclado que não cumpre a sua função de nos ajudar rsss, rsss, rsss.

Vem esta lengalenga à luz do dia PORQUE alguém me escreveu a dizer que estava errado quando escrevia POR QUE, visto que a forma correcta (em português) é PORQUE.

Não tenho o exclusivo da verdade, nem qualquer veleidade, mas vou tentar relembrar o que há muitos ... muito anos aprendi.


Sim, que antigamente aprendia-se a bem ou a mal (atenção que não defendo a violência PORQUE passei as passas do Algarve, mas um bofetão "bem puxado" e na hora certa, abre muitas mentes ... e pode transformar um burro num doutor) .

Sim, PORQUE houve (e não ouve) um tempo no tempo, em que se aprendia a língua pátria, de alto abaixo, de trás para a frente e o inverso de tudo isto.


Se não me falha a memória e não utilizando, talvez, os termos que agora (não) se usam para (não) ensinar, ou melhor, para não aprenderem, PORQUE basta escrever "pq" e "bj" e aqui vai
disto:

PORQUE (conj.) utiliza-se sempre quando indica uma causa.

Ex. Estou a escrever isto PORQUE me chatearam.

POR QUE, utiliza-se sempre que se possa substituir "por qual a razão" ou "pela qual".

Ex. POR QUE estou a escrever isto? (Qual a razão para escrever isto).

Mas não se aflautem.

Pessoal com cursos "superiores" ou superior formação, dão os mesmos erros.


Pudera!!!
Os burros são burros no Norte e são burros no Sul e um canudo não é sinal de excelência.


Veja-se o caso do nosso "primeiro".
Não tem curso nenhum, mas fala tão redondamente e certinho que até parece que tem ...


E mesmo que lhe cortem as orelhas ...

É um fartar vilanagem.

Troca-se o "z" pelo "s" em organiZar e preciSar.

Também "HÁ" o "À".

Mas isto é de extrema dificuldade.

Só um catedrático é que pode acertar nestas coisas tão complicadas da língua ...

O primeiro (HÁ) é uma forma verbal do verbo haver (presente do indicativo) e desde que se possa substituir por existe.

Aqui até se erra na acentuação.
"HÁ" utiliza-se sempre que se possa substituir por "haver" ou alguma forma verbal desse mesmo verbo.

Não há - (não deve haver) - motivo para haver tanta burrice e para me chatearem.


O "À", é a contracção da preposição "A" com o artigo definido "A".

Escreve-se sempre "À".

(aliás só há mais SEIS palavras com aquele desalmado "À", que é tão mal tratado.

São elas:

"àquele" (a+aquele), (ele foi Àquele restaurante que lhe disse).


"àquela" (a+aquela), (ela foi Àquela parte).


"àqueles" (a+aqueles), (eles for
am Àqueles bares de cerveja fresca.

"àquelas" (a+aquelas), (elas foram àquelas lojas de compras)


"àquilo" (a+aquilo) (não ligues Àquilo que ele te disse)


e ...


"ÀS".

Este "às", não é um "às" do volante, nem nada que se compare.

Foi "ÀS" cinco da manhã que chegou a casa"

Estás a topar?


Refere-se a tempo.

Também existe o "AH", que no meu tempo era uma interjeição.
Agora muitos termos que aprendi já não se usam
(Ah, que linda explicação!).

E o "HÁ", que é "um tempo" (refere-se a tempo) e onde se espalham os melhores.
Fui comer enguias há quinze dias ...

Também as vírgulas são mal empregues, normalmente abaixo do exigível ou em excesso.

Aprendi que devem ser utilizadas como as cerejas.
Isto é, aos pares.

Mas não é norma fixa.




E o que me dizem ás formas, "deve-se" e "devesse".

Esta é "facilíssima".

Leia a palavra.

Se soar "devêsse", é mesmo assim que se escreve, mas sem acento.

Se soar "déve-se", também é assim que se coloca o "se", mas não leva o acento no primeiro "e".

Também o "poderão" e o "poderam", mas aqui é mesmo não ter ouvido ...

Olhem que belezura:

"Se nós poder-mos organisar-mos um jantar há noite".

Para além da construção miserável da frase, não esqueçam isto:
o "MOS", nunca se separa por motivo algum!!! (excepto se MUDARMOS de linha, mas coloquem-lhe um hífen.

Por falar em hífen.

É também um bom bico d'obra.

Quando é que se utiliza?

Por exemplo, em SEMI - leva este hífen, quando o 2º elemento começa por "h", "i", "r" ou "s".

Ex. "semimulher", semicírculo", semiplano, seminu etc.,

mas

"semi-homem", "semi-imbecil", "semi-religioso" ou "semi-sábio".

Mas "HÁ" mais:

SUB - leva hífen quando o 2º elemento começa por "b", "h" ou "r"

Ex. subóxido, submamário, submeter, sublenhoso, subnutrido, subtropical, mas atenção. sub-bosque, sub-burgo, sub-híbrido, sub-hepático, sub-raça, sub-raiano.

MEGA (-) NUNCA leva hífen e, se a palavra começa por "r" ou "s", dobra-se esta letra.


Ex. megassitema, megassísmico, mas megasistema.

CONTRA- leva hífen, quando o 2º elemento começa por "h", "r" ou "s", OU POR VOGAL.

Contramão, contrabuzina, contracenar,

mas

contra-assembleia, contra-encosta, contra-haste, contra-roda, contra-senha.

Passem bem e até um dia.

Ah!

Não escrevam, nunca, como eu, "descanço", porque é mesmo "DESCANSO".

Todos sabemos muito e só conseguimos ver os erros dos outros.


Mas não há cura para esta doença ...



ACEITO SUGESTÕES E RECLAMAÇÕES

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2 comentários:

Angela Ladeiro disse...

Ninguém reclama!!! ou sugere...eu não o farei, pois sou uma infractora... Levei muitas reguadas e lá me espalho na mesma... ou seja, dou os meus pontapés na gramática. Mas vou fazendo algumas coisas giras...

Táxi Pluvioso disse...

Eu confio no corrector do Windows.