Mais homens e menos machistas!
Ignoro se este slogan trata dum mito urbano que apareceu há uns anos em painéis publicitários de um país “hispano”, latino-americano.
Em qualquer caso, não faria sentido a sua publicidade e não só onde se fala “hispano”, mas, lamentavelmente, em todo o planeta.
Não é necessário insistir, o machismo continua sendo um flagelo histórico que está a custar a desprender-se, retardando o progresso para uma sociedade mais saudável.
A rejeição do homem pelo mero facto de sê-lo, incluso numa atmosfera de intimidade, como sexualidade sem penetração – praticar a “não penetração” -, foram eventuais respostas extremas de grupos feministas em momentos determinados frente a um machismo entendido como asfixiante.
Os debates em que as posições de feministas radicais, era de postular a exclusão social de todos os homens, como uma consequência de levar ao extremo o repúdio do macho sociológico, o que levaria à generalização e identificação de todo o homem como machista.
É claro que muitos homens são-no em menor ou maior grau, mas não é certo que a superação desta etapa não se alcançará sem a colaboração activa de homens e mulheres.
O desejável era a extinção do machismo que em absoluto tende a confundir-se com a satanização do ser humano masculino.
O facto de sermos uma espécie sexualmente dimórfica, implica indivíduos biologicamente diferenciados, complementares do ponto de vista do êxito reprodutivo e com grande potencial para estabelecer vínculos afectivos entre os dois tipos.

A nossa é uma espécie social, cimentada na comunicação como chave do bem-estar do grupo.
Nem os vínculos de par ou casal são estabelecidos exclusivamente entre indivíduos do sexo oposto, nem sequer os sexos são unicamente dois.
Do ponto de vista da evolução sexual, o grau de diferenciação sexual das pessoa é muito variável, se bem que, a socialização tende a reduzir os matizes, levando-nos à percepção de sermos homens ou mulheres.
Unicamente ficam excluídos os menos frequentes casos de inter-sexualidade, em que há uma evidente mescla de caracteres sexuais de ambos os sexos, que não facilitam a identificação exclusiva de nenhum deles.
A velha confusão entre prazer e reprodução, ambas dimensões da sexualidade, suscitou que, a notícia da criação de espermatozóides em laboratório, criou alguns que acreditam como um primeiro sintoma que se acerca da extinção do homem na nossa espécie.
No passado dia 8 de Julho era publicado no "Journal Stem Cells" and Development, a criação pela primeira vez de espermatozóides humanos, utilizando células-mãe embrionárias.
Trata-se de uma investigação realizada pelo grupo dirigido pelo cientista biomédico iraniano, Dr. Karim Nayernia, professor da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.
Evidentemente, o Dr. Nayernia, como investigador principal e porta-voz do grupo, esclareceu que os ditos “espermatozóides” de laboratório, não serão utilizados para fertilizar óvulos, mas sim para estudo do processo de reprodução.

Com isto o professor adiantou-se à crítica por parte dos temerosos do conhecimento, de larga tradição.
Não esquecer que na nossa cultura judaico-cristã, comer da árvore da Ciência era a única proibição do Paraíso.
A investigação coloca sobre a mesa a possibilidade teórica de dispor de esperma sem necessidade de homens que o produzam e o distribuam, que esta será a parte prazenteira do assunto e por certo, a que não está posta em questão pelo facto de que prescindiríamos, ou poderíamos escolher, a origem do esperma para a fecundação.
Sendo optimistas, o que está mais perto da extinção é o macho.
O biológico que é manifestamente melhor dada a crescente má qualidade do sémen e sobretudo, o macho sociológico, que numa cultura patriarcal assegura a sua auto-estima, apontando que são “seus” os filhos que tem com a sua parceira.
Assim pois, não deve estar o homem – nem a mulher – em perigo de extinção; estão em evolução – esta nunca pára – algumas crenças e valores amplamente difundidos entre os humanos nos últimos milénios.

