Fala-se de desejo – situação do desejo sexual – para referir a experiência subjectiva de atracção até ao objecto sexual (normalmente o potencial parceiro sexual).
Trata-se do conjunto da experiência de atracção que se integra no nosso encéfalo e para o qual, todavia, não se conhecem os registos fisiológicos específicos.
Enquanto experimentamos evidências físicas do nosso crescente desejo (erecção do pénis, lubrificação vaginal, aceleração do pulso, erecção dos pêlos corporais, transpiração excessiva, ruborização de partes mais ou menos extensas da nossa pele, intumescimento dos peitos …) passamos a falar da fase de excitação sexual – abreviadamente excitação - .
Em boa parte das ocasiões, permitindo o fluir da excitação, chega-se à fase do orgasmo, com a ejaculação, o sinal externo evidente no caso dos homens.
Se bem que o desejo sexual se mantenha até ao orgasmo, quando falamos da fase do desejo, geralmente referimo-nos ao início da resposta sexual de homens (quase sempre) e mulheres (nem sempre).
Algumas mulheres descobrem, ao longo do processo de terapia sexual, um profundo e arreigado medo ao seu próprio desejo.
É uma variação menos habitual no homem.
Os valores tradicionais do nosso ambiente sociocultural, quando observados pouco a pouco, revelam como se educa para conter o desejo – nelas – ou para incentivá-lo – neles - .
O medo de se deixar levar pelo desejo chega nalgumas mulheres a agudizar-se até ao extremo de nem sequer o deixarem fluir quando estão com a “pessoa adequada e desejada”.
Bloqueado o desejo, é evidente que se torna mais difícil enredar-se numa actividade sexual.
Não obstante, quando, apesar desta permissão, podem ver-se surpreendidas pela sua crescente excitação sexual, de maneira que acabam por viver o seu desejo a partir da consciência da sua excitação.
É claro que, no caso dos homens, o ciclo tende a seguir o caminho inverso: deixando-se levar pelo desejo, acrescenta-se a excitação.
Mais evidente todavia é o facto de que as mulheres, especialmente quando convivem mais tempo com um parceiro, implicam-se nas relações, mais por um desejo de intimidade do que por um impulso de atracção sexual, que muitas vezes é o detonante das relações para a maioria dos homens.
Quando é o desejo de intimidade o que mobiliza, as mulheres, muitas vezes começam a receber cada vez mais sinais físicos das suas próprias emoções, o que vai suscitar os crescentes níveis de desejo sexual.
De facto, duas investigadoras em sexualidade, Rosemary Basson e Beverly, Whipple, enfocam o essencial por modelos circulares para explicar a resposta sexual feminina, diferente do processo linear masculino – desejo, excitação e orgasmo - .
Assim, a mulher segue um padrão circular, no qual se pode extrair por diferentes pontos: intimidade, estimulação sexual, excitação, avaliação adequada da excitação, desejo, experiência sexual satisfatória, intimidade …
Se bem que, o suscitar o desejo agrada a todos, mulheres e homens, ás vezes a possibilidade de cruzar a fronteira até à excitação do outro, solta o próprio medo.
O fantasma da má mulher que vai provocando os homens activa-se facilmente numa sociedade impregnada de um ancestral machismo.
Recentemente li, como se justificava a actriz Sheila Kelley, promotora do baile erótico, “S Factor”, que está a ficar na moda nos EUA, como uma novidade da actividade física que tonifica o corpo ao combinar o striptease e o baile de barra, o Pilates, yoga e ballet: “há sempre a desaprovação de gente muito conservadora, de direita, que pensa que a técnica está desenhada para excitar os homens, quando na realidade está feita para que a mulher exalte o seu próprio corpo”.
Medo de falar, há sempre, claro: as mulheres também aprendem com o curso a desfrutar do sentirem-se desejadas.
Sem culpa, sem vergonha.
Para tua introspecção:
- Desfrutas ou melhor, incomoda-te sentires desejo sexual?
– E sentires-te objecto de desejo, agrada-te ou incomoda-te?
– Parecer-te-ia melhor um mundo sem desejo sexual?
Trata-se do conjunto da experiência de atracção que se integra no nosso encéfalo e para o qual, todavia, não se conhecem os registos fisiológicos específicos.
