Um crescente número de portugueses ficou sem ocupação e para lhes ocupar o tempo livre, que é todo o tempo, submetem-nos a sondagens, pesquisas de opinião … para que confessem porque estão preocupados.
Sabe-se por Manuel Machado, que (deixou a receita), “para descansar, morrer” (*).
Não há outra receita mais eficiente, mas geralmente desejamos que não se aplique até ao último dia da nossa vida.
Até então preferimos duas coisas: estar preocupados ou deitarmos as nossas preocupações para trás das costas.
Quem as enfrenta confessa que, a asquerosa conduta genérica da chamada classe política, que de classe não tem nada, preocupa-os mais que quase tudo no mundo, inclusive o desemprego e o terrorismo.
Muita gente está convencida de que o primeiro poder-se-ia atenuar, se os nossos políticos desfrutassem de um ano sabático, extensivo a um ou dois lustros.
Enquanto para o segundo problema, são de opinião que já desceu a uma divisão inferior: o pessoal normal confunde terrorismo organizado, com algumas terroríficas organizações amparadas por pomposas siglas.
Por isso mesmo é que meio Portugal não ganha para viver e a outra metade não ganha para as preocupações.
Em vista disto, a muitos (poucos?, muitos?) deu-lhes para poupar e decidiram não gastar o que não têm.
O medo do dia de amanhã, que por certo é quarta–feira, está amargando o dia de hoje, como dizia um poeta que não recordo o nome.
As agitadas cabeças duras de caixas e bancos, estimam que as famílias guardarão, este ano, mais 50 % que no ano anterior.
Como explicar isto sem medo do futuro imperfeito?
Aquele que tiver um euro, guarde-o.
Parece que a nossa preocupação principal é que não cumpra a sua vocação nómada.
Os pródigos, não os que regressam mas os que não estamos equipados para guardar nada, salvo as formas, estamos lixados, (ia saindo um palavrão!).
Deus providenciará se tiver tempo.
Sabe-se por Manuel Machado, que (deixou a receita), “para descansar, morrer” (*).
Não há outra receita mais eficiente, mas geralmente desejamos que não se aplique até ao último dia da nossa vida.
Até então preferimos duas coisas: estar preocupados ou deitarmos as nossas preocupações para trás das costas.
Quem as enfrenta confessa que, a asquerosa conduta genérica da chamada classe política, que de classe não tem nada, preocupa-os mais que quase tudo no mundo, inclusive o desemprego e o terrorismo.
Muita gente está convencida de que o primeiro poder-se-ia atenuar, se os nossos políticos desfrutassem de um ano sabático, extensivo a um ou dois lustros.
Enquanto para o segundo problema, são de opinião que já desceu a uma divisão inferior: o pessoal normal confunde terrorismo organizado, com algumas terroríficas organizações amparadas por pomposas siglas.
Por isso mesmo é que meio Portugal não ganha para viver e a outra metade não ganha para as preocupações.
Em vista disto, a muitos (poucos?, muitos?) deu-lhes para poupar e decidiram não gastar o que não têm.
O medo do dia de amanhã, que por certo é quarta–feira, está amargando o dia de hoje, como dizia um poeta que não recordo o nome.
As agitadas cabeças duras de caixas e bancos, estimam que as famílias guardarão, este ano, mais 50 % que no ano anterior.
Como explicar isto sem medo do futuro imperfeito?
Aquele que tiver um euro, guarde-o.
Parece que a nossa preocupação principal é que não cumpra a sua vocação nómada.
Os pródigos, não os que regressam mas os que não estamos equipados para guardar nada, salvo as formas, estamos lixados, (ia saindo um palavrão!).
Deus providenciará se tiver tempo.
(*)
Morir, dormir
- Hijo, para descansar,
es necesario dormir,
no pensar,
no sentir,
no soñar…
- Madre, para descansar,
morir
(Manuel Machado)
.
4 comentários:
Pois, mas há quem nem um euro tem para comer, nem para guardar nem para deitar fora, esses bolsos que os guardam, são poucos, muito poucos, enquanto que há outros que sem fazer nenhum, guardam nos seus bolsos aquilo que tiraram a outros, ah...
enfim..beijinhos da laura
Laura
Sempre haverá pobres e ricos, é inexorável.
E coitados dos ricos ... t~em outras necessidades !!!
Necessidades e problemas!!! Coitados, quando chegar a hora, sofrem mais, para deixar tudo...
Angela Ladeiro
E custa muito largar a pele.
Veja-se no Verão quando se apanha sol a mais ...
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