Para tua introspecção:
- Sentes a impressão de que há maior ou menor machismo entre os homens com quem te relacionas?
– Reconheceste atitudes machistas?
– Sofreste algum tipo de machismo por parte do teu parceiro ou de outros homens?
.
Ignoro se este slogan trata dum mito urbano que apareceu há uns anos em painéis publicitários de um país “hispano”, latino-americano.
Em qualquer caso, não faria sentido a sua publicidade e não só onde se fala “hispano”, mas, lamentavelmente, em todo o planeta.
Não é necessário insistir, o machismo continua sendo um flagelo histórico que está a custar a desprender-se, retardando o progresso para uma sociedade mais saudável.
A rejeição do homem pelo mero facto de sê-lo, incluso numa atmosfera de intimidade, como sexualidade sem penetração – praticar a “não penetração” -, foram eventuais respostas extremas de grupos feministas em momentos determinados frente a um machismo entendido como asfixiante.
Os debates em que as posições de feministas radicais, era de postular a exclusão social de todos os homens, como uma consequência de levar ao extremo o repúdio do macho sociológico, o que levaria à generalização e identificação de todo o homem como machista.
É claro que muitos homens são-no em menor ou maior grau, mas não é certo que a superação desta etapa não se alcançará sem a colaboração activa de homens e mulheres.
O desejável era a extinção do machismo que em absoluto tende a confundir-se com a satanização do ser humano masculino.
O facto de sermos uma espécie sexualmente dimórfica, implica indivíduos biologicamente diferenciados, complementares do ponto de vista do êxito reprodutivo e com grande potencial para estabelecer vínculos afectivos entre os dois tipos.

A nossa é uma espécie social, cimentada na comunicação como chave do bem-estar do grupo.
Nem os vínculos de par ou casal são estabelecidos exclusivamente entre indivíduos do sexo oposto, nem sequer os sexos são unicamente dois.
Do ponto de vista da evolução sexual, o grau de diferenciação sexual das pessoa é muito variável, se bem que, a socialização tende a reduzir os matizes, levando-nos à percepção de sermos homens ou mulheres.
Unicamente ficam excluídos os menos frequentes casos de inter-sexualidade, em que há uma evidente mescla de caracteres sexuais de ambos os sexos, que não facilitam a identificação exclusiva de nenhum deles.
A velha confusão entre prazer e reprodução, ambas dimensões da sexualidade, suscitou que, a notícia da criação de espermatozóides em laboratório, criou alguns que acreditam como um primeiro sintoma que se acerca da extinção do homem na nossa espécie.
No passado dia 8 de Julho era publicado no "Journal Stem Cells" and Development, a criação pela primeira vez de espermatozóides humanos, utilizando células-mãe embrionárias.
Trata-se de uma investigação realizada pelo grupo dirigido pelo cientista biomédico iraniano, Dr. Karim Nayernia, professor da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.
Evidentemente, o Dr. Nayernia, como investigador principal e porta-voz do grupo, esclareceu que os ditos “espermatozóides” de laboratório, não serão utilizados para fertilizar óvulos, mas sim para estudo do processo de reprodução.

Com isto o professor adiantou-se à crítica por parte dos temerosos do conhecimento, de larga tradição.
Não esquecer que na nossa cultura judaico-cristã, comer da árvore da Ciência era a única proibição do Paraíso.
A investigação coloca sobre a mesa a possibilidade teórica de dispor de esperma sem necessidade de homens que o produzam e o distribuam, que esta será a parte prazenteira do assunto e por certo, a que não está posta em questão pelo facto de que prescindiríamos, ou poderíamos escolher, a origem do esperma para a fecundação.
Sendo optimistas, o que está mais perto da extinção é o macho.
O biológico que é manifestamente melhor dada a crescente má qualidade do sémen e sobretudo, o macho sociológico, que numa cultura patriarcal assegura a sua auto-estima, apontando que são “seus” os filhos que tem com a sua parceira.
Assim pois, não deve estar o homem – nem a mulher – em perigo de extinção; estão em evolução – esta nunca pára – algumas crenças e valores amplamente difundidos entre os humanos nos últimos milénios.

Para tua introspecção:
- Sentes a impressão de que há maior ou menor machismo entre os homens com quem te relacionas?
– Reconheceste atitudes machistas?
– Sofreste algum tipo de machismo por parte do teu parceiro ou de outros homens?
.
2 comentários:
Já não se fazem homens como o arquitecto Taveira, agora são todos Ronaldos.
Táxi Pluvioso
Não sei nada do arquitecto.
Lidei com muitos mas só profissionalmente e não conheci nenhum "gigolo".
Pelo menos aparentemente.
Mas bom mesmo é comer e calar ...
Enviar um comentário