O VIDEIRINHO

sexta-feira, novembro 13, 2009

ORIGEM DA VIDA

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Quando Charles Darwin publicou “A origem das espécies” há 150 anos evitou explicitamente discutir sobre a origem da vida.

Este facto, acrescentado à menção do “Criador” no último parágrafo do livro, faz acreditar que não quis pronunciar-se sobre o tema.

Uma equipa internacional liderada por Julio Peretó do Instituto Cavanilles de Valência desmente agora esta crença e demonstra que o naturalista britânico explicou-se noutros documentos, como puderam emergir os primeiros antepassados.

“Todos os seres orgânicos que viveram na Terra poderão ser descendentes de alguma forma primordial”, explicava Darwin no “A origem das espécies” em 1859.

Apesar desta declaração, o cientista propôs-se na tarefa de compreender os processos evolutivos subjacentes da diversidade biológica.

Darwin estava convencido da importância capital desta questão para a sua teoria e tinha uma visão materialista e evolutiva tremendamente moderna sobre a transição da matéria química inerte com a matéria viva, apesar de estar bem ao corrente das experiências de Pasteur contra a geração espontânea”, explicou Juli Peretó, autor principal deste estudo e investigador no Instituto Cavanilles de Biodiversidade e Biologia Evolutiva da Universidade de Valência.



O estudo, que é publicado no último número da revista Origins of life and evolution of biospheres, demonstra que Darwin teve uma ideia avançada sobre a origem das primeiras espécies e uma preocupação pelo problema.

“É rotundamente falso pensar que invocava uma intervenção divina; também está perfeitamente documentado que a menção ao “Criador” no “A origem das espécies” foi um acrescento à galeria e que imediatamente lamentou tê-lo feito” manifestou Peretó.

Segundo os investigadores, todas as opiniões de Darwin sobre a origem da vida encontram-se na sua correspondência privada e nos seus cadernos e blocos de notas.

A excepção, um resumo de um livro sobre microrganismos foraminíferos, publicado em 1863 no clube social londrino Athenaeum, onde Darwin “deixa cair a sua opinião sobre a geração espontânea”.

A equipa internacional, formada por cientistas americanos, espanhóis e mexicanos, não só examinou com detalhe as frases, textos e parágrafos das cartas, como colocou no contexto todas as opiniões darwinianas sobre a origem da vida, localizáveis on line e nos manuscritos originais.



A hipótese da origem da vida

Uma anotação num caderno de 1837, no qual Darwin explica que “a íntima relação dos fenómenos vitais com a química e as suas leis, fazem que a geração espontânea não seja impossível”, colocou os investigadores na pista.

Noutra famosa carta enviada em 1871 ao seu amigo botânico e explorador inglês, Joseph D. Hooker, Carles Darwin imagina um pequeno charco quente onde a matéria inerte se transformaria em matéria em evolução, com a ajuda dos componentes químicos e fontes de energia adequados.

Noutras cartas, o naturalista reconheceu com colegas como Alfred Russel Wallace ou Ernst Haeckel, que a geração espontânea era importante para a coerência da sua teoria.

Aliás, “ao mesmo tempo, admitia que a ciência não estava madura para abordar a questão (daí a sua resistência a falar disto em público) e que ele não viveria o suficiente para poder vê-la resolvida”, concluiu Peretó.



Aristóteles estava certo.


A teoria da geração espontânea não esmoreceu!

Querem uma prova disso?

Então siga esta receita:
Coma ravioli.
Deixe uma quantidade razoável de ravioli no prato.
Deixe o prato com o resto de ravioli na banca da cozinha.
Não lave o prato e aguarde uns dias.
Ao fim de pouco tempo, que bela surpresa!
Uma linda plantação de fungos!!!
Lindos!

Neste final de ano, olha que original: não dê flores!
Dê fungos personalizados, criados por si!!!
E ainda exalam um suave perfume a bolonhesa!


P.S.:
Antes que me chamem porco, a louça já está toda lavada.
Juro!

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4 comentários:

jo ra tone disse...

José Torres.
Um tema muito importante apresentado neste post. Biologia e Geografia, foi do que gostei mais.
Quando passei por este tema há seis anos,pena foi, que tive que fazer tudo a correr, no ensino nocturno recorrente. Gostei muito desta parte.
Cumprimentos

Unknown disse...

Um tema que hoje em dia continua em aberto.

Dizem as correntes mais recentes que fomos trazidos para o planeta Terra por ET's. Outra, mais profunda ainda, que tudo o que existe são partículas de Deus (o que para mim não responde à pergunta pois logo se coloca outra - Qual a origem de Deus?). Enfim, havemos de ter sempre pano para mangas de conversa à volta desta questão.

Um abraço.

xistosa, josé torres disse...

jo ra tone

Peço desculpa, mas como não sei ... não recebo os comentários no e-mail.
Tenho que os ver aqui e ao vivo.
Por vezes chego meio morto ... e foi o que aconteceu.
Só agora é que vi que estava em falta.
De Biologia nunca fui grande apreciador.
Tinha que se empinar tudo e tenho a cabeça muito desarrumada para conseguir colocar tudo em ordem.
Já a Geografia ... penso que fui sempre o melhor aluno.
Não é imodéstia, era amar o que estudava e tentar saber mais ...
Também gostava de História, mas as datas de tudo punham-me em alvoroço.

Sempre gostei de "queijo, queijo Zeca e com presunto!!!" rsss, rsss, rsss

xistosa, josé torres disse...

Helena Paixão

Nestas coisa não gosto muito de dogmas.
Ou é ou não é ... e sei que não é.
Mas demonstrá-lo?
Aqui está a semente!