Enquanto experimentamos evidências físicas do nosso crescente desejo (erecção do pénis, lubrificação vaginal, aceleração do pulso, erecção dos pêlos corporais, transpiração excessiva, ruborização de partes mais ou menos extensas da nossa pele, intumescimento dos peitos …) passamos a falar da fase de excitação sexual – abreviadamente excitação - .
Em boa parte das ocasiões, permitindo o fluir da excitação, chega-se à fase do orgasmo, com a ejaculação, o sinal externo evidente no caso dos homens.
Se bem que o desejo sexual se mantenha até ao orgasmo, quando falamos da fase do desejo, geralmente referimo-nos ao início da resposta sexual de homens (quase sempre) e mulheres (nem sempre).
Algumas mulheres descobrem, ao longo do processo de terapia sexual, um profundo e arreigado medo ao seu próprio desejo.
É uma variação menos habitual no homem.
Os valores tradicionais do nosso ambiente sociocultural, quando observados pouco a pouco, revelam como se educa para conter o desejo – nelas – ou para incentivá-lo – neles - .
O medo de se deixar levar pelo desejo chega nalgumas mulheres a agudizar-se até ao extremo de nem sequer o deixarem fluir quando estão com a “pessoa adequada e desejada”.
Bloqueado o desejo, é evidente que se torna mais difícil enredar-se numa actividade sexual.
Não obstante, quando, apesar desta permissão, podem ver-se surpreendidas pela sua crescente excitação sexual, de maneira que acabam por viver o seu desejo a partir da consciência da sua excitação.
É claro que, no caso dos homens, o ciclo tende a seguir o caminho inverso: deixando-se levar pelo desejo, acrescenta-se a excitação.
Mais evidente todavia é o facto de que as mulheres, especialmente quando convivem mais tempo com um parceiro, implicam-se nas relações, mais por um desejo de intimidade do que por um impulso de atracção sexual, que muitas vezes é o detonante das relações para a maioria dos homens.
Quando é o desejo de intimidade o que mobiliza, as mulheres, muitas vezes começam a receber cada vez mais sinais físicos das suas próprias emoções, o que vai suscitar os crescentes níveis de desejo sexual.
De facto, duas investigadoras em sexualidade, Rosemary Basson e Beverly, Whipple, enfocam o essencial por modelos circulares para explicar a resposta sexual feminina, diferente do processo linear masculino – desejo, excitação e orgasmo - .
Assim, a mulher segue um padrão circular, no qual se pode extrair por diferentes pontos: intimidade, estimulação sexual, excitação, avaliação adequada da excitação, desejo, experiência sexual satisfatória, intimidade …
Se bem que, o suscitar o desejo agrada a todos, mulheres e homens, ás vezes a possibilidade de cruzar a fronteira até à excitação do outro, solta o próprio medo.
O fantasma da má mulher que vai provocando os homens activa-se facilmente numa sociedade impregnada de um ancestral machismo.
Recentemente li, como se justificava a actriz Sheila Kelley, promotora do baile erótico, “S Factor”, que está a ficar na moda nos EUA, como uma novidade da actividade física que tonifica o corpo ao combinar o striptease e o baile de barra, o Pilates, yoga e ballet: “há sempre a desaprovação de gente muito conservadora, de direita, que pensa que a técnica está desenhada para excitar os homens, quando na realidade está feita para que a mulher exalte o seu próprio corpo”.
Medo de falar, há sempre, claro: as mulheres também aprendem com o curso a desfrutar do sentirem-se desejadas.
Sem culpa, sem vergonha.
STRIPPER
Para tua introspecção:
- Desfrutas ou melhor, incomoda-te sentires desejo sexual?
– E sentires-te objecto de desejo, agrada-te ou incomoda-te?
– Parecer-te-ia melhor um mundo sem desejo sexual?
(*)
PILATES
É um método inovador, que actua como fitness, wellness e reabilitação. Recomendado para quem procura um exercício físico seguro, pois todas as aulas são conduzidas por fisioterapeutas especializados. Ideal para quem sofre de dor nas costas e que tem dificuldade em melhorar o condicionamento físico. A recuperação da qualidade de vida é alcançada através da combinação de exercícios de alongamento, fortalecimento, reeducação da postura e do movimento em um ambiente calmo e tranquilo.
Vê também este VÍDEO.
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