O VIDEIRINHO

quinta-feira, novembro 05, 2009

CANCRO DA MAMA (parte I)

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Uma em cada 8 mulheres irá padecer de cancro da mama ao longo da sua vida mas, por detrás desta crua realidade, a medicina enfrenta a enfermidade por todas as frentes, garantindo uma percentagem de cura nunca visto antes.

Queres conhecer quais são as armas?

Cada dia em Portugal, 13 mulheres recebem a
má notícia:
Tem cancro da mama.

Um total de 4500 mulheres, por ano, aparecerão com esta enfermidade.

É tal a sua frequência que se trata do principal tipo de cancro entre o sexo feminino e também a segunda causa de morte.

Há a
penas algumas décadas, mais de metade das mulheres com cancro da mama morria com esta enfermidade.

Actualmente a taxa de cura situa-se perto dos 75 %.

Sucesso para este avanço:
Vigilância prudente, um desenvolvimento do arsenal terapêutico cada vez mais variado, efectivo e específico e um maior conhecimento deste inimigo.

Assim se forja o combate contra o cancro da mama.

O melh
or ataque é uma boa defesa.

Um dos factores que mais contribuiu para o aumento da percentagem de cura foi o seu diagnóstico precoce.



Um isotianato, composto chamado sulforaphane, ou SFN é muitíssimo activo na química anti-cancro.

O SFN inibe a proliferação de células tumorais, com um mecanismo idêntico ao Taxol (medicamento que liga e estabiliza os microtúbulos e vincristina, inibem a divisão celular durante a mitose - processo em que a duplicação do DNA na forma de cromossomas é rigorosamente distribuído para as duas células filhas, quando a célula se divide -)

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A detecção prematura, graças à auto-exploração ou auto-apalpação, a exploração clínica e especialmente, as campanhas de mamografias programadas a partir dos 45 anos, permitiram restringir enormemente a mortalidade por esta enfermidade.

Ao detectar precocemente a presença de um tumor no seu início multiplicam-se as possibilidades de uma cura bem sucedida.

Tanto é assim que, as mulheres com mais de 50 anos que regularmente fazem as oportunas mamografias, reduzem em 30 % a mortalidade frente a esta enfermida
de.

Antecipar o ataque do inimigo.

Ainda que a grande maioria das mulheres com cancro da mama não tenha predisposição genética conhecida (ou seja, aparece de maneira espontânea ou esporádica), existem certas mulheres (de 5 a 10 % das afectadas com o cancro da mama) que herdaram uma forte predisposição para desenvolverem esta enfermidade.

A suspeita começa quando numa mesma família existem duas ou mais mulheres que também o tiveram ou têm um cancro do ovário.




Ante os factos anteriores, coloca-se em marcha a investigação dos genes implicados na predisposição e, por sua vez, tratar do acompanhamento e apoio psicológico.

Assim, por exemplo, detectar que uma mulher é portadora de uma mutação do gene BRCA1 ou do gene BRC2, significa que tem entre 50 a 85 % de probabilidades de padecer de um cancro da mama (além de outros tipos) ao longo da vida.

Conhecer estes dados permite fazer uma vigilância intensiva e especial para detectar precocemente o cancro ou inclusive evitar a extirpação com excisões preventivas, de acordo com a paciente.

Ataque por todas as frentes.

A actuação face ao cancro da mama é um dos exemplos mais atractivos do trabalho conjunto em medicina.

Ginecologistas, oncológicos, enfermeiras, biólogos moleculares, patológicos, radiologistas, psicólogos, cirurgiões plásticos …

Todos eles estão empenhados, em maior ou menor grau, na luta contra esta enfermidade.

O trabalho conjunto e coordenado entre eles ajudou muitíssimo, não só para se conseguir uma maior taxa de cura, como também aumentar a qualidade de vida da mulher com cancro da mama.



CONTINUA …